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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Membros da Maranata são presos por ordem da Justiça

Entre os presos está o pastor e um dos fundadores da Igreja Gedelti Gueiros



 Nestor Müller
Gedelti Gueiros, presidente afastado da Igreja Maranata foi preso em Vitória após operação de cumprimento de mandado pela Polícia Civil 


Nove pessoas ligadas a cúpula da Igreja Cristã Maranata foram presas na manhã desta segunda-feira (24), por determinação da Justiça. De acordo com o Ministério Público Estadual, elas integram uma organização criminosa que teria desviado mais de R$ 30 milhões dos cofres da instituição. Entre os detidos está o presidente afastado da igreja, Gedelti Gueiros, um dos fundadores da Maranata. Dos 12 pedidos de prisão, a Justiça acatou 10.

Por problemas de saúde, o pastor Arlínio de Oliveira Rocha vai cumprir prisão domiciliar. Os demais foram encaminhados ao Centro de Triagem de Viana. Além de Gedelti e Arlínio estão presos: Antônio Ângelo Pereira dos Santos, Antônio Carlos Peixoto, Amadeu Loureiro Lopes, Antônio Carlos Rodrigues de Oliveira, Carlos Itamar Coelho Pimenta, Jarbas Duarte Filho, Wallace Rozetti e Leonardo Meirelles Alvarenga.

A decisão é do juiz Ivan Costa Freitas, da 8ª Vara Criminal de Vitória. Os envolvidos são acusados pelo Ministério Público de formação de quadrilha, duplicada simulada e estelionato.

A decisão judicial ainda destituiu do cargo o interventor Júlio César da Costa. No lugar dele foi nomeado Antônio Fernando Barroso Ribeiro, engenheiro, perito judicial e membro ha 37 anos da Maranata. O Ministério Público sustenta que Júlio César não é imparcial para ocupar o cargo, já que possui ligação íntima com os denunciados. Ele, inclusive, aparece como gestor do Maanaim, local onde teriam sido praticadas diversas fraudes. Júlio César afirmou que desconhece a decisão, mas a aceita com naturalidade já que o prazo dele a frente do cargo terminaria em cinco dias.

Foto: Nestor Müller
 Nestor Müller


O Ministério Público sustenta na denúncia, acatada pela Justiça, que Gedelti Gueiros, mesmo afastado da presidência do Presbitério, continuava mandando e desmandando na igreja, descumprindo as medidas cautelares decretadas judicialmente. Cita ainda a intimidade entre ele e Júlio César da Costa.

Ao sair do DPJ, Gedelti Gueiros afirmou que não sabia o motivo da prisão dele. “Nem sei o motivo disso. Não sei porque estou sendo preso. Ninguém me disse nada", declarou.

Apontado como o mentor de várias artimanhas, o pastor Amadeu Lopes ocupa uma posição de destaque na cúpula da igreja. Ele, inclusive, conseguiu junto ao interventor, mesmo após ser denunciado, se manter nos meios administrativos do Presbitério.

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Carlos Itamar Coelho Pimenta aparece nos autos como o autor de processos contra a imprensa, que tinham o objetivo de criar obstáculos para divulgação de dados da Igreja. Ele também é denunciado por coagir testemunhas.

Antônio Ângelo Pereira dos Santos, membro da cúpula, Leonardo Meirelles Alvarenga, Antônio Carlos Peixoto, Antônio Carlos Rodrigues de Oliveira, Jarbas Duarte Filho, Wallace Rozetti e Arlínio de Oliveira Rocha são apontados por receberem altas quantias de dinheiro, inclusive em dólar.

Dos 12 pedidos de prisão, a Justiça não acatou dois. Eles foram negados, apesar dessas pessoas terem sido denunciadas pelo Ministério Público. Ao todo são 19 denunciados.

Na decisão, a Justiça aplicou medidas cautelares a outros sete: José Eloy Scabelo, Ricardo Alvim Madela de Andrade, Daniel Amorim, Daniel Luiz Peter, Paulo Pinto Cardoso Sobrinho, Wellington Neves da Silva e Urquisa Braga Neto.

Entre as várias determinações, essa medida cautelar proíbe que os envolvidos deixem a cidade. Eles também deverão permanecer em casa no período noturno e em dias de folga do trabalho, além de terem que entregar o passaporte à Justiça até esta terça-feira (25).

As prisões foram realizadas pelo Grupo de Operações Táticas da Polícia Civil (GOT). Antes de serem levados para o Centro de Triagem de Viana, os nove detidos passaram por exames no Departamento Médico Legal de Vitória. Durante o cumprimento dos mandados, a sede do Presbitério ficou fechada, sob vigilância da Polícia Civil.

Fonte: GazetaOnline

Odlave Sreklow

Fundador e pastores da Igreja Maranata são presos no ES

Pastor Gedelti Gueiros e outros membros foram levados para CDP de Viana.
Segundo a polícia, 10 mandados de prisão foram expedidos.



Pastor Gedelti é detido em sua residência, na Praia da Costa (Foto: Leandro Nossa / G1 ES)

Pastor Gedelti é detido em sua residência, na Praia
da Costa (Foto: Leandro Nossa / G1 ES)

O ex-presidente e fundador da Igreja Cristã Maranata (ICM), pastor Gedelti Gueiros, foi preso na residência dele, no bairro Praia da Costa, em Vila Velha, por policiais do Grupo de Operações Táticas (GOT), na manhã desta segunda-feira (24). De acordo com a polícia, 10 mandados de prisão foram expedidos contra membros da Igreja Maranata, sendo oito cumpridos pelo GOT na manhã desta segunda. Outros dois integrantes da igreja se apresentaram ao Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vitória e foram presos. Segundo o delegado Eduardo Chaddour, uma das prisões será domiciliar. Todos os detidos nesta manhã foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Viana, na Grande Vitória. O interventor da instituição, Júlio Cezar Costa, foi destituído. A sede do presbitério da Maranata, em Vila Velha, foi interditada pela polícia.
Além de Gedelti, Antônio Angelo Pereira dos Santos, Antonio Carlos Rodrigues de Oliveira, Antonio Carlos Peixoto, Amadeu Loureiro Lopes, Carlos Itamar Coelho Pimenta e Jarbas Duarte Filho foram levados para o DPJ, passaram por exames no Departamento Médico Legal (DML) e foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisõria (CDP) de Viana. O pastor Arlínio de Oliveira Rocha teve prisão domiciliar decretada. Wallace Rozetti e Leonardo Meirelles de Alvarenga se apresentaram diretamente na delegacia, pela manhã.
Após a prisão, Gedelti foi sucinto em suas palavras. "Falar o que? Não tem muito o que falar, não sei o que está acontecendo, não sei por que estou sendo preso", disse o fundador da ICM ao G1
Um dos presos, Carlos Itamar Coelho, disse se sentir 'destruído'. "Me sinto destruído, pela nossa imagem, fico constrangido. Mas, vamos acreditar na justiça", falou.


No DML de Vitória, onde foram submetidos a exame, os membros da Maranata ficaram sentados lado a lado enquanto esperavam pelo atendimento. Do lado de fora do prédio uma fiel da Maranata demonstrou apoio ao pastor Gedelti.
Júlio Cezar Costa, que havia sido nomeado interventor da ICM, disse que foi comunicado de sua destituição por ordem judicial. Ele informou que não sabe o motivo, mas agradeceu o período em que administrou a igreja de forma ética e profissional. O novo interventor será Antônio Barroso Ribeiro.
O advogado Gustavo Varella, que defende a Igreja Maranata, acompanha a ocorrência, mas informou que ainda não recebeu a denúncia e não tem detalhes sobre o caso. Ele vai se pronunciar durante o decorrer do dia, assim que tiver mais informações.
Em maio, dezenove membros da Igreja Cristã Maranata, incluindo pastores, foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público Estadual (MPES) pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha e duplicata simulada. Eles teriam praticado desvio de dízimo da igreja, envolvendo uma movimentação financeira de R$ 24,8 milhões, segundo o próprio MPES. Antes, em março, Gedelti e outros três membros da ICM haviam sido presos por coagir testemunhas do inquérito que investiga a igreja.

Maranata
A Igreja Cristã Maranata foi criada há 44 anos no estado e  já possui mais de 5,5 mil templos no Brasil e em outros países.

Presbitério da Igreja Cristã Maranata foi interditado judicialmente, diz polícia (Foto: Leandro Nossa / G1 ES)
Presbitério da Igreja Cristã Maranata foi interditado judicialmente, diz polícia (Foto: Leandro Nossa / G1 ES)



Fonte: G1

Odlave Sreklow


quinta-feira, 14 de março de 2013

MARANATA: PROMOTOR RECEBE LISTA DE PESSOAS MARCADAS PARA MORRER

Testemunha denuncia ameaça após prisões

Empresário recebeu telefonemas e ouviu: "Vou te pegar"

VILMARA FERNANDES | vfernandes@redegazeta.com.br

No dia em que líderes da Maranata foram presos sob a acusação de coagirem testemunhas, uma pessoa voltou a ser ameaçada. O fato ocorreu no início da tarde da última terça-feira, três horas após as detenções. O crime foi cometido contra um ex-fiel da igreja que prestou depoimentos considerados importantes no processo que apura o desvio de recursos de dízimo doado pelos fiéis. O promotor de Justiça Paulo Panaro, do Grupo de Atenção Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), não tem dúvidas: “É uma grave ameaça com o intuito de causar mal à pessoa”, declarou.



Até esta quarta-feira, segundo apontam as investigações, pelo menos 20 pessoas – incluindo promotores e uma juíza – foram ameaçadas pela cúpula da Maranata desde outubro passado. O objetivo era fazer com que mudassem depoimentos que já haviam prestado e que incriminavam membros da igreja. Sete delas, segundo os promotores, já mudaram suas declarações.
Foto: Ricardo Medeiros | Arquivo
Ricardo Medeiros/Arquivo
A ameaça feita nesta terça a uma das testemunhas deu-se por telefone. Após três ligações, foi dito: “Está satisfeito com o que conseguiu? Vim de muito longe para te pegar. Vou esperar só a poeira abaixar para te pegar, seu ...”. Após o susto, o ameaçado procurou o Ministério Público Estadual e formalizou uma denúncia. Nesta quarta, a pessoa prestou depoimentos e fará o mesmo nesta quinta, à Polícia Federal.
Segundo Panaro, esta foi a primeira ameaça direta feita com o intuito de “causar mal injusto e grave”. Acrescentou que o fato caracteriza crime de coação no curso do processo por se tratar de grave ameaça.


O promotor explica que o objetivo, mais uma vez, foi o de tentar fazer com que a testemunha mudasse depoimentos já prestados ao processo que investiga as fraudes. “É uma testemunha importante para o caso. Como é uma pessoa determinada, que não seria dissuadida com recados, resolveram partir para ameaça mais grave”, frisa Panaro.
A GAZETA conseguiu conversar com o empresário, cujo nome não será revelado por segurança. Ele garantiu que, mesmo com ameaças, não mudará seu depoimento. “Jamais farei isso. Falei a verdade”, disse. Segundo Panaro, estão sendo feitas investigações para descobrir quem fez as ameaças. O promotor não descarta, inclusive, a possibilidade de novas prisões.

Lista de marcados para morrer

O promotor de Justiça Paulo Panaro informou nesta quarta-feira que recebeu uma lista de pessoas que estariam marcadas para morrer por conta das denúncias. “O assunto ainda está sendo investigado”, diz. Entre os ameaçados estariam advogados, servidores públicos e até uma autoridade.


Vítima de coação

O empresário ameaçado de morte após as prisões de líderes da Maranata é um ex-fiel da igreja. Ele garante que, mesmo com as coações, não pretende mudar o testemunho que já prestou aos promotores do Ministério Público Estadual. “Não mudo de jeito nenhum”, garantiu. Confira abaixo mais detalhes da entrevista concedida para A GAZETA, na tarde de ontem.
Quando o senhor foi ameaçado?
Terça-feira, por volta das 12h20, após as prisões dos pastores.
Como aconteceu?
Eu estava dirigindo quando o telefone tocou. Mas o celular ficou mudo, e desligaram. Na segunda vez, aconteceu a mesma coisa. Na terceira, uma pessoa perguntou se era eu quem estava falando. Quando confirmei, respondeu: “Está satisfeito com o que conseguiu? Vim de muito longe para te pegar. Vou esperar só a poeira abaixar para te pegar, seu ...”
O que o senhor fez?
Procurei o Ministério Público Estadual e formalizei um comunicado.
Sentiu medo?
Sem dúvida, muito. Pela primeira vez senti que a situação não estava bem.
Identificou a voz?
Não, mas identifiquei um sotaque, do Sul da Bahia. Foram utilizados dois números, já informados ao MP.
Essa foi a primeira ameaça?
De forma direta sim, mas houve outras.
Como?
Em outra situação, eu estava próximo a um shopping, em Vitória, quando um carro parou ao lado do meu. O motorista fez um sinal com a mão, simulando uma arma atirando. Em seguida, arrancou com o carro.
E as outras?
Indiretas, recados.
E a família do senhor?
Em uma ocasião, me avisaram para evitar sair com a família, porque quem estivesse comigo, em meu carro, também seria atingido.
O senhor mudou seu comportamento?
Completamente.
Prestou depoimento?
Ao MPE e também vou à Polícia Federal.
Pensou em mudar seu depoimento?
Não mudo de jeito nenhum. Não falei mentiras, tenho um compromisso com a verdade. Se mudá-lo, vou transigir com a verdade, e isso eu não faço. Então, podem me matar. Morro, mas o que está escrito vai continuar, porque disse a verdade.


Relembre o caso
> Bens de pastores da Maranata crescem 6 vezes
> Pastor briga para retomar a liderança da igreja Maranata
> Operação apreende documentos em sedes da Igreja Maranata
> Fraude derruba toda a cúpula da Igreja Maranata
> Igreja Maranata: dízimo desviado em fraude milionária
> Pastor usou 'visão' para justificar desvio
> Envolvido em compras foi preso pela federal
> R$ 1,8 milhão doados à igreja
> Igreja contratou sobrinho de presidente
> Maranata: "uma igreja que surgiu da luta pelo poder"
> Maranata pagou R$ 941 mil em materiais nunca entregues
> Maranata: líder da igreja é investigado
> Crimes federais investigados

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Contador da igreja Maranata atuava na fundação

14/02 - 23h46

Contador da igreja Maranata atuava na fundação

Rádio CBN Vitória (93,5 FM) 

foto: Gabriel Lordêllo


Rombo na Maranata teria chegado a mais de R$ 20 milhões, com fraudes

Letícia Cardoso lcardoso@redegazeta.com.br

Vilmara Fernandes vfernandes@redegazeta.com.br


Apontado como um dos cabeças do esquema que desviou recursos da Igreja Cristã Maranata, o contador Leonardo Meirelles de Alvarenga também prestava serviços para a Fundação Manoel dos Passos Barros, que pertence à igreja. Foi ele quem assinou a última prestação de contas entregue ao Ministério Público Estadual (MPE), referente ao exercício de 2009. Além do contador, há uma outra ligação entre a administração da Maranata e a fundação.

As duas contrataram a mesma empresa que faz serviços de auditoria: a DW Audit. Atualmente, ela é a responsável por apurar o tamanho do rombo causado pelo desvio de recursos do dízimo dos fiéis. Estimativas iniciais apontam que o montante pode chegar a R$ 21 milhões.

Pendências A Fundação Manoel dos Passos Barros não apresentou a prestação de contas de 2010. A última entregue, de 2009, apresenta várias pendências. Uma delas refere-se ao próprio contador, que não apresentou certidão de regularidade profissional. O documento está sob análise da 15ª Promotoria Cível da Serra, que é responsável por fiscalizar todas as fundações localizadas no município.

Uma outra pendência identificada pelo Ministério Público diz respeito aos relatórios da auditoria que deveriam acompanhar a prestação de contas da fundação.

O material não foi apresentado com os documentos referentes ao exercício de 2009, que conta apenas com um parecer da DW Audit. Outra ausência refere-se aos extratos e à conciliação bancária de dezembro de 2009 de várias contas da fundação. Faltou também a declaração de regularidade da aplicação de R$ 300 mil para a compra de medicamentos.

O valor veio através de convênio com o Ministério da Saúde, por meio de emenda parlamentar. A fundação tem até o final deste mês para regularizar todas as pendências. O MPE afirma que se isso não acontecer vai requerer na Justiça a prestação de contas da instituição. Por meio de nota a Maranata afirmou que a igreja e a fundação "possuem gestões e atuação independentes".

Diz, ainda, que a contratação da empresa de auditoria se deu em momentos diferentes. A fundação contratou a DW Audit em agosto de 2010 para refazer o parecer de auditoria da prestação de contas de 2008, que apresentou situação semelhante a de 2009.

Já a igreja contratou a mesma empresa em 2011 para apurar os indícios de irregularidades. A igreja diz ainda que só recebeu a análise do MPES referente ao ano de 2009 em janeiro deste ano e que está tomando todas as providências para sanar as pendências até o final de fevereiro.

Instituição recebeu R$ 1 milhão da Saúde A Fundação Manoel dos Passos Barros, que pertence a Igreja Cristã Maranata, recebeu R$ 1 milhão de recursos públicos vindos do cofre da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) nos anos de 2008 e 2009. Parte desse valor foi destinada à compra de um mamógrafo e um aparelho de ultrassonografia, que foram devolvidos por não estarem sendo utilizados.

Ao todo, foram destinados à instituição R$ 1,8 milhão de verbas públicas solicitada por deputados estaduais, como A GAZETA publicou no dia 16. A verba destinada à compra dos dois equipamentos veio de emendas da ex-deputada Aparecida Denadai (PDT), que é da igreja.

Para a compra do aparelho de ultrassonografia foram R$ 300 mil; e para o mamógrafo, R$ 150 mil. A deputada destinou, ainda, R$ 200 mil para custeio de água, luz e telefone da fundação.

Entenda o esquema Fraude milionária Um esquema de fraude foi montado na cúpula da Maranata com a participação de pastores, diáconos e fornecedores para desviar recursos do dízimo doado pelos fiéis Rombo Estimativas iniciais apontam para um rombo de pelo menos R$ 21 milhões.

A Maranata recorreu à Justiça para pedir o ressarcimento de R$ 2,1 milhões Acusados Na Justiça, a igreja aponta como cabeças da fraude o vice-presidente, Antônio Ângelo Pereira dos Santos, e o contador Leonardo Meirelles de Alvarenga, também diácono. Eles foram afastados Golpe O golpe era viabilizado por notas fiscais frias, que permitiam a retirada de valores do caixa da igreja Uso Parte dos recursos desviados era usada na compra de carros e de imóveis e no pagamento de contas pessoais.

Outra parte era investida na compra de dólares, enviados para o exterior na mala dos fiéis 


Minha observação: "Lalalalala, eu nao sei de nada" - Palavras do presidente. 

Odlave Sreklow.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Maranata: Presidente contratou empresa de sobrinho


Sabe o que tenho a dizer aos queridos irmãos e amigos Maranatas?

"O Senhor Jesus me revelou que vocês devem continuar dando os 10% dos seus salários para esta instituição porque eles vão precisar."

"Tive uma visão onde via muito dinheiro entrando em um cofre e neste cofre estava escrito: OURO DE TOLO".

Maranata Ora Vem Senhor Jesus, mas traga uma boa grana, tá?

10/02 - 07h24

Maranata: Presidente contratou empresa de sobrinho


Rádio CBN Vitória (93,5 FM)
foto: Gabriel Lordêllo
ES - Vila Velha - Presbitério da Igreja Maranata na rua Torquato Laranja, no Centro de Vila Velha  - Editoria: Cidades - Foto: Gabriel Lordêllo
Presbitério da Igreja Maranata na rua Torquato Laranja, no Centro de Vila Velha


Uma das empresas contratadas pela Igreja Cristã Maranata pertence ao sobrinho do presidente da instituição, Gedelti Gueiros. O dono da Work Sistemas e Equipamentos, responsável pela sonorização dos templos, é Hélvio Gueiros. Pelos serviços prestados nos últimos seis anos a microempresa recebeu 
R$ 23,7 milhões, o que dá uma média de quase R$ 4 milhões ao ano.

Por intermédio de nota, a Maranata informou que “Gedelti Gueiros não tem qualquer tipo de ingerência na gestão administrativa da instituição”. A contratação de fornecedores para construção e aparelhamento da igreja, acrescenta a nota, segue o critério de cotação de preços. 

Diversos fornecedores prestaram depoimento na investigação feita pela própria igreja. Nela, não há relatos dos proprietários da Work – Hélvio Gueiros e Sandra Pretti. 

Comissão

Foi a comissão responsável por essa investigação que apontou a existência de um esquema de corrupção na cúpula da igreja, que desviava recursos provenientes do recolhimento do dízimo. 

O esquema de fraudes contava com a participação do vice-presidente, Antônio Ângelo Pereira dos Santos, e do contador Leonardo Meirelles de Alvarenga, ambos já afastados de suas funções administrativas e religiosas. 

Estimativas iniciais apontam que o rombo pode chegar a R$ 21 milhões. A igreja já ingressou com uma ação na Justiça para solicitar  a ressarcimento de R$ 2,1 milhões. 

Documentos obtidos pela Rádio CBN e A GAZETA mostram que, entre as empresas, cujos proprietários foram ouvidos pela comissão que fez a investigação da igreja, todas têm faturamento bem inferior ao da Work. A maior delas recebeu no mesmo período – 2005 a 2011 – R$ 4 milhões.



Resposta

Os proprietários da Work Sistemas e Equipamentos, Sandra Pretti Gueiros e Helvio Freitas Gueiros não retornaram as ligações da reportagem. Sandra Gueiros chegou a atender ao telefone, mas ao saber que se tratava de A GAZETA ela pediu para que retornasse dez minutos após. A reportagem retornou, mas até o fechamento desta edição não conseguiu mais contato com ela.
  
“Ele  está abalado”, diz novo advogado
  
Um novo advogado assumiu ontem a defesa da Igreja Cristã Maranata. Homero  Mafra – que ocupa a presidência da Ordem dos Advogados (OAB) no Estado – vai cuidar dos processos criminais da igreja.
O fato foi comunicado na manhã de ontem, no horário em que o presidente da igreja, Gedelti Gueiros, deveria prestar seu depoimento na Delegacia de Defraudações. Por telefone, Mafra comunicou ao delegado Gilson Gomes que Gedelti não poderia atender à intimação recebida na quarta-feira.
O argumento foi de que Mafra   havia sido convidado a assumir o caso no dia anterior e  não teve tempo de analisar todas as informações. “Por isso solicitei ao delegado um prazo maior”, afirmou o advogado.

De acordo com Mafra, foi uma boa oportunidade para evitar que Gedelti tivesse que comparecer a mais de um depoimento. 

“É um senhor de 80 anos e que está muito abalado com a situação”, falou. O advogado adiantou também que uma das questões que precisarão ser analisadas diz respeito a um conflito de atribuições na investigação. “O trabalho está sendo feito pelo Ministério Público Estadual e pela polícia. É preciso se definir quem vai ficar com o caso”, disse.

O delegado informou que se reúne hoje com Mafra e adiantou que espera que o presidente da Maranata compareça para depor. “Ele terá que ratificar o que estamos apurando”.

Na avaliação dele, a igreja não deve ter motivos para manter em segredo dados relativos à apuração. “O grande pecado deles é tentar manter isso no âmbito interno. Já não é possível mais”, destacou.






Fonte: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/02/noticias/cbn_vitoria/reportagem/1115749-maranata-presidente-contratou-empresa-de-sobrinho.html




Odlave Sreklow.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ganhando tempo...


Novo advogado pede um tempo para estudar o caso, entendi tudo...




Presidente da Maranata não comparece à delegacia e novo advogado assume o caso


Gueiros deve prestar informações sobre um esquema de desvio de dinheiro na igreja.








O depoimento do presidente da igreja Maranata, Gedelti Victalino Gueiros, à Delegacia de Defraudações e Falsificações, em Vitória, foi adiado. Ele foi intimado a comparecer no local às 10 horas desta quinta-feira (09), mas o advogado que assumiu a defesa da igreja referente ao inquérito criminal, Homero Mafra, pediu prazo ao delegado Gilson Gomes para analisar o caso. 

Leia mais notícias no minuto a minuto 

Nesta sexta-feira (10) o delegado deve se reunir com o advogado. Ainda não há nova data para o depoimento do representante da igreja. Gueiros deve prestar informações sobre um esquema de desvio de dinheiro na igreja.

Entenda o caso

O inquérito policial foi pelo titular da Defraudações, Gilson Gomes, com base em reportagens publicadas sobre o assunto. Nesta terça, ele recebeu um ofício do juiz da 8ª Vara Cível Robson Albanez, solicitando que investigasse o assunto, o que, segundo o delegado, reforçou o trabalho da polícia.

Nas mãos do juiz Albanez - que foi denunciado pela Operação Naufrágio por venda de sentenças - está uma ação protocolada na Justiça pela Maranata e que tramita em segredo. Nesta ação a igreja pede o ressarcimento de R$ 2,1 milhões de prejuízos causados com os desvios e aponta como cabeças do esquema o vice-presidente da instutição, Antônio Ângelo Pereira dos Santos, e o contador Leonardo Meirelles de Alvarenga. Os dois foram afastados das funções administrativas e religiosas, como pastor e diácono, respectivamente. 

O caso já está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual, que em nota adiantou que os documentos analisados apontam para várias irregularidades e crimes. Assinala que, se aproveitando da isenção de tributos que as igrejas possuem e da boa-fé dos fiéis, pastores estariam usando bens da igreja em benefício próprio. A lista de prováveis crimes praticados inclui desvio de recursos para o exterior, criação de empresa irregular, contrabando e fraudes ao Fisco e ao sistema financeiro.

O golpe era viabilizado por notas fiscais frias emitidas por fornecedores do Presbitério que administra as igrejas, em Vila Velha. Há indícios até de que foram criadas empresas em nome de laranjas. O dinheiro desviado foi destinado a compra de carros a  imóveis, além de dólares que eram levados para o exterior nas malas de fiéis. 

A diretoria da Maranata assinalou que já adotou as providências contra as irregularidades que vinham sendo praticadas. E garante que até o final do dia desta terça-feira o presidente ainda não tinha recebido a intimação policial.

Investigação

O Ministério Público Federal (MPF) vai investigar a relação entre o crime federal praticado pelo autônomo Julio Cesar Viana e o esquema de corrupção montado na  Maranata. O autônomo foi preso em 2010, pela Polícia Federal, com equipamentos sem nota fiscal trazidos do Paraná.

O nome de Julio Cesar aparece em vários recibos de caixa da igreja, com saques de recursos que eram depositados diretamente na conta dele ou de familiares.

Julio era o encarregado pela compra dos equipamentos do sistema de videoconferência montado pela igreja. O material era comprado no Paraguai, levado para Curitiba, e de lá trazido para Vitória.

A investigação será feita pela Polícia Federal, a quem o MPF fará o pedido ainda esta semana. Na época, segundo o MPF, Julio praticou o crime de descaminho, chegou a ser denunciado, mas não havia ligações claras dele com os desvios praticados pela Maranata. Mas agora, diante das publicações, tudo indica que os equipamentos eram de fato destinados à igreja.

Além dele, há manifestações de pastores em outros Estados e até de fora do país inconformados com a situação, aguardando as apurações e ameaçando deixar a igreja. Há até quem reivindique que uma nova eleição para diretoria da igreja seja realizada.


Fonte: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/02/a_gazeta/minuto_a_minuto/1115246-presidente-da-maranata-nao-comparece-a-delegacia-e-novo-advogado-assume-o-caso.html

Odlave Sreklow

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Cristianismo, um negócio lucrativo




De todas as religiões, a que mais dá retorno financeiro aos líderes é o cristianismo.

Primeiro que os líderes cristãos são elevados à semi-deuses, ou seja, os seguidores de determinada comunidade cristã colocam o seu líder em um patamar bem acima de si mesmo. Colocando-os entre eles próprios e Deus.

Veja exemplos de Igreja Mundial, Universal, Vitória em Cristo, Assembléias de Deus, Igreja Cristã Maranata e tantas outras.

Sobre alguns destes líderes, você pode conferir até mesmo em seus programas de TV, eles estão acima do Deus do cristianismo, eles curam, ali na igreja deles a coisa acontece, nas outras igrejas não, cada um deles é "o cara".

Por exemplo, para os membros da Igreja Cristã Maranata, seu líder é intocável, quando ele passa perto das pessoas, as pessoas tem medo dele, porque segundo eles, ele fala diretamente com Deus, ele tudo sabe, ele tudo vê. Já presenciei este tipo de comportamento e minha definição é de que ele não passa de um arrogante, sem nenhum carisma, tratando as pessoas com ignorância. Sinto até que ele nunca leu a Bíblia, que é o livro Sagrado do Cristianismo, porque as atitudes dele passam longe daquilo que o líder do cristianismo teria ensinado, ele chega até a humilhar pessoas que trabalham para ele.
Não só ele mas também os outros, eles são celebridades, cercadas de seguranças.

Estes líderes estão acima de qualquer suspeita, já que Deus está constantemente conversando com eles, isto é o que inserem na mente dos seguidores.

Na verdade eles escravizam psicologicamente as pessoas, inclusive, escravizam o próprio Deus do cristianismo para que ele se torne um tipo de empregado que faz tudo que querem, e um tipo de oráculo, que é obrigado a responder qualquer coisa, até mesmo perguntas do cotidiano.

Estes indivíduos denominados pastores ou apóstolos, segundo acreditam, estariam assumindo uma responsabilidade com a maior entidade do cristianismo que é Jesus Cristo, juntamente com Jeová (o Deus judaico e pai de Jesus Cristo).

Estes seriam os porta-vozes, fazendo um papel intermediário entre o crente comum e seu Deus.

Como o crente comum, segundo ensinam, não tem a devida intimidade com Deus, ele necessita da figura deste líder, que, segundo o cristianismo, teria o papel de traduzir a vontade de Deus, passando para os seus seguidores.

Então o cristão comum, sente-se dependente psicologicamente e espiritualmente destes líderes, entregando a eles toda sua confiança e acreditando naquilo que dizem como verdades únicas.

Quando a mídia mostra erros de tais instituições e seus líderes, normalmente os seguidores não acreditam e ainda ficam do lado da instituição, pois não podem aceitar que estavam enganados quanto à instituição e seu líder. 

Tais líderes choram, dizem que estão sendo perseguidos e que a Bíblia já previa isto, o mesmo teatro de sempre.

Quanto ao dinheiro que se entrega nestas instituições, o dízimo, serve apenas para manter a vida boa de tais líderes, com carros, jatinhos, os melhores uísques e para alguns até mesmo, muita orgia sexual.

O problema é que o cristão comum se acha no dever de dar 10% do seu salário para estas instituições, independente do destino que tal dinheiro irá tomar, porque ensinaram a ele que o papel dele é dar os 10% e não se preocupar, porque se for usado de forma errada, teoricamente Deus cobraria destes líderes.

Como a maioria destes líderes de fato considera o cristianismo como uma grande fonte de enriquecimento, não há qualquer preocupação com esta cobrança divina, porque de fato, para eles, Deus não existe, é apenas uma desculpa para continuarem enganando pessoas leigas.

Mas seus seguidores batem no peito e dizem: "Ele tem que ter carro do ano, tem que ter jatinho, afinal ele é um homem de Deus, ele é abençoado.", enquanto nas mesmas denominações existem pessoas vivendo de salário mínimo e com a casa cheia de filhos.

Estes indivíduos condenam sem pestanejar ateus como eu, mas não param para pensar que tais líderes religiosos apenas querem o poder, querem dominar. Se algum deles não está preocupado com o dinheiro, com certeza a doença ainda é maior, porque o que ele quer mesmo é o poder, é dominar o maior número de pessoas apenas pelo prazer de dominar.

Não conseguem perceber que um ateu é mais honesto e verdadeiro que estes enganadores que se apoderam de pessoas tolas em nome de um Deus que eles mesmo não acreditam.

Sabe porque o seu líder religioso é abençoado por Deus e milionário? Porque você e mais um bando de pessoas dá 10% do salário para ele, desta forma não tem como não ser "abençoado por Deus".

Está na hora de nossos governantes começarem a pensar na cobrança de impostos destas instituições religiosas e exigir que as doações e dízimos sejam direcionadas aos menos favorecidos, ajudando assim no combate à pobreza e fome da sociedade. Direcionar parte do dinheiro arrecadado por estas instituições à pesquisa científica. Desta forma sim, estes líderes religiosos estariam fazendo a vontade daquele que dizem representar.

Vista esta camisa, não dê dízimo para que o mesmo vire tijolinho de igreja, ajude um orfanato, uma casa de idosos, vá a uma favela e entregue uma cesta básica a uma família pobre que muitas vezes só encontra refúgio nas drogas. Ajude alguém da sua família que está desempregado ou passando por problemas difíceis. Desta forma com certeza se o seu Deus realmente existe ele estará feliz com você.



Odlave Sreklow.


Imagem: Dinheiro2.jpg

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Igreja Maranata processa suspeitos de desvio de dízimo milionário no ES

Ora vem Senhor Jesus!
Vem encher nossos bolsos.






Tenho minhas dúvidas quanto a dizer que a igreja é vítima e que o presidente não sabia de nada. Para mim seria o mesmo que dizer que o presidente do Brasil desconheça atitudes desonestas de ministros ou que determinado prefeito não tem noção de desvios de verba em seu município.   

É fato que tem gente que mama a 43 anos nas tetas das ovelhinhas de Gezuis. 

É muito dinheiro envolvido, uma filial da Igreja Cristã Maranata de um bairro pequeno arrecada em torno de R$ 4.000,00 (por baixo) por mês e gasta menos de R$ 200,00.

Multiplique R$ 3.800,00 por 5.500 igrejas, a arrecadação mensal gira em torno de R$ 20.900.000,00, isso mesmo, VINTE MILHÕES E NOVECENTOS MIL REAIS (é só um chute, porque o valor arrecadado por cada templo mensalmente pode oscilar para menos ou para muito além dos quatro mil exemplificados aqui).

Eles alegam que o dinheiro arrecadado é usado na construção de novas igrejas.

Porém, uma nova igreja é mais uma fonte de receitas, ou seja, quanto mais igrejas forem construídas, mais dinheiro será envolvido. Igrejas são máquinas de fabricar dinheiro.

O sistema de arrecadação de dízimos da Maranata foi elaborado para não ocorrerem desvios até a entrada do mesmo nas contas do Presbitério.

Segue como funciona:
São nomeados em cada igreja dois tesoureiros, desta forma, o risco de um desvio do dízimo aqui na ponta é menor já que os dois teriam que agir em conjunto, desta forma, teoricamente, um vigia o outro.
Cada fiel entrega o dinheiro a um dos dois tesoureiros, juntamente com um recibo de duas vias com assinaturas do fiel e do tesoureiro, tanto o fiel quanto o tesoureiro ficam com uma via do recibo.
É gerado um relatório mensal com o nome de cada fiel e o valor entregue aos tesoureiros que é conferido com a via dos recibos entregue ao tesoureiro.
Este relatório é conferido pelos dois tesoureiros e pelo pastor da igreja.
Os três assinam o relatório. O dinheiro é depositado diretamente na conta do Presbitério Espírito Santense.
Este relatório, juntamente com os recibos dos fiéis, recibos de depósitos e comprovantes de pagamentos de despesas são levados à uma reunião para serem conferidos por outro grupo de 2 a 3 pastores que são uma espécie de tesoureiros gerais. Estes pastores também conferem e assinam toda papelada.
Se na ponta, o dinheiro é conferido por várias pessoas, duvido que apenas os apontados na reportagem sabiam dos desvios, porque a aquisição de materiais com o dinheiro do Presbitério também deve passar por um processo similar de conferência.

Considerando agora a filosofia da Igreja Cristã Maranata, idealizada pelo senhor Gedelti Gueiros de que ele, o senhor Gedelti Victalino Gueiros conversa diretamente com Deus, e já ouvi diversas histórias contadas por ele das conversas que ele trocou com o Altíssimo, assim como Davi, Moisés e outros personagens bíblicos, ele não teria como ficar inocente nesta história. 

Porque de qualquer forma, embora ele não soubesse, o Inefável Deus e Senhor dele o contaria.


Os maranatas costumam dizer também que Deus não "revela" aquilo que todos já sabem porque o Altíssimo só conta aquilo que ninguém sabe, sendo assim, se Deus não revelou ao presidente da igreja em um café da manhã, significa também que o presidente já sabia de tudo, já que, como eu disse, segundo eles Deus não conta aquilo que já sabem.

Gedelti já contou que estava certo dia cansado e Deus o havia demitido, isso mesmo, ele disse para Deus que estava cansado e Deus o demitiu dizendo que ele podia ir embora, mas que ele se arrependeu e Deus o contratou novamente na igreja que é chamada de "Obra" por ele e seus seguidores.

O presidente da Maranata é para os membros desta seita o que o Papa é para os católicos.

O que você que é fiel pode deduzir disto tudo? Eu penso que, ou Deus sacaneou com o presidente amarrando o jogo, deixando-o a ver navios, ou (o que é mais provável) o lance de falar com Deus seja apenas um teatro de tolos.

Quando eu falei sobre isto a um membro da Maranata ele disse: "As outras são piores que a Maranata, você não vê a Universal, a Mundial e a Internacional? Todos eles roubam, todos enganam as pessoas."
Aí eu respondi:
"Claro, concordo com você, todos são enganadores, cabe a nós escolhermos o menos feio para entregarmos nosso dinheiro".



Segue reportagem (Assista ao vídeo da reportagem no portal G1):






Instituição quer a devolução de mais de R$ 2 milhões desviados.

Há também denúncias de superfaturamento de notas fiscais e Caixa 2.

André Junqueira e Leandro NossaDo G1 ES e da TV Gazeta

A suspeita de desvio de mais de R$ 2 milhões arrecadados do dízimo pago por fiéis, além de compras superfaturadas e caixa dois, fez ex-membros da Igreja Maranata, no Espírito Santo, processarem três pastores e um contator. Entre eles, está um ex-vice-presidente da instituição, criada há 43 anos no estado e que já possui 5,5 mil templos no Brasil e em outros país. A ação corre na 8ª Vara Cível de Vitóriae o G1 teve acesso ao documento que aponta fraudes.
O Ministério Público Estadual (MP-ES) informou que as denúncias direcionam para diversas irregularidades. O contador suspeito de participar do desvio Leonardo Meirelles de Alvarenga disse, em nota, que só se pronunciará sobre a ação por meio de sua defesa. O G1 tentou contato com ex-vice-presidente da igreja, investigado no processo, mas ele não atendeu as ligações.
Como funcionava?Um serviço que custaria, por exemplo, R$ 5 mil, era registrado como se valesse R$ 8 mil. Segundo a denúncia, a igreja pedia nota fiscal com valor superfaturado e no acerto de contas as empresas ficaram com o valor real do serviço. Os demais R$ 3 mil, nesse exemplo, eram desviados para o ex-vice presidente da igreja ou por pessoas indicadas por ele. "Vi documentos que comprovam que o patrimônio de um dos denunciados é assustador, incompatível com o que ele ganhava”, exemplificou o ex-pastor, que preferiu não se identificar. Ele ainda disse que há evidências de que a fraude acontecia desde 2006.
Patrimônio de denunciado é  incompatível com o que ganhava"
Ex-membro que investiga desvio na Maranata
Investigação internaDiante dos acontecimentos, a própria igreja maranata resolveu investigar, um procedimento administrativo foi aberto e uma comissão interna ouviu depoimentos, analisou o que aconteceu no escritório de contabilidade da igreja nos últimos 5 anos.
De acordo com o procedimento administrativo, somas que chegam a mais de R$ 20 milhões foram movimentadas nos últimos anos por meio de notas fiscais suspeitas. O dinheiro que teria sido usado, inclusive, para pagamento de prestação de imóveis, carros e compra de dólares enviados para o exterior pelo ex-vice-presidente.
Um grupo formado por ex-membros da Maranata investigou e montou um relatório sobre a atividade irregular na igreja. De acordo com o advogado que representa o grupo, Leonardo Schuler, os fornecedores, a pedido de um funcionário da igreja, emitiam notas fiscais superfaturadas como se os serviços houvessem sido realizadas, quando, na verdade, não eram.

AcusaçãoShuler diz que as provas são bem contundentes. “Mas cabe as autoridades públicas tomarem as medidas", conta. O advogado da igreja, Sérgio de Souza, alegou que a instituição é vítima. “ A igreja confirma que houve irregularidade e confirma mais ainda, que a própria Igreja foi ao MP-ES levar essa informação para que as medidas cabíveis sejam tomadas”, ressalta.

AfastamentoA Igreja Maranata, que tem sede em Vila Velha, na Grande Vitória, afastou quatro membros da diretoria após uma investigação interna. Além disso, foi contratada uma empresa de auditoria externa que avaliou as contas.
Segundo o ex-pastor que compõe o grupo de dissidentes que organizou a denúncia, o sentimento entre a comunidade de fiéis é de vergonha e constrangimento. "A situação é triste, vergonhosa, decepcionante. As famílias e toda a comunidade está envergonhada, tudo isso por causa de um pequeno grupo", desabafa.
Igreja Maranata processa suspeitos de desvio de dízimo milionário no ES (Foto: Reprodução/TV Gazeta)
Igreja Maranata processa suspeitos de desvio de dízimo milionário no ES (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

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Odlave Sreklow.