sábado, 12 de dezembro de 2009

QUAL É A SUA?




Existem duas formas de tentar ser igreja: uma delas, é aquela que quer crescer a qualquer custo e da maneira mais rápida sem se importar se é certo ou errado. É o que você, geralmente, já vê na televisão e na mídia de uma forma geral o tempo todo mesmo, a atração não é a vida do servo humilde, não é o tomar a sua cruz, negar a si mesmo e andar como Jesus andou na verdade e na simplicidade. O que esta "igreja" propõe é somente a compra da bênção e nada mais. As pessoas adoram ouvir que elas podem ser muito prósperas, que os problemas delas serão resolvidos num passe de mágica ou na liberação de uma “palavra profética”, que elas vão ganhar ou alcançar isto e aquilo se participarem de uma campanha tal, se fizerem algum tipo de voto ou sacrifício financeiro para ofertar, se forem oradas ou ungidas pelo pastor, apóstolo ou missionário tal.

Elas querem resolver o imediato, o que precisam agora, a oração tem que ser respondida na hora, senão não vale. Às vezes reclamam com Deus porque elas fizeram um voto, determinaram, participaram de uma corrente de oração com alguém famoso, mas Deus não cumpriu a parte dele.

As pessoas vão se cansando desta loucura toda, mas por incrível que pareça é que o resultado ainda são "igrejas" lotadas, mas de gente que não quer ser tratada pelo Senhor de verdade, até fazem alguma entrega, mas é tudo muito superficial, nunca se entregam por inteiro. Estão ali enquanto a oferta da bênção é boa. Estas pessoas até resolvem os seus problemas exteriores, mas a casa por dentro continua mau arrumada e o “valente desamarrado” habitando nelas. Algumas até choram de emoção durante uma música bonita ou uma palavra bem pronunciada, mas continuam vazias de Deus.

Depois de um tempo elas descobrem um outro “mover”, um outro “homem de deus” (com “d” minúsculo mesmo) e vão pra lá, não tem vínculo, andam de “igreja” em “igreja” procurando uma bênção que nunca vem. Outras vezes se dispersam para alguma outra religião até mesmo não cristã afim de ter o encontro que nunca tiveram. Acabam culpando e achando que Deus teve alguma coisa com isto... Ledo engano!

A outra forma de ser Igreja (com "i" maiúsculo) é a da maneira simples como Jesus ensinou mesmo, é descobrir-se como Igreja serva, e servo dentro da Igreja e do Reino, como povo que não dá um passo sem ouvir atentamente a direção certa e segura da Palavra de Deus, são homens e mulheres que buscam no Evangelho puro e simples, e somente nele, sem barganhas ou "novíssimas revelações" a perfeita vontade do Senhor e entendem que nem sempre a oração é respondida na hora e da forma como queremos que seja. Nossos caprichos e vaidades, nossa própria vontade solitária, não serão atendidos, mas serão tratados se estiverem fora da perspectiva do Reino de Deus. Esta Igreja ama a Deus pelo que Ele é e não pelo que Ele pode dar financeiramente.

Nesta Igreja todos, ou a pelo menos a maioria, vivem um para o outro, o alimento é a Palavra revelada em Jesus, que trata, cuida, zela, confronta os pecados resistentes. Esta Igreja está interessada em pregar o que é certo, não o que dá certo.

Preste atenção! Existe muita diferença entre pregar o que é certo ao invés do que dá certo!
Esta igreja não ensina “os sete segredos para prosperar na vida financeira de forma mágica" e também não está interessada em ostentar o templo mais luxuoso da terra, mas ela busca as coisas que são lá do alto. Seu tesouro é outro, não é deste tempo ou desta terra, suas riquezas estão onde a traça e a ferrugem não podem destruir. Ela deseja que todos sejam alcançados pela presença de Deus de forma real e intensa, não apenas através do marketing da fé. Ela testemunha a transformação que o Evangelho provoca nas pessoas por inteiro e não na vida financeira somente. Ela não busca empresários da fé, mas sim servos de Jesus.

Nem sempre esta Igreja vai atrair "clientes" tão rápido, mas com o tempo as pessoas em volta, pelo testemunho da Graça de Deus, saberão distinguir quem é sério e quem não é. Quem está pregando por amor ao Reino e quem está somente tentando se beneficiar do Reino e das ovelhas do Reino por amor ao dinheiro e poder que eles lhe dão.

Nesta Igreja a cura, o milagre, a libertação de poderes do mau, a bênção estão presentes também e de forma muito mais intensa e poderosa mas esta não é sua propaganda. A propaganda aqui é a presença de Jesus. O que ela experimenta na presença do Espírito verdadeiro de Jesus é o que atrai as pessoas, é o amor não fingido que transforma e retém quem dela se aproxima.

Um dia o Senhor vai olhar para muitos daqueles que expulsavam demônios, falavam em outras línguas, profetizavam nas igrejas, faziam grandes sinais e maravilhas, os grande homens e mulheres que nós achamos importantes, até mesmo aqueles que andam entre nós hoje em dia; e Ele, o Senhor, vai dizer assim: “apartai-vos de mim todos os que praticam pecado, porque eu não vos conheço” (Mateus 25.41). Pecado aqui é não se esforçar por amar de forma prática, é o pecado de não fazer o bem podendo e sabendo que é para ser feito.

Isto é muito sério! Certamente não são as “boas obras” que nos salvam como muitos pensam, mas a nossa fé e nível de relacionamento com Deus são medidos e mensurados pela forma e intensidade com que temos vontade de externar, espontaneamente, sem hipocrisia e com muita alegria de Deus o nosso amor a quem precisa de nós, seja essa pessoa quem for. Irmão da fé ou não.

O apóstolo João nos ensina como é este amor, ele diz assim: "Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade." (1 João 3.18)

Quem ama, crê; e quem crê é seguido pelos sinais do Reino. A libertação, as curas e os sinais acontecem naturalmente quando o amor de Deus é experimentado sem barreiras. O poder e a autoridade espiritual são conseqüência do amor, nunca o contrário.

Este é o convite para a cura através do amor de Deus: "Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas. Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã." (Isaías 1.17-18)

Existem muitos que querem vencer na força e no grito, na demonstração pública de autoridade, subjugando e impondo medo aos irmãos. De fato o que eles conseguirão é um arregalar de olhos, podem assustar e deixar outras pessoas admiradas, serão chamados de poderosos e talvez até de sábios, mas sem amor nunca quebrarão cadeias mais fortes. Aquelas que se alojam no mais profundo da alma, onde só o amor verdadeiro consegue penetrar, sondar e amolecer até a pessoa não suportar mais o constrangimento da presença do amor de Deus e desejar se libertar das cadeias da falta de perdão, do rancor, da avareza e do ódio.

Logo, é até possível que uma “igreja” consiga crescer sem amor, é possível experimentar até coisas sobrenaturais como uma aparente libertação de alguns poderes espirituais, profecias, curas e cultos com sensação de grande visitação de Deus. Podemos até ver pessoas chorando, se emocionando, entregando tudo o que possuem. Sim, é possível! Mas tudo isso sem amor é um grande nada diante de Deus.

A Palavra nos convida a aprender a amar de verdade, a olharmos para dentro de nós mesmos e sermos confrontados pelo poder do Evangelho. Deus é amor, somos filhos amados, se você ainda não descobriu como viver nesta dimensão do amor de Deus, convide ao Espírito de Jesus, o Espírito Santo, para mudar seus sentimentos agora mesmo e quebrar todas as cadeias e travas que lhe impedem de amar livre e totalmente.

Você verá como é fácil conseguir amar quando descobrimos que já somos amados por Ele antes mesmo de merecermos ser amados. A revelação do amor de Deus é a nossa grande motivação, é a nossa “mola mestra” para amarmos como Jesus nos amou e ser uma Igreja da Verdade.


O Deus que nos ama irremediavelmente te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!



Fonte: Ovelha Magra

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

GLOSSÁRIO

Glossário

Igreja
Com I maiúsculo corresponde ao que Jesus e o Novo Testamento definem como Igreja; ou seja: o encontro com Deus e uns com os outros em torno do Nome de Jesus e em acordo de fé com o Evangelho—o que faz de todo Encontro Humano, em fé, um encontro-igreja, onde Jesus promete estar presente, mesmo que sejam apenas dois ou três re-unidos em Seu Nome! E só se re-unem em Seu Nome por se saberem a Ele unidos!

Igreja, “entre aspas”
São as representações histórico-institucionais do fenômeno histórico, social, econômico, político e culturalmente auto-definido como “igreja”, e que tem uma hierarquia (Clero), sigla (Denominação), geografia-fixa (Prédio) e membros-sócios! Ou seja: Igreja a gente encontra no caminho. “Igreja” a gente vai ao encontro dela ou a gente a identifica pela Placa ou pela Propaganda!

Cristianismo
É a expressão histórica da Religião que confessa a Jesus como Filho de Deus, mas cujo processo de institucionalização trabalha com mais freqüência contra os Interesses do Reino de Deus que no sentido indicado pelo Evangelho.

Catolicismo
É um derivado do Cristianismo que se vê como o “Reino Estatal de Deus na Terra” — tudo entre aspas.

Protestantismo
É o movimento histórico-cristão que quase conseguiu… mas perdeu o pro-testo, que é sempre algo pró-teste! Assim, virou apenas uma Re-Forma! Só há pro-testo se o caminho for sempre pró-teste, em fé, e tangido pelo Vento do Espírito, conforme a Palavra!

Evangélico
É o ente que crê no Evangelho e que crê na salvação em Jesus, conforme a Graça revelada em Cristo. Por exemplo: o apóstolo Paulo era um genuíno Evangélico!

Evangélico, “entre aspas”
É o ente indefinível, que se utiliza da fé em Jesus através da mediação da “Igreja Evangélica”, que é a auto-definição coletiva dos cristãos que nem sempre confiam ou gostam uns dos outros, mas que só se enxergam coletivamente sob esse Guarda-Chuva, furado de baixo para cima pelas pontas afiadas dos guarda-chuvas menores que cada um usa para garantir sua própria proteção enquanto aniquila o que confessa como devoção: o Evangelho!

Cristão
Historicamente, é um ser no Limbo, vivendo entre a Lei e a Graça, sofrendo entre o medo de Deus e o amor irresistível que por Ele sente. Por esta razão prova a devoção como angústia, desespero, culpa, neurose e paranóia.

Discípulo de Jesus
É o ser que apesar de se reconhecer relativo, se sabe — pela fé na Graça de Deus que gera o dom da fé — como alguém que é irreversivelmente de Jesus e que aprendeu que o Caminho acontece na companhia de irmãos que sempre sujam os pés na jornada — por isto lavam os pés uns dos outros em nudez —, mas que crêem que quem já está limpo pela Palavra de Cristo não necessita lavar senão somente os pés.

Liberdade
É a capacitação na Graça e na Verdade de poder escolher-se-deixar-levar pelo Espírito, que realiza o Bem de Deus no ser humano, conduzindo-o no Caminho Estreito que acontece, em fé, entre a Lei e a Libertinagem, na vereda do amor.

Pecado
É …sou. Cada um deveria saber o que é! Cada um sabe, especialmente se não for instruído moralmente a respeito! Pois, assim, saberá o que o pecado é, e não se neurotizará com o que dizem pecado ser!

Graça
É… toda-tudo-toda manifestação do amor criador-redentor de Deus— e que se expressou supremamente no Escândalo da Cruz—, que sempre é favor imerecido, incluindo a criação do ser, mesmo que seja um ser assim como sou! Pois, sou-serei-sendo-já-sou, Nele!

Voz…
É o testemunho interno do Espírito no meu espírito.

Deus…
É amor!

Ele…
É Aquele que vive em mim!

(Extraído do livro: Sem Barganhas com Deus)


Fonte: Caminho da Graça - Natal

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Você acha que Jesus mudou? Será que ele gosta dos religiosos e santos?



Será que ele passou a gostar dos religiosos e santos?





Se existe um grupo que não é mencionado nos livros Judaicos e Cristãos, e sequer é mencionado por Jesus, este grupo é o grupo dos que não creem em nada, sim, o grupo dos ateus.

É verdade, os ateus nunca foram a preocupação de Jesus.

Na realidade dificilmente alguém é ateu de verdade, mesmo que a pessoa afirme que não crê em nenhuma divindade, mesmo assim, ele não escapa da dúvida e insegurança da existência de tais coisas.

Os que mais eram combatidos por Jesus eram aqueles que se achavam conhecidos e conhecedores da vontade de Deus e se enchiam de auto-purificação e auto-santificação.

Ele combateu principalmente os que se achavam "donos da verdade", os "donos da vontade de Deus", os "detentores de toda revelação divina", os "conhecedores de uma obra que era filho único", os "santos", os "salvos por suas próprias mãos".

Os mais criticados por Jesus foram os próprios judeus que inclusive estavam divididos em diversos grupos , são eles: fariseus, saduceus, zelotes e essênios.

Os que Jesus mais combateu foram os fariseus e saduceus.

Fariseus:
Jesus ataca duramento seu orgulho, sua avareza, sua hipocrisia e, sobretudo, o perigo de crer que a salvação vem da lei.

A origem mais próxima do nome fariseu está no latim pharisaeus, que por sua vez deriva do grego antigo ϕαρισαῖος, assentado no hebraico פרושים prushim . Esta palavra vem da raiz parash que basicamente quer dizer "separar", "afastar". Assim, o nome prushim ou perushim é normalmente interpretado como "aqueles que se separaram" do resto da população comum para se consagrar o estudo da Torá e das suas tradições. Todavia, sua separação não envolvia um ascetismo, já que julgavam ser importante o ensino à população das escrituras e das tradições dos pais.


Saduceus:
(grego: Saddoukaios; hebraico: bnê Sadôq, sadoquitas) é a designação da segunda escola filosófica dos judeus, ao lado dos fariseus.
Também para esta seita ou partido é difícil determinar a origem. Sabemos que existiu nos últimos dois séculos do Segundo Templo, em completa discórdia com os fariseus.
Parece provável que as divergências entre saduceus e fariseus foram mais que dogmáticas, foram jurídicas e rituais. Com a queda de Jerusalém, a seita dos saduceus extinguiu-se. Ficaram porém suas marcas em todas as tendências anti-rabínicas dos primeiros séculos (D.C.) e da época medieval.


Zelotes:
O termo zelota ou zelote (em língua hebraica "kanai"; em língua grega, "zẽlõtẽs") significa literalmente alguém que é ciumento em nome de Deus, ou seja, alguém que demonstra excesso de zelo. Apesar de a palavra designar em nossos dias alguém com excesso de entusiasmo, a sua origem prende-se ao movimento político judaico do século I que procurava incitar o povo da Judéia a rebelar-se contra o Império Romano e expulsar os romanos pela força das armas, que conduziu à Primeira Rebelião Judaica (66-70).


Essênios:
Durante o domínio da Dinastia Hasmonéa, os essênios foram perseguidos. Retiraram-se por isso para o deserto, vivendo em comunidade e em estrito cumprimento da lei mosaica, bem como da dos Profetas. Na Bíblia não há menção sobre eles. Sabemos a seu respeito por Flávio Josefo (historiador oficial judeu) e por Fílon de Alexandria (filósofo judeu). Flávio Josefo relata a divisão dos judeus do Segundo Templo em três grupos principais: Saduceus, Fariseus e Essênios. Os Essênios eram um grupo de separatistas, a partir do qual alguns membros formaram uma comunidade monástica ascética que se isolou no deserto. Acredita-se que a crise que desencadeou esse isolamento do judaísmo ocorreu quando os príncipes Macabeus no poder, Jonathan e Simão, usurparam o ofício do Sumo Sacerdote, consternando os judeus conservadores. Alguns não podiam tolerar a situação e denunciaram os novos governantes. Josefo refere, na ocasião, a existência de cerca de 4000 membros do grupo, espalhados por aldeias e povoações rurais.

Adotaram uma série de condutas morais que os diferenciavam dos demais judeus:

* vestiam-se sempre de branco;
* aboliam a propriedade privada;
* eram vegetarianos;
* contrários ao casamento;
* tomavam banho antes das refeições;
* a comida era sujeita a rígidas regras de purificação.

Não tinham amos nem escravos. A hierarquia estabelecia-se de acordo com graus de pureza espiritual dos irmãos, os sacerdotes que ocupassem o topo da ordem.


Se Jesus repudiava os ideiais e enganos destes grupos que eram os de nível top em se tratando de espiritualidade segundo o Velho Testamento, então, qual era a de Jesus?

Quem agradava Jesus?

Era Jesus um Deus muito exigente que nem mesmo os mais santos de Israel eram bem vistos por Ele ao ponto de mandar um doutor em Torá, um doutor na Lei, um doutor em Velho Testamento nascer de novo?

Quem fazia a vontade de Jesus?

Os que mais Jesus se aproximava eram aqueles que não se encaixavam nestes grupos religiosos.

Os que faziam os olhos de Jesus brilharem, os que faziam Ele derramar misericórdia e compaixão eram os que estavam à margem da sociedade.

Os que comoviam Jesus eram aqueles que não tinham certeza de nada.

Como por exemplo uma mulher adúltera, esta sim, agradou a Jesus (muitos idiotas vão ler este texto com os olhos farisaicos e vão pensar que eu estou dizendo que o adultério a ligou a Deus, deixa de ser criança, estou já cheio de interpretadores da lei, quem está EM CRISTO sabe do que estou falando e lê meus escritos os entendendo).

Um maldito (aos olhos dos líderes judeus) cobrador de impostos. Na casa deste Jesus entrou e trouxe salvação. Quando Jesus entrou na casa de um fariseu para comer foi repreendido por comer sem lavar as mãos, e mencionou que os fariseus se lavam por fora mas tem o interior podre.

Um cego mendigo foi um dos que despertou a graça de Jesus.

Um endemoninhado em Gadara.

Um jovem defunto.

Um amigo defunto.

Uma mulher com o coração quebrantado querendo uma migalha.

Se você que se acha DONO DA VERDADE e afirma que DEUS É O MESMO ONTEM, HOJE E ETERNAMENTE, então porque você acha que JESUS MUDOU?

Porque você acha que Jesus está interessado em você ir a uma igreja ENGOMADINHO?

O que te faz pensar que Jesus se alegra quando você fica cantando musiquinha pra ele?

O que te faz pensar que Jesus fica feliz quando você diz que vai ao templo adorá-lo, sendo que não é em Jerusalém ou Samaria, mas EM ESPÍRITO, EM VERDADE.

O que te faz pensar que se auto-santificando, se auto-penalisando, você está fazendo alguma coisa para ELE?

O que te faz pensar que Ele precisa de você?

O que te faz pensar que Ele fica feliz quando você vai todos os dias no "culto" falar as mesmas ladainhas para as mesmas pessoas?

Atos 7
47 E Salomão lhe edificou casa;
48 Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta:
49 O céu é o meu trono, E a terra o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis? diz o Senhor, Ou qual é o lugar do meu repouso?
50 Porventura não fez a minha mão todas estas coisas?
51 Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais.

O que te faz pensar que o Espírito Santo tem ligação ao templo?

Se está dito em Atos 7:51 por Estêvão que os homens estavam resistindo ao Espírito Santo porque estavam achando que Deus habitava em templos.

O que te faz pensar que resta fazer alguma coisa a não ser aceitar que ELE é TOTAL e SOBERANO?

O que te faz pensar que resta alguma coisa a fazer a não ser aceitar que TUDO ESTÁ FEITO NA CRUZ?

Atos 17:24-28
Paulo diz:
"O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;
Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas;
E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação;
Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós;
Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração."

Exatamente isto que Jesus ensinou, que a Igreja é uma Igreja que se move, que existe, que é sal, que é luz.

Não a "igreja" que você vê quando lê os escritos de Paulo com a lente do farisaísmo.

Se você ler Paulo com as lentes de Cristo, verá que a Igreja Existe, mas não é a "igreja" que você conhece.

"Igreja" você vai ao encontro e identifica pela placa, Igreja (sem aspas) você encontra no Caminho (Caio Fábio).

Odlave Sreklow.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

FLAMENGUISTA PRESO AO TENTAR AGRADECER TÍTULO EM IGREJA MARANATA


 

Flamenguista preso ao tentar agradecer título em igreja Maranata

07/12/2009 - 17h06 (Redação Multimídia - Da Redação Multimídia)
Um jovem torcedor do Flamengo de 26 anos ficou frustrado na noite deste domingo (6) após ser impedido de entrar na igreja Maranata do bairro República, em Vitória, para agradecer a conquista do campeonato. Ele acabou detido por uma viatura da Guarda Municipal de Vitória que passava pelo local.

O jovem se sentiu tão ofendido que resolveu ir até o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vitória para registrar ocorrência e inclusive revelou que foi agredido.

De acordo com relato do jovem, ele foi até a igreja sozinho por volta das 20 horas - a partida que deu a vitória ao time carioca terminou às 19 horas -, mas foi impedido de entrar por um membro da igreja que se identificou como um tenente da Polícia Militar.

Os dois chegaram a discutir, pois o jovem insistiu para entrar no templo, no entanto, foi forçado a deixar o local. No momento da discussão, uma viatura da Guarda Municipal passou pelo local e o membro da igreja pediu apoio para deter o torcedor.

O jovem, que mora em Jardim Camburi, ficou decepcionado e num dia que poderia ter sido mais alegre e de comemoração, foi de decepção.


Fonte: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/12/574238-flamenguista+preso+ao+tentar+agradecer+titulo+em+igreja.html



Este vou deixar para comentar depois.

Odlave Sreklow.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

SILVIO SANTOS E A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE


Por Leonardo G. Silva - Th.M.


Sempre afirmei que a teologia da prosperidade não é bíblica, e que o Deus que seus adeptos apresentam aos fiéis é um falso Deus, um deus inventado, fruto da imaginação humana e produto das demandas religiosas do mercado. Suas igrejas são parecidas ao Fast Food, onde você paga no caixa e leva o sanduiche. É o famoso fast faith, já mencionado em um ensaio do Léo Oliveira.

A descoberta é que, além da semelhança com o MacDonalds, a fé neopentecostal encontra um forte paralelo no homem do Baú. É isso mesmo: há um paralelo perfeito entre Silvio Santos e o deus pós-pentecostal:

“Senor Abravanel, carioca, nascido aos 12 de dezembro de 1930 fez fama e dinheiro, dentre outras coisas, vendendo o tão conhecido Baú da Felicidade: Um carnê de pagamento mensal que recompensava a fidelidade financeira dos seus clientes, com prêmios e mais prêmios. Eram eletrodomésticos, móveis, brinquedos, automóveis e até imóveis. Bastava adquirir o carnê e pagar todos os meses, rigorosamente em dia - como fazia questão de frizar o apresentador - para ter direito aos prêmios. [...] Depois era só passar em uma de suas lojas e trocar o carnê pago por mercadorias. Ficou rico, fez fama e “ajudou” muita gente a realizar o sonho da casa própria.

Hoje em dia, quantos são aqueles que querem fazer do seu carnê de dízimo, um carnê do Baú da Felicidade? Quantos são aqueles que, direcionados por seus líderes, acham que têm algum privilégio diante de Deus só porque pagam em dia a mensalidade? A igreja (me refiro à igreja local) tem se tornado num clube de investimento, numa espécie de bolsa de valores celestial. Você aplica hoje e amanhã tem rendimentos: Sete vezes mais, cem vezes mais, sei lá quanto; tudo vai depender da sua fé e da sua fidelidade financeira”
[1]

É claro que qualquer semelhança entre Silvio Santos e Deus, muito mais que mera coincidência, constitui FRAUDE. Cristo não morreu na cruz para comprar pra você um carrão, casa própria, geladeira, etc. Isso a gente compra com dinheiro, cheque ou cartão de crédito. Cristo morreu para comprar a sua alma pecadora. Essa sim, caríssima. Não podia ser comprada mediante cheque, boleto bancário, cartão de crédito ou consórcio. Apenas o sangue de Jesus pode pagar! (1Pe 1.18-19)

Meu caro leitor: Não permita que essa gente te engane, dizendo que Deus tem um compromisso financeiro contigo, só porque você dá ofertas, dízimos ou cumpre fielmente os seus “votos” (sempre financeiros). Isso é mentira! Deus quer apenas que você viva para ele. Ele quer que você ande em santidade. Ora, conheço adúlteros, bêbados e calhordas que são fiéis dizimistas e patrocinadores de programas de TV. O próprio telepastor (aquele que vende as Palavrinhas de Vitória via SMS) sempre faz questão de lembrar que há centenas de pessoas incrédulas patrocinam seu programa. É claro: Ele promete o mundo em troca! Aí os caras se animam e decidem fazer uma “fézinha”, rs... Agora, dizer que isso lhes dá direito a riquezas, à colocar Deus contra a parede, a botar o dedão na cara dele e dizer “Eu determino!” (em outras palavras, dando uma ordem), é absurdo! Não sei de onde o telepastor tirou que Deus tem obrigação financeira com alguém, e ainda mais um incrédulo ateu! Esses mentirosos colocam os interesses pessoais acima da teologia e da virtude! São uns mercenários!

Os pregadores da teologia da prosperidade ensinam o crente a ser ambicioso e egoísta. Tudo se move em torno de interesses. Já não há ofertas ou doações; apenas troca. É o famoso toma lá, dá cá! Repito, pois vale a redundância: dentro do movimento da teologia da prosperidade, não se oferta: faz-se investimento. Ninguém dá nada a Deus; eles aplicam na bolsa de valores do céu. Mas acontece que Deus não deve nada para ninguém! Hipócritas, “quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado?” (Rm 11.35). Ele não deve nada a mim, nem a você.

Abravanel é um homem de negócios. Ele sim, tem a obrigação de premiar seus clientes, pois está tudo em contrato. E para ele não importa se o cidadão é um adúltero, um fornicador ou homicida. Pagou em dia as mensalidades, então tem direito aos produtos na loja do Baú. E se não pagar, você prensa ele na parede: leva o caso para a justiça e obriga ele a cumprir o contrato! Com Deus é diferente; ele não é o Silvio Santos gospel. É claro que ele é dadivoso, generoso, mas acima de tudo ele é Soberano e Senhor. E não adianta determinar; ele não recebe ordens de ninguém. E de nada vale pagar o carnê em dia, se você pretende fazer permuta com o Todo-Poderoso. Ele não aceita ser colocado contra a parede, nem aceita ser manipulado. Ele é Deus, você é servo, e não o contrário.

***
[1] – A citação é de um texto de Danilo Miguel, no blog Sem Forma


(*) Leia também:
- MacJesus: O fasth faith da igreja brasileira
- MacCultos: A nova tendencia evangélica


Fonte: Púlpito Cristão

LOMBARDI E O PERFIL DO PREGADOR


Por Leonardo Gonçalves

Na semana passada foram noticiadas duas mortes de famosos. Morreu Leila Lopes, ex-atriz de novelas que, embora se declarasse evangélica, se dedicava a fazer filmes pornográficos; e morreu Lombardi, o locutor do SBT cuja voz se tornou conhecida em todo país.

Ao analisar a trajetória do Lombardi, o que mais me chama atenção é “como alguém pôde obter tamanho sucesso sem jamais promover a própria imagem?”. Desde pequeno aprendi a reconhecer a voz do Lombardi no programa Silvio Santos, mas não me lembro de uma só vez em que ele tenha aparecido no programa: Toda sua vida foi dedicada ao patrão, Silvio Santos, e apesar das muitas propostas para sair do anonimato, o locutor se manteve fiel ao seu patrão. Jamais buscou auto-promoção, antes promovia com entusiasmo a imagem do chefe, o dono do SBT, senhor Abravanel.

Você já deve ter percebido onde quero chegar. Quantos pregadores que, ao invés de imitarem a João Batista, o qual declarou acerca de Cristo: “convém que ele cresça e eu diminua”, usam do nome de Jesus para promover a própria imagem? Na porta de um templo em Orlândia, há uma estampa enorme com o rosto do pastor Marco Feliciano, que preside a denominação. A Igreja Internacional da Graça de Deus tem, junto à placa das suas igrejas, o rosto do missionário RR Soares, e o apóstolo Valdemiro Santiago, novo ícone milagreiro e fenômeno religioso, vai no mesmo caminho.

A preocupação com a imagem é a principal atividade de milhares de novos pregadores. Há centenas de blogs e sites divulgando “conferencistas”, e a maioria usa o mesmo recurso de photoshop: Colam a imagem de algum grande congresso no fundo (geralmente o de Camboriú) e a foto deles pregando. O objetivo da montagem é vender a própria imagem como pregador de multidões, atraindo para si os holofotes.

O pastor John Stott, em seu livro O Perfil do Pregador, usa algumas imagens para descrever este santo ministério. Ele fala do pregador como despenseiro, arauto, testemunha, pai e servo. Ao mencionar a igreja de Corinto, o escritor fala de um problema conhecido como “culto à personalidade”. O vergonhoso – segundo Stott – “é que esse culto que manchou a vida da igreja de Corinto no primeiro século ainda persiste entre os cristãos, e alguns líderes não hesitam em receber esta atenção exagerada e inadequada” [1].

Que bom seria se os pregadores do evangelho deixassem de se espelhar nos astros do mundo pop, ou nos apresentadores de programas de auditório, e imitassem a conduta deste “conhecidíssimo anônimo”, senhor Luiz Lombardi Netto, o qual jamais usou sua popularidade para promover a si mesmo, mas buscava sempre honrar o seu patrão. "Costumo dizer que fama e anonimato andam sempre juntos. Não tenho essa vaidade de aparecer. Sei que não sou nenhum galã” [2], declarou o locutor, em um bonito gesto de humildade.

L
ombardi morreu nesta quarta-feira (02), aos 69 anos, mas deixou aos telepastores brasileiros uma analogia ministerial perfeita. Se nossos pregadores tivessem a mesma motivação que este paulistano do bairro do Bexiga, a vaidade seria substituída pela devoção, o desejo de aparecer seria permutado em vontade de promover o Evangelho, as competições infames para se descobrir quem é o maior jamais existiriam e muito mais almas se renderam aos pés de Cristo.


***
Postado por Leonardo Gonçalves, no Púlpito Cristão


Notas:


[1] STOTT, John. O perfil do Pregador. São Paulo: Vida Nova, 2005, p. 96
[2] Veja em http://www.paginadosilviosantos.com/

O EVANGELHO ESTÁ SENDO SUBSTITUÍDO




O fenômeno evangélico no Brasil adquiriu uma caricatura dantesca. O Evangelho de Jesus Cristo ficou em segundo plano em nome de "uma nova visão" . Ser cristão evangélico no Brasil implica uma identidade difusa:

1) ser "crente" se resume basicamente à magia religiosa, exercitada em auditórios onde se promete cura e proteção, sucesso financeiro e soluções imediatas para problemas e conflitos;

2) O discipulado de Jesus foi substituído pela venda de soluções fáceis;

3) A vida comunitária foi substituída pela metodologia empresarial como recurso de expansão;

4) A celebração da fé foi substituída por rituais grotescos, numa mistura de superstição, feitiçaria gospel e macumba "ao contrário";

5) Pastores foram substituídos por gurus, apóstolos e outros heróis, mais ocupados em comandar um grande exército que em conduzir pessoas à intimidade com Deus;

6) A Bíblia foi substituída por uma teologia popular, com discursos extraídos das falas dos líderes carismáticos, na qual o sentido original da bíblia é deturpado e diluído de boca em boca, até chegar ao último da fila como sal que para nada mais presta;

7) O engajamento no Reino de Deus foi substituído pela adesão ao "ministério do fulano", às "cobertura do sicrano" e à "visão do beltrano";

8) A cruz, como símbolo maior do cristianismo, foi substituída por bonés, adesivos e camisetas com estampas da comunidade A, ministério B e apóstolo C.

Enfim, parece mesmo que "outro evangelho" está sendo anunciado, e por ser outro deve ser anátema (maldito).

Pr. Ed René Kivitz (Igreja Batista de Água Branca)