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terça-feira, 12 de março de 2013

Empreendimento religioso



A 45 anos atrás eu fazia parte de uma igreja evangélica tradicional, conhecia cada um dos membros como se fizessem parte de minha família.

Além de tudo, apesar da igreja ter um órgão de controle central, quem comandava a nossa filial era minha família de verdade.

Percebi que o cristianismo era a religião mais rentável.

Uma forma interessante de ganhar dinheiro, porque o produto que eu apresentava era um produto que ninguém pode afirmar ou negar sua existência.

Percebi que o Deus do cristianismo era uma "peça" principal para um futuro promissor.


Foi quando comecei a idealizar um novo empreendimento.

Começamos a convencer algumas das pessoas dali a ir conosco nesta nova empreitada.

Enquanto ia fazendo isso, consegui reuniar alguns sócios, e com pouco investimento começamos a abrir uma nova igreja.

Os representantes da igreja atual não sabiam de minhas intenções.

Quando desconfiaram a coisa começou a complicar.

Tivemos várias brigas, me excluíram da igreja.

Foi aí que coloquei o plano "B" em ação.

Algumas pessoas já haviam deixado claro que iriam comigo, mas como convencê-las a continuar depois?

Foi aí que defini algumas coisas:
1) Eu tinha que apresentar a eles alguma novidade.
2) Eu tinha que fazer um planejamento de investimento a médio prazo para abrir pelo menos uma nova filial, dando assim a ideia de que Deus estava conosco.
3) Enfatizar a necessidade de arrecadação de dízimos e ofertas, e afirmar que esta era a vontade de Deus.

Não tinha como dar errado.

Como a igreja anterior era tradicional, nossa nova igreja teria que sofrer um "upgrade".

Na época o pentecostalismo estava em expansão, então esta era a deixa.

Combinamos eu e alguns sócios o seguinte:
a) Utilizaremos alguns conceitos básicos de alguns teólogos que nos agrade. Como por exemplo, abrir a Bíblia e colocar o dedo dizendo que Deus fala desta forma, assim como os chineses fazem com o I-Ching, isso vai ser bom. Outra coisa interessante é definirmos 5 tópicos e chamarmos de meios de graça, eu tinha lido sobre isto que era uma ideia de um teólogo mais antigo que não me recordo o nome.
b) Criaremos novos conceitos e diremos que foi Deus que nos mandou. Por exemplo, em igrejas pentecostais que visitei a mesmo pessoa fala em línguas e interpreta, na nossa a gente vai ter sempre duas pessoas, uma falando em línguas e outra interpretando. Vamos parecer mais inteligentes e vamos dizer que Deus quer que seja assim.
c) Teremos que focar no ensino destes conceitos como se fossem definidos por Deus.
d) Diremos sempre que tudo que fizermos ou dissermos é a vontade de Deus. Quando formos corrigir alguém ou tentar mudar a opinião de alguém, teremos que usar o nome de Deus, todo mundo faz qualquer coisa quando dizemos que foi Deus que mandou.
e) Nossos cultos tem que ter uma duração menor, assim teremos tempo suficiente para reuniões e reuniões com assuntos definidos por nós para prendermos cada vez mais eles na ideia de que realmente Deus está no comando desta igreja. Também economizaremos energia.
f) Vamos focar em visões, revelações, sonhos e línguas estranhas, desta forma não terão como questionar porque tudo que apresentarmos será em nome de Deus.
g) Quando algum membro tiver alguma dúvida e quiser sair da igreja é só dizer que tivemos uma visão ou uma revelação que era para ele ficar e não questionar que Deus não estava gostando daquilo.
h) Enfatizar o inferno e condenação para aqueles que duvidarem do que estamos falando.
i) Usar o mínimo possível da Bíblia, somente partes de nosso interesse.
j) Fazer com que eles tenham orgulho de serem membros desta igreja, enaltecendo o nome da instituição e deixando-os com a ideia de que precisam contribuir para o crescimento e com a abertura de novas filiais.
k) Colocar na cabeça deles que precisam trazer mais pessoas porque as pessoas que não fazem parte desta igreja são infelizes, fracassados e precisam de salvação.
l) Vamos induzir a pensarem que o momento que estão aqui na igreja supera qualquer problema que venham a ter em sua vida pessoal.
m) Mesmo que sejam fracassados ou infelizes, eles fazem parte de uma igreja que é superior a todas as outras.
n) Temos que denegrir a imagem das outras igrejas, desta forma criamos um sentimento de superioridade e manteremos eles conosco.
o) Se alguém sair e se machucar, perder o emprego ou acontecer qualquer coisa triste na vida deles diremos que foi porque saíram de nossa igreja. Se alguém sair e nada acontecer diremos que Deus ainda está dando um tempo para ele pensar, mas que a qualquer momento algo terrível pode acontecer com ele. Se alguém da igreja sofrer algum problema diremos que Deus está provando-o. Caso alguém morra em um acidente ou problema inesperado diremos que Deus precisave dele lá no céu.

O investimento deu resultado.

No decorrer dos anos a arrecadação aumentou muito.

Temos isenção de impostos, as despesas são mínimas.

Desta forma possibilitou a criação de áreas próprias para nossas reuniões, abrimos igrejas em diversas cidades do Brasil.

E fomos propagando nossa mentira.

Criamos uma fantasia, uma ilusão, para isso usamos o personagem principal do cristianismo.

Até hoje não nos preocupamos em definir os papéis de Jesus ou Deus na instituição.

Desta forma foi mais fácil chamar de Senhor. Desta forma usamos "Senhor Deus" ou "Senhor Jesus" sem necessidade de definições e detalhamentos.

Enquanto distraíamos os membros com as falsas revelações e vontades de Deus, aproveitávamos para desfrutar de todo capital adquirido, afinal de contas, dinheiro gera dinheiro, e isto não faz mal a ninguém.

Fazendas, apartamentos, carros luxuosos, melhores restaurantes, melhores escolas para os filhos, afinal de contas, teríamos que usufruir do lucro deste empreendimento.

Conseguimos um império razoável nestes 45 anos.

Temos hoje cinco mil igrejas, cada uma delas arrecada em torno de R$ 3.000,00 por mês, isso colocando por baixo. Totalizando uma arrecadação mensal de R$ 15.000.000,00. Isso mesmo, meu empreendimento gera este lucro líquido. Quinze milhões de reais por mês.


O que faço com este dinheiro é de responsabilidade minha com Deus, coloquei isto na cabeça dos meus seguidores, afinal de contas, não me preocupo, porque sei que Deus e Jesus são uma farça mesmo, eu que criei isto tudo me aproveitando desta mitologia judaico-cristã.

Desta forma estou velho, cansado, mas criei um império e não posso reclamar de falta de dinheiro, porque realmente brasileiro é bicho burro, quando surge um esperto, passa a perna em um monte.


Odlave Sreklow.

(Esta história é uma ficção e qualquer semelhança é mera coincidência)

NOTA OFICIAL IGREJA CRISTÃ MARANATA EM RESPOSTA ÀS PRISÕES

A Igreja Maranata divulgou nota oficial em resposta às prisões. Confira na íntegra:


 


"Em respeito à sociedade, bem como a todos os seus milhares de membros no Brasil (1) e no exterior, a Igreja Cristã Maranata vem a público esclarecer os fatos divulgados na manhã desta terça-feira e que culminaram com a detenção de alguns de seus pastores (2).

É sabido que a Igreja Cristã Maranata, como uma instituição de fé, tem se respaldado no respeito aos órgãos públicos e à imprensa em geral, sem, contudo, deixar de tomar as medidas cabíveis e legais no sentido de proteger a sua idoneidade, que foi construída ao longo dos últimos 45 anos, de forma proba e séria (3).

À sociedade, esclarecemos que a Igreja Cristã Maranata jamais coagiu testemunhas ou ameaçou autoridades (4). Pelo contrário, a Igreja está processando judicialmente os que hoje são acusadores, sempre às claras e de acordo com a lei. A Igreja reafirma sua convicção de que as acusações de hoje foram pautadas no desejo de retaliação e perseguição, numa verdadeira cruzada religiosa e moral (5).

 As acusações feitas hoje à Igreja nada têm a ver com as denúncias iniciais, todas já esclarecidas pela Igreja junto à sociedade e à Justiça (6). É inconcebível, e chega a ser maledicente, tentar vincular à Igreja quaisquer atos de violência, pois é por demais conhecido o compromisso com a paz e a pregação isenta do evangelho(7), conforme foi verificado no evento do último domingo, que, de forma pacífica e ordeira, glorificou o Senhor Deus pelos 45 anos da Igreja, reunindo cerca de 150 mil pessoas na Enseada do Suá (8), sem qualquer referência, mesmo que subjetiva, aos quesitos que são objeto da investigação.

Por fim, a Igreja tem plena confiança de que a Justiça bem informada será mais uma vez sábia e isenta para decidir em prol da causa de um grande povo (9), que honra a nacionalidade brasileira com extensão no exterior, agindo sempre no irrestrito cumprimento da lei".


1) Utilizando-se de um artifício psicológico para enaltecer o ego dos membros da igreja logo no início da nota. À partir daqui o membro da Igreja Cristã Maranata que ler a nota já tem sua mente programada para entender-se como parte dos milhares de membros no Brasil. Esquecem que existem outras denominações evangélicas com uma quantidade extremamente maior que a Igreja Cristã Maranata, como por exemplo a Igreja Universal do Reino de Deus, cujo fundador também já foi preso.

2) Por alguns de seus pastores subtende-se: Os principais pastores fundadores da igreja, um deles nada mais é que a peça principal do tabuleiro que a 45 anos descobriu uma forma rentável de se utilizar da religião. Gedelti Gueiros é o principal idealizador das doutrinas e conceitos relativos à parte chamada "espiritual" da igreja, quando algo não foi inventado por ele, foi copiado de teólogos que seus membros desconhecem a origem, ou seja, todos os costumes, rituais e demais sistemáticas utilizados pela igreja hoje, partiram da mente deste, cujo nome é Gedelti Gueiros. Que desde o início utilizou-se do personagem máximo da religião cristã para iludir pessoas simples e humildes, dizendo-se profeta, enviado e alguém que conversava com o próprio deus do cristianismo, a quem denomina-se Jesus Cristo.

3) Justificativa enganosa, caso as acusaçõe sejam comprovadas esta parte será mais uma de suas mentiras.

4) As 6 testemunhas, uma juíza, um promotor e todos envolvidos nas investigações são mentirosos? O que vão dizer? Que são todos caídos desviados da igreja?

5) Estão querendo dizer que a polícia federal e o ministério público estão preocupados com religião? Será que não sabem que uma das responsabilidades do ministério público é defender a população? Estão chamando um trabalho sério realizado por profissionais qualificados de "picuinha religiosa"? Estão querendo chegar onde com isto? Estão achando que todo mundo é imbecil?

6) Como as denúncias iniciais foram todas esclarecidas se o processo ainda está em andamento? Se as investigações não terminaram? Ainda falta muita coisa para acontecer e dizem que foi tudo esclarecido? Só será esclarecido quando as investigações e o trabalho da lei for concluído.

7) E o revólver que foi apreendido? A paz é alcançada e o evangelho é pregado utilizando-se de um três oitão?

8) Novamente trabalhando o ego dos membros para acreditarem que quantidade de seguidores é sinônimo de verdade e honestidade, o que tem se visto na prática é o contrário. Esta reunião foi feita apenas para enaltecer o ego dos que permanecem sem acreditar que foram enganados. Eles trabalharam o ego de seus membros por 45 anos de tal forma que agora não importa o que aconteça os membros não vão assumir que caíram no "conto do vigário", não vão assumir que foram enganados, não vão assumir que o "deus" que falava com eles não se passava de uma ilusão criada em suas mentes que eram alimentadas em seminários com teatros espirituais.

9) Novamente querendo inserir na mente dos membros que são um "grande povo". Se realmente acham que número é o que vale dêem uma olhada abaixo:

NR

Grupos Evangélicos

Total

Homens

Mulheres

Igreja  Assembléia de Deus12.314.4105 586 5206 727 891
Igreja Evangélica Batista3 723 8531 605 8232 118 029
Igreja Congregação Cristã do
Brasil
2 289 6341 060 2181 229 416
Igreja Universal do Reino de
Deus
1 873 243756 2031 117 040
Igreja Evangelho Quadrangular1 808 389774 6961 033 693
Igreja Evangélica Adventista1 561 071704 376856 695
Igreja Evangélica Luterana999 498482 382517 116
Igreja Evangélica Presbiteriana921 209405 424515 785
Igreja Deus é Amor845 383365 250480 133
10°Igreja Maranata356 021156 185199 835

Leia mais em: http://top10mais.org/top-10-maiores-denominacoes-evangelicas-do-brasil-censo-2010/#ixzz2NMz1b088



Eles estão em décimo lugar e se acham grande coisa? E ainda tenho minhas dúvidas se esta Maranata não é outra que não seja a "Igreja Cristã Maranata - PES"

Francamente, isto é pobre com síndrome de rico. Comem ovo e arrotam caviar.


Odlave Sreklow.



PROMOTOR AFIRMA QUE TESTEMUNHAS FORAM COAGIDAS POR MEMBROS DA IGREJA MARANATA

Nesta terça-feira (12) foram presos o atual presidente Elson Pedro dos Reis, o ex-presidente Gedelti Gueiros e outros dois pastores, Amadeu Loureiro e Carlos Itamar Coelho

 

Ao menos seis testemunhas que prestaram depoimento contra as lideranças da Maranata foram ameaçadas nos últimos quatro meses por integrantes ligados diretamente a cúpula da igreja. De acordo com o Ministério Público Estadual, essas testemunhas, com medo de alguma represália, chegaram a mudar a versão do depoimento.
Foram presos na manhã desta terça-feira (12) o atual presidente da Igreja Maranata, Elson Pedro dos Reis, o ex-presidente Gedelti Gueiros e outros dois pastores, Amadeu Loureiro e Carlos Itamar Coelho. Os quatro estão com prisão preventiva decretada.
Defesa
A Igreja Maranata divulgou nota  em que nega as acusações e diz que nunca coagiu testemunhas ou fez ameaças, e se diz vítima de uma cruzada religiosa e moral.  "É sabido que a Igreja Cristã Maranata, como uma instituição de fé, tem se respaldado no respeito aos órgãos públicos e à imprensa em geral, sem, contudo, deixar de tomar as medidas cabíveis e legais no sentido de proteger a sua idoneidade, que foi construída ao longo dos últimos 45 anos, de forma proba e séria", diz a nota.
> Confira a nota  na íntegra
Segundo o promotor Paulo Panaro, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), intimidações também aconteceram contra um promotor e uma juíza que trabalham diretamente no caso.
“Eles chegaram ao cúmulo de tentar convencer membros do Ministério Público e do Judiciário a mudar decisões e a maneira de proceder as investigações. Falavam tudo muito diplomaticamente. Só que os promotores não são ignorantes. São pessoas habituadas a isso que conseguiram detectar a real intenção das visitas que receberam”, destacou o promotor.
Também ficou provado para o Ministério Público que as testemunhas foram claramente coagidas a mudarem o teor do depoimento. Os responsáveis pelas ameaças geralmente se encontravam com testemunhas em reuniões marcadas pessoalmente. Uma delas relatou aos promotores que, em uma ocasião, uma arma foi colocada em cima da mesa, durante a conversa.
“Uma testemunha disse: Se estão fazendo isso com um promotor de Justiça, o que vão fazer comigo? Uma outra nos relatou que foi convidada a conversar e durante essa conversa havia uma arma sobre a mesa. Isso consta em depoimento”, destacou.

Foto: Letícia Cardoso | CBN Vitória (93,5 FM)
Letícia Cardoso
Policial federal recolhe documentos na casa do pastor Amadeu Loureiro. Ao lado, carro com o religioso seguindo para a sede da Polícia Federal

As investigações contra membros da direção da igreja Maranata incluem crimes de estelionato, falsidades, tráfico de influência, desvio de erário, lavagem de dinheiro, dentre outros.
Panaro contou ainda que eles agiam da seguinte forma: ligavam para os fiéis que eram testemunhas de acusação contra a Maranata solicitando uma reunião para tratar de assuntos administrativos referentes a igreja. Confiando na nova cúpula que assumiu a igreja após o afastamento judicial de Gedelti Gueiros, essas testemunhas, aponta o promotor, foram ao encontro. Nessa ocasião eles eram intimidados.
“Se aproveitavam da credulidade dos fiéis. Eles não faziam ameaças diretas, de provocação ou grave futuro. Mas diziam: o que você está fazendo não está bom. Está prejudicando fulano, beltrano e sicrano. Isso é ruim. Ficaria melhor se você pudesse mudar o que está dizendo para não prejudicar mais. Várias pessoas mudaram o depoimento por causa disso”, disse Panaro.
A polícia ainda realizou busca e apreensão na casa dos acusados, escritórios e na Rádio Maanain, local onde acontecia as reuniões com as testemunhas. Além de documentos e computadores, a Polícia Federal apreendeu uma arma.
> Leia mais notícias em Minuto a Minuto

Data: 17/01/2013 - Vila Velha - ES - Igreja Maranata na Praia da Costa, rua Henrique Moscoso - Editoria: Cidades - Foto: Vitor Jubini - GZO poder de influência que a Maranata tem em órgãos federais, estaduais e municipais levam o promotor Paulo Panaro a não acreditar que essas prisões vão perdurar por muito tempo.
“Eu particularmente não acredito que essas prisões vão se sustentar por muito tempo, dado pela influência que essa instituição tem em todos os órgãos a nível federal, estadual e municipal. Queremos que ela dure. Essas prisões não serão revogadas com o aval do Ministério Público", disse.
Para o Procurador-Geral de Justiça, Eder Pontes, essas ameaças afrontam o trabalho do Ministério Público. Segundo ele, o teor das ameaças, mesmo sendo moral, poderia redundar numa situação mais grave para os promotores que trabalham no caso.
“Isso é lamentável. É uma gravidade enorme ameaçar o Ministério Público. Foi uma ameaça moral, mas que poderia redundar em outra espécie de ameaça mais grave. O Ministério Público tem o dever de manter a ordem jurídica e apurar os fatos como devem ser apurados. Não temos nenhum interesse de prejudicar quem quer que seja”, afirmou.
As prisões foram decretadas pelo juiz Marcelo Loureiro, da Central de Inquérito. Ele determinou que o ex-presidente e um dos fundadores da Maranata, Gedelti Gueiros, fique em prisão domiciliar por ter mais de 80 anos. O magistrado determinou ainda que dois policiais militares fiquem dia e noite na residência dele, para garantir que o pastor não saia de casa.
Carlos Itamar Coelho, por ser advogado, ficará detido no Quartel de Maruípe. Já o atual presidente da igreja Maranata, Elson Pedro dos Reis, e o pastor Amadeu Loureiro foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória II de Viana.
O Presbitério da Maranata, onde funciona toda parte administrativa da Igreja, foi fechado nesta terça-feira para atendimento.

Quem são os presos? 
Elson Pedro dos Reis: pastor e atual presidente da igreja Maranata. Ele foi indicado pela própria igreja como interventor, assumiu a presidência no final do ano passado, quando o então presidente Gedelti Gueiros foi afastado do cargo pela Justiça.

Gedelti Gueiros: pastor, ex-presidente e um dos fundadores da igreja Maranata.

Amadeu Loureiro: pastor, médico e faz parte da cúpula da igreja Maranata.

Carlos Itamar Coelho: pastor, advogado e também faz parte da cúpula da Igreja Maranata.

Info - Maranata

Mais informações em instantes.

Fonte: A Gazeta


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Policia federal chegando na residência do presidente da Igreja Maranata Elson Pedro dos Reis, no bairro Praia da Costa , Vila Velha. (Crédito: Ricardo Medeiros)



 Carro saindo do prédio onde reside o presidente da Igreja Maranata Elson Pedro dos Reis, no bairro Praia da Costa, Vila Velha. (Crédito: Ricardo Medeiros)

 

Elson Pedro dos Reis, presidente da Igreja Maranata, preso por policiais federais chegando no Departamento Médico Legal (DML), para exame de corpo delito. (Crédito: Ricardo Medeiros)

 

 

 Elson Pedro dos Reis, presidente da Igreja Maranata, preso por policiais federais saindo do Departamento Médico Legal (DML), após exame de corpo delito. (Crédito: Ricardo Medeiros)

 

 

  Elson Pedro dos Reis, presidente da Igreja Maranata, preso por policiais federais saindo do Departamento Médico Legal (DML), após exame de corpo delito. (Crédito: Ricardo Medeiros)

 

  Elson Pedro dos Reis, presidente da Igreja Maranata, preso por policiais federais saindo do Departamento Médico Legal (DML), após exame de corpo delito. (Crédito: Ricardo Medeiros)

Elson Pedro dos Reis, presidente da Igreja Maranata, preso por policiais federais saindo do Departamento Médico Legal (DML), após exame de corpo delito. (Crédito: Ricardo Medeiros)


Elson Pedro dos Reis, presidente da Igreja Maranata, preso por policiais federais saindo do Departamento Médico Legal (DML), após exame de corpo delito. (Crédito: Ricardo Medeiros)

 

 Policiais federais saindo do prédio onde reside o presidente da Igreja Maranata Elson Pedro dos Reis, no bairro Praia da Costa, Vila Velha. (Crédito: Ricardo Medeiros)

 

 

 Advogado do presidente da Igreja Maranata Elson Pedro dos Reis, saindo do prédio onde reside o pastor, no bairro Praia da Costa, Vila Velha.. (Crédito: Ricardo Medeiros)

 

Carlos Itamar Coelho, pastor da Igreja Maranata, preso por policiais federais, chegando no Departamento Médico Legal (DML), para exame de corpo delito. (Crédito: Ricardo Medeiros




Carlos Itamar Coelho, pastor da Igreja Maranata preso por policiais federais, saindo do Departamento Médico Legal (DML), após exame de corpo delito. (Crédito: Ricardo Medeiros)


 


Carlos Itamar Coelho, pastor da Igreja Maranata preso por policiais federais, saindo do Departamento Médico Legal (DML), após exame de corpo delito. (Crédito: Ricardo Medeiros)










 

 

 

PASTOR BRIGA PARA RETOMAR A LIDERANÇA DA IGREJA MARANATA

Gedelti Gueiros já obteve uma vitória na Justiça Federal para reassumir o comando da igreja, mas uma decisão estadual o mantém afastado

 

Vilmara Fernandes
vfernandes@redegazeta.com.br
Foto: Vitor Jubini - GZ
 Vitor Jubini - GZ
Um total de 26 pessoas são investigadas pelo desvio do dízimo doado à Maranata
Uma briga na Justiça está sendo travada para garantir que Gedelti Victalino Gueiros reassuma o comando da Maranata. Ele e os demais diretores da igreja foram afastados de suas funções no final do ano passado por decisões da Justiça estadual e da federal. Todos tiveram seus bens bloqueados, sigilos bancário e fiscal quebrados e foram impedidos de entrar no Presbitério de Vila Velha, a sede de comando da instituição.
Ao todo 26 pessoas estão sendo investigadas pelo desvio do dinheiro doado pelos fiéis. Na edição deste domingo, A GAZETA revelou com exclusividade detalhes das investigações feitas pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Entre eles está o possível enriquecimento ilícito dos pastores, cujo patrimônio chegou a crescer até seis vezes nos últimos cinco anos. E mais: a movimentação financeira desses pastores chega a ser até dez vezes superior ao rendimento declarado ao Imposto de Renda.

Comando

Na esfera federal a igreja conseguiu reverter o afastamento de Gedelti. No último mês, um habeas corpus assinado pelo desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF da 2ª Região) Raldênio Bonifácio Costa, o autoriza a reassumir suas atividades junto à igreja e ao Conselho Presbiteral, bem como ter acesso à sede administrativa da instituição.

Mas ele continua impedido de retornar ao cargo ou mesmo entrar no Presbitério porque ainda está valendo a decisão da juíza Sayonara Couto Bittencourt Barbosa, da Vara de Inquéritos Criminais de Vitória, que determinou seu afastamento, assim como o dos demais diretores da igreja, no final do ano passado.

O advogado Sérgio Carlos de Souza, que faz a defesa da Maranata, garante que um recurso já foi entregue à Justiça Estadual. "Já apresentamos documentos e fatos que comprovam a lisura da administração da igreja, mas a nossa defesa ainda não foi apreciada", assinalou, acrescentando ainda que já conseguiram uma decisão que garantiu o desbloqueio dos bens.

Na última segunda-feira a Justiça homologou o nome de três pastores para a direção da igreja. A indicação foi feita pela própria Maranata, em documento assinado por sua advogada, Bárbara Valentim. Acatava assim uma decisão da juíza Sayonara Couto Bittencourt Barbosa, que determinou que novos membros assumissem o comando da instituição.

Novos líderes


Para a diretoria administrativa, de Recursos Humanos e Financeira foi apontado o nome de Carlos Manoel de Souza Moraes, assim como o de Elson Pedro dos Reis para o posto de diretor de Engenharia e Construção, e de Izaldino Athayde Lima para o a diretoria de patrimônio. Na mesma lista aparecia o nome do coronel carioca Sérgio Gomes Novo para representar o Conselho Presbiteral.

Na última segunda, porém, uma decisão do juiz Marcelo Menezes Loureiro, da Vara de Inquéritos Criminais de Vitória, homologou os nomes de três diretores. Um dos indicados, Sérgio Novo, foi eliminado. De acordo com o advogado Sérgio Cardoso, o coronel reside no Rio de Janeiro e enfrentaria dificuldades para vir ao Estado com a frequência que o cargo exige, por isso foi feita a retirada de seu nome da lista. Até o momento a igreja não indicou um nome para representar o Conselho Presbiteral, que comanda a Maranata e seus mais de cinco mil templos no Brasil e outros no exterior.

Por intermédio de nota a igreja reafirmou a sua posição de que as acusações serão todas esclarecidas. "A Maranata jamais se insurgiu contra qualquer tipo de investigação que esclareça os fatos. Pelo contrário, sempre mostrou interesse em dirimir todas as eventuais dúvidas e acusações", diz, em nota oficial.

Ao todo, 26 pessoas – a maioria pastores – estão sendo investigadas por sua participação num esquema de corrupção que, segundo as investigações, desviou recursos doados por fiéis, um rombo que pode ultrapassar os R$ 21 milhões, segundo estimativas da própria igreja.

Igreja nega enriquecimento de pastores

Em nota oficial, publicada na edição de A GAZETA deste domingo, a Maranata garante que não há enriquecimento ilícito dos seus pastores. Diz ainda que o pastor Gedelti Gueiros teve uma movimentação financeira atípica nos período de 2008/2011 porque vendeu imóveis e que ingressaram em seus rendimentos recursos de aluguéis e salários que recebe.

A nota oficial afirma ainda que o patrimônio de Gueiros é "fruto do trabalho de toda uma vida", anterior a fundação da igreja e que pode ser comprovado em sua evolução patrimonial e declaração de Imposto de Renda. "A movimentação é totalmente legal pois havia lastro para embasá-la".

A nota é concluída atribuindo as dificuldades às dissidências. A igreja "lamenta que tais leviandades construídas por uma dissidência da igreja atentem contra os pilares firmes que há 45 anos sustentam a instituição", diz o texto.

As investigações do Ministério Público apontam que a movimentação financeira de Gueiros foi sete vezes superior a seu rendimento e que o patrimônio dos pastores cresceu até seis vezes nos últimos cinco anos.

Para o advogado Sérgio Carlos de Souza, que faz a defesa da igreja, outra incoerência vem da citação, nas investigações do patrimônio e movimentação financeira de outros três pastores: Adaísio Fernandes, José de Anchieta Fraga e Alexandre Melo Brasil. "A investigação é de 2007 a 2011, mas eles só passaram a fazer parte da diretoria no final de 2011", argumenta.

Souza, que também é pastor, assinala que as investigações não afetaram a rotina da igreja. Garante que há normalidade, não só administrativa, mas também nos cultos e nas reuniões com os fiéis. "O que temos vivido é um aumento do seu número de fiéis e uma firmeza entre os seus membros, que conhecem a origem dos problemas", disse. Sérgio assinala que uma prova disso foi o ingresso de mais de mil pastores na igreja em 2012.


Fonte: A Gazeta

 

BENS DE PASTORES DA MARANATA CRESCEM 6 VEZES

Foi a quanto chegou o aumento do patrimônio de alguns dos administradores da igreja, segundo investigação do Ministério Público

 

 

Foto: Vitor Jubini - GZ
 Vitor Jubini - GZ
Um total de 26 pessoas, a maioria pastores da Maranata, está sendo investigado pelo desvio de dinheiro do dízimo doado por fiéis
As investigações que apuram o desvio do dinheiro do dízimo doado pelos fiéis da Maranata revelam que os pastores que administravam a igreja podem ter enriquecido de forma ilícita. Um exemplo vem do patrimônio deles, que, nos últimos cinco anos, chegou a engordar até seis vezes. E não fica só aí: a movimentação financeira em suas contas foi até dez vezes maior do que o rendimento declarado ao Imposto de Renda.

A análise das finanças faz parte das investigações que estão sendo conduzidas pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e estão no processo que tramita na Vara de Inquéritos Criminais de Vitória, ao qual A GAZETA teve acesso.

O material serviu de respaldo para que a Justiça autorizasse a busca e a apreensão de documentos e equipamentos na igreja e na casa dos investigados, além do sequestro de bens da instituição e de seus pastores, no final do ano passado.

"Ressaltamos a corrida por retificações nas declarações de Imposto de Renda de boa parte das pessoas físicas alvos do processo, que fizeram acrescer transações, bens e valores até então omitidos para não demonstrar incompatibilidade."

"É possível extrair variadas descrições das práticas ilícitas adotadas por membros da igreja."

Relato dos promotores no processo que tramita na Justiça


Clandestino

Foi a partir da quebra do sigilo fiscal dos investigados que o Laboratório de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro, do Ministério Público Estadual, acabou confirmando as denúncias sobre a destinação clandestina do dinheiro doado pelos fiéis. "Era utilizado por determinados membros para investimento em bens e vantagens particulares", diz o relato dos promotores, no processo.

De acordo com as denúncias, com o dinheiro doado foram comprados apartamentos, casas, sítios, carros, e pagas contas de cartões de crédito. Até dólares foram enviados para o exterior na mala dos fiéis. O resultado, segundo relato dos promotores, é uma evolução patrimonial "considerável e incompatível" com a renda declarada.

Enriquecimento

Para exemplificar a situação à Justiça, foram utilizados cinco casos de pastores e suas respectivas situações patrimonial e financeira. "Há exemplos do súbito, injustificado e suspeito enriquecimento de alguns membros da igreja", relata o texto.

Um dos casos apontados é o de Gedelti Victalino Gueiros, um dos fundadores e presidente da Maranata, afastado do cargo no final do ano passado. A movimentação de dinheiro em sua conta foi sete vezes superior ao seu rendimento, "indicando clara incompatibilidade entre os anos de 2009 e 2011", diz o texto do processo.

Em 2009, por exemplo, seu rendimento bruto declarado foi de R$ 127 mil, mas a movimentação em sua conta superou os R$ 964 mil.

Sem crise

Não é muito diferente a situação de Antonio Angelo Pereira dos Santos, ex-vice-presidente, que foi apontado pela própria igreja como um dos responsáveis pelo esquema de corrupção. Seus bens, assim como sua movimentação financeira, cresceu mais de seis vezes nos último cinco anos.

Um detalhe curioso é que o seu patrimônio continuou aumentando até mesmo nos períodos em que seus vencimentos estavam em queda. De 2009 para 2010, seu rendimento caiu de R$ 77 mil para R$ 45 mil, mas seu patrimônio foi de R$ 349 mil para 375 mil.

Há ainda o caso do pastor Adaíso Fernandes Almeida, cujo patrimônio saltou de R$ 667 mil para R$ 2,97 milhões em cinco anos; do pastor José de Anchieta Fraga Carvalho, cujo patrimônio triplicou, e sua movimentação financeira foi quase dez vezes superior ao seu rendimento declarado; e também do pastor Alexandre Melo Brasil, cujo entra e sai em sua conta foi oito vezes maior do que seus vencimentos.

Boa parte dessa movimentação ocorreu no momento em que o mundo vivia os reflexos da crise financeira que teve início em 2008 e teve repercussões nos governos federal, estaduais e municipais e até nas empresas nos anos que se seguiram.

Infográfico: Pastores mais ricos

Investigados


Ao todo, 26 pessoas estão sendo investigadas pelo Gaeco como responsáveis pelas fraudes. A maioria fazia parte da administração da igreja, grupo destituído pela Justiça no final do ano passado. Entre essas pessoas estão Gedelti Victalino Gueiros e Antonio Angelo Pereira dos Santos.

O esquema de corrupção que desviou o dinheiro doado pelos fiéis foi viabilizado por intermédio de notas fiscais frias que pagavam serviços superfaturados, segundo as denúncias. Elas indicam o envolvimento de pastores, diáconos e até fornecedores do Presbitério de Vila Velha, que concentra a administração dos mais de 5 mil templos no Brasil, além de outros no exterior.

Segundo relato dos promotores do Gaeco, constantes no processo que tramita na Justiça, o dízimo foi usado até em outras vantagens particulares. "E, para acobertar os desvios e as irregularidades, os envolvidos no esquema criminoso se valiam da constituição fraudulenta de empresas e acordavam a emissão de notas fiscais superfaturadas", diz o texto.

Há denúncias ainda de que equipamentos eletrônicos foram adquiridos no exterior e importados de forma ilegal. O material teria sido utilizado na montagem de um sistema de audiovisual para a igreja transmitir seus cultos para templos no Brasil e no exterior.

Entre os crimes que podem ter sido cometidos estão estelionato, falsidade ideológica, formação de quadrilha, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e até formação de curral eleitoral. Há investigações também sendo feitas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal.

Silêncio

O promotor do Gaeco, Lidson Fausto da Silva, não quis se manifestar sobre detalhes do caso, argumentando que as informações são fornecidas por intermédio de nota oficial do Ministério Público Estadual, quando necessárias.

Silêncio semelhante, segundo as poucas informação confirmadas pelo promotor, vem sendo mantido pelos membros da igreja já intimados a depor. Quase todos têm se recusado a falar, sob o argumento de que só comentam o caso em juízo.

Uma preocupação de que essas pessoas poderiam sofrer algum tipo de intimidação está presente no processo. Promotores relatam as dificuldades encontradas para colher novas provas e depoimentos em decorrência até do "receio de sofrer retaliações, perseguições e difamações na igreja", diz o texto do processo judicial.

A juíza Sayonara Couto Bittencourt Barbosa chegou a proibir que as 26 pessoas investigadas, incluindo os pastores, façam contato com qualquer testemunha que já foi ouvida ou que ainda vá prestar depoimento. Há pessoas que têm recorrido à Ouvidoria do Ministério Público Estadual e ao Gaeco para fazer suas denúncias por telefone. "Quem liga para o 127 ou 3145-7150 tem o sigilo garantido", assinala o promotor Lidson.

Resposta


O advogado Rodrigo Horta, que faz a defesa do pastor Adaísio, disse que só fala sobre o assunto em juízo. José Luiz Oliveira de Abreu, advogado de Antonio Angelo, discorda das afirmações dos promotores. Ele garante que o patrimônio de seu cliente é compatível com o rendimento do mesmo e que isso será provado no momento certo, "na Justiça", assinalou.

Foi por intermédio da assessoria de imprensa da Maranata que os demais pastores citados na matéria responderam às denúncias de enriquecimento ilícito. José de Anchieta informou que o aumento de seu patrimônio "se deve ao trabalho prestado por sua empresa a uma multinacional que lhe rendeu um faturamento especial naquele período".

Já Alexandre Mello, que também é advogado, explicou que "recebe quantias em nomes de clientes, faz o saque e repasses, ficando apenas com os honorários, o que justifica sua movimentação bancária".

Convicção

O ex-presidente da Maranata, Gedelti Victalino Gueiros, assinalou que, "de acordo com parecer técnico de auditoria independente, a evolução financeira no período de 2007 a 2011, contrapondo aos dados apresentados pelo Ministério Público Estadual, é compatível com seus rendimentos". Acrescentou ainda que os dados estão à disposição da Justiça.

A Igreja Maranata, por sua vez, assinala que reafirma sua convicção de que as acusações serão esclarecidas. "A igreja jamais se insurgiu contra qualquer tipo de investigação que esclareça os fatos", disse em nota oficial, acrescentando que "é com base na transparência e respeito integral à verdade que a Igreja Cristã Maranata confia no rápido desfecho para esse lamentável episódio".

Entenda o caso

Denúncias
No final de 2011,  circularam informações de que o dízimo doado por fiéis da Maranata estava sendo desviado por pastores, diáconos e fornecedores da igreja

Matérias

Após A GAZETA publicar matérias sobre as fraudes, o Ministério Público Estadual abriu uma investigação criminal em fevereiro do ano passado

Rombo

O prejuízo estimado era de R$ 21 milhões, mas a Maranata recorreu à Justiça, pedindo o ressarcimento de R$ 2,1 milhões

Acusados

O então vice-presidente da igreja, Antônio Angelo Pereira dos Santos, e o diácono e contador Leonardo Alvarenga foram apontados, pela Maranata, como os responsáveis pelo esquema de corrupção que desviou o dízimo. Os dois foram afastados de suas funções e processados na Justiça

Investigações

As investigações conduzidas pelo Gaeco revelaram que outros pastores da cúpula da Maranata, incluindo seu líder, Gedelti Gueiros, estavam envolvidos nas fraudes. Seus sigilos bancário e fiscal foram quebrados

Operações

No fim de 2012, os promotores do Gaeco e a Polícia Federal realizaram uma operação conjunta, denominada “Entre irmãos”, em que  foi feita a busca e a apreensão, além do sequestro de bens da igreja e dos pastores investigados
Fonte: A Gazeta

 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Contador da igreja Maranata atuava na fundação

14/02 - 23h46

Contador da igreja Maranata atuava na fundação

Rádio CBN Vitória (93,5 FM) 

foto: Gabriel Lordêllo


Rombo na Maranata teria chegado a mais de R$ 20 milhões, com fraudes

Letícia Cardoso lcardoso@redegazeta.com.br

Vilmara Fernandes vfernandes@redegazeta.com.br


Apontado como um dos cabeças do esquema que desviou recursos da Igreja Cristã Maranata, o contador Leonardo Meirelles de Alvarenga também prestava serviços para a Fundação Manoel dos Passos Barros, que pertence à igreja. Foi ele quem assinou a última prestação de contas entregue ao Ministério Público Estadual (MPE), referente ao exercício de 2009. Além do contador, há uma outra ligação entre a administração da Maranata e a fundação.

As duas contrataram a mesma empresa que faz serviços de auditoria: a DW Audit. Atualmente, ela é a responsável por apurar o tamanho do rombo causado pelo desvio de recursos do dízimo dos fiéis. Estimativas iniciais apontam que o montante pode chegar a R$ 21 milhões.

Pendências A Fundação Manoel dos Passos Barros não apresentou a prestação de contas de 2010. A última entregue, de 2009, apresenta várias pendências. Uma delas refere-se ao próprio contador, que não apresentou certidão de regularidade profissional. O documento está sob análise da 15ª Promotoria Cível da Serra, que é responsável por fiscalizar todas as fundações localizadas no município.

Uma outra pendência identificada pelo Ministério Público diz respeito aos relatórios da auditoria que deveriam acompanhar a prestação de contas da fundação.

O material não foi apresentado com os documentos referentes ao exercício de 2009, que conta apenas com um parecer da DW Audit. Outra ausência refere-se aos extratos e à conciliação bancária de dezembro de 2009 de várias contas da fundação. Faltou também a declaração de regularidade da aplicação de R$ 300 mil para a compra de medicamentos.

O valor veio através de convênio com o Ministério da Saúde, por meio de emenda parlamentar. A fundação tem até o final deste mês para regularizar todas as pendências. O MPE afirma que se isso não acontecer vai requerer na Justiça a prestação de contas da instituição. Por meio de nota a Maranata afirmou que a igreja e a fundação "possuem gestões e atuação independentes".

Diz, ainda, que a contratação da empresa de auditoria se deu em momentos diferentes. A fundação contratou a DW Audit em agosto de 2010 para refazer o parecer de auditoria da prestação de contas de 2008, que apresentou situação semelhante a de 2009.

Já a igreja contratou a mesma empresa em 2011 para apurar os indícios de irregularidades. A igreja diz ainda que só recebeu a análise do MPES referente ao ano de 2009 em janeiro deste ano e que está tomando todas as providências para sanar as pendências até o final de fevereiro.

Instituição recebeu R$ 1 milhão da Saúde A Fundação Manoel dos Passos Barros, que pertence a Igreja Cristã Maranata, recebeu R$ 1 milhão de recursos públicos vindos do cofre da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) nos anos de 2008 e 2009. Parte desse valor foi destinada à compra de um mamógrafo e um aparelho de ultrassonografia, que foram devolvidos por não estarem sendo utilizados.

Ao todo, foram destinados à instituição R$ 1,8 milhão de verbas públicas solicitada por deputados estaduais, como A GAZETA publicou no dia 16. A verba destinada à compra dos dois equipamentos veio de emendas da ex-deputada Aparecida Denadai (PDT), que é da igreja.

Para a compra do aparelho de ultrassonografia foram R$ 300 mil; e para o mamógrafo, R$ 150 mil. A deputada destinou, ainda, R$ 200 mil para custeio de água, luz e telefone da fundação.

Entenda o esquema Fraude milionária Um esquema de fraude foi montado na cúpula da Maranata com a participação de pastores, diáconos e fornecedores para desviar recursos do dízimo doado pelos fiéis Rombo Estimativas iniciais apontam para um rombo de pelo menos R$ 21 milhões.

A Maranata recorreu à Justiça para pedir o ressarcimento de R$ 2,1 milhões Acusados Na Justiça, a igreja aponta como cabeças da fraude o vice-presidente, Antônio Ângelo Pereira dos Santos, e o contador Leonardo Meirelles de Alvarenga, também diácono. Eles foram afastados Golpe O golpe era viabilizado por notas fiscais frias, que permitiam a retirada de valores do caixa da igreja Uso Parte dos recursos desviados era usada na compra de carros e de imóveis e no pagamento de contas pessoais.

Outra parte era investida na compra de dólares, enviados para o exterior na mala dos fiéis 


Minha observação: "Lalalalala, eu nao sei de nada" - Palavras do presidente. 

Odlave Sreklow.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Maranata: Presidente contratou empresa de sobrinho


Sabe o que tenho a dizer aos queridos irmãos e amigos Maranatas?

"O Senhor Jesus me revelou que vocês devem continuar dando os 10% dos seus salários para esta instituição porque eles vão precisar."

"Tive uma visão onde via muito dinheiro entrando em um cofre e neste cofre estava escrito: OURO DE TOLO".

Maranata Ora Vem Senhor Jesus, mas traga uma boa grana, tá?

10/02 - 07h24

Maranata: Presidente contratou empresa de sobrinho


Rádio CBN Vitória (93,5 FM)
foto: Gabriel Lordêllo
ES - Vila Velha - Presbitério da Igreja Maranata na rua Torquato Laranja, no Centro de Vila Velha  - Editoria: Cidades - Foto: Gabriel Lordêllo
Presbitério da Igreja Maranata na rua Torquato Laranja, no Centro de Vila Velha


Uma das empresas contratadas pela Igreja Cristã Maranata pertence ao sobrinho do presidente da instituição, Gedelti Gueiros. O dono da Work Sistemas e Equipamentos, responsável pela sonorização dos templos, é Hélvio Gueiros. Pelos serviços prestados nos últimos seis anos a microempresa recebeu 
R$ 23,7 milhões, o que dá uma média de quase R$ 4 milhões ao ano.

Por intermédio de nota, a Maranata informou que “Gedelti Gueiros não tem qualquer tipo de ingerência na gestão administrativa da instituição”. A contratação de fornecedores para construção e aparelhamento da igreja, acrescenta a nota, segue o critério de cotação de preços. 

Diversos fornecedores prestaram depoimento na investigação feita pela própria igreja. Nela, não há relatos dos proprietários da Work – Hélvio Gueiros e Sandra Pretti. 

Comissão

Foi a comissão responsável por essa investigação que apontou a existência de um esquema de corrupção na cúpula da igreja, que desviava recursos provenientes do recolhimento do dízimo. 

O esquema de fraudes contava com a participação do vice-presidente, Antônio Ângelo Pereira dos Santos, e do contador Leonardo Meirelles de Alvarenga, ambos já afastados de suas funções administrativas e religiosas. 

Estimativas iniciais apontam que o rombo pode chegar a R$ 21 milhões. A igreja já ingressou com uma ação na Justiça para solicitar  a ressarcimento de R$ 2,1 milhões. 

Documentos obtidos pela Rádio CBN e A GAZETA mostram que, entre as empresas, cujos proprietários foram ouvidos pela comissão que fez a investigação da igreja, todas têm faturamento bem inferior ao da Work. A maior delas recebeu no mesmo período – 2005 a 2011 – R$ 4 milhões.



Resposta

Os proprietários da Work Sistemas e Equipamentos, Sandra Pretti Gueiros e Helvio Freitas Gueiros não retornaram as ligações da reportagem. Sandra Gueiros chegou a atender ao telefone, mas ao saber que se tratava de A GAZETA ela pediu para que retornasse dez minutos após. A reportagem retornou, mas até o fechamento desta edição não conseguiu mais contato com ela.
  
“Ele  está abalado”, diz novo advogado
  
Um novo advogado assumiu ontem a defesa da Igreja Cristã Maranata. Homero  Mafra – que ocupa a presidência da Ordem dos Advogados (OAB) no Estado – vai cuidar dos processos criminais da igreja.
O fato foi comunicado na manhã de ontem, no horário em que o presidente da igreja, Gedelti Gueiros, deveria prestar seu depoimento na Delegacia de Defraudações. Por telefone, Mafra comunicou ao delegado Gilson Gomes que Gedelti não poderia atender à intimação recebida na quarta-feira.
O argumento foi de que Mafra   havia sido convidado a assumir o caso no dia anterior e  não teve tempo de analisar todas as informações. “Por isso solicitei ao delegado um prazo maior”, afirmou o advogado.

De acordo com Mafra, foi uma boa oportunidade para evitar que Gedelti tivesse que comparecer a mais de um depoimento. 

“É um senhor de 80 anos e que está muito abalado com a situação”, falou. O advogado adiantou também que uma das questões que precisarão ser analisadas diz respeito a um conflito de atribuições na investigação. “O trabalho está sendo feito pelo Ministério Público Estadual e pela polícia. É preciso se definir quem vai ficar com o caso”, disse.

O delegado informou que se reúne hoje com Mafra e adiantou que espera que o presidente da Maranata compareça para depor. “Ele terá que ratificar o que estamos apurando”.

Na avaliação dele, a igreja não deve ter motivos para manter em segredo dados relativos à apuração. “O grande pecado deles é tentar manter isso no âmbito interno. Já não é possível mais”, destacou.






Fonte: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/02/noticias/cbn_vitoria/reportagem/1115749-maranata-presidente-contratou-empresa-de-sobrinho.html




Odlave Sreklow.