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terça-feira, 12 de março de 2013

NOTA OFICIAL IGREJA CRISTÃ MARANATA EM RESPOSTA ÀS PRISÕES

A Igreja Maranata divulgou nota oficial em resposta às prisões. Confira na íntegra:


 


"Em respeito à sociedade, bem como a todos os seus milhares de membros no Brasil (1) e no exterior, a Igreja Cristã Maranata vem a público esclarecer os fatos divulgados na manhã desta terça-feira e que culminaram com a detenção de alguns de seus pastores (2).

É sabido que a Igreja Cristã Maranata, como uma instituição de fé, tem se respaldado no respeito aos órgãos públicos e à imprensa em geral, sem, contudo, deixar de tomar as medidas cabíveis e legais no sentido de proteger a sua idoneidade, que foi construída ao longo dos últimos 45 anos, de forma proba e séria (3).

À sociedade, esclarecemos que a Igreja Cristã Maranata jamais coagiu testemunhas ou ameaçou autoridades (4). Pelo contrário, a Igreja está processando judicialmente os que hoje são acusadores, sempre às claras e de acordo com a lei. A Igreja reafirma sua convicção de que as acusações de hoje foram pautadas no desejo de retaliação e perseguição, numa verdadeira cruzada religiosa e moral (5).

 As acusações feitas hoje à Igreja nada têm a ver com as denúncias iniciais, todas já esclarecidas pela Igreja junto à sociedade e à Justiça (6). É inconcebível, e chega a ser maledicente, tentar vincular à Igreja quaisquer atos de violência, pois é por demais conhecido o compromisso com a paz e a pregação isenta do evangelho(7), conforme foi verificado no evento do último domingo, que, de forma pacífica e ordeira, glorificou o Senhor Deus pelos 45 anos da Igreja, reunindo cerca de 150 mil pessoas na Enseada do Suá (8), sem qualquer referência, mesmo que subjetiva, aos quesitos que são objeto da investigação.

Por fim, a Igreja tem plena confiança de que a Justiça bem informada será mais uma vez sábia e isenta para decidir em prol da causa de um grande povo (9), que honra a nacionalidade brasileira com extensão no exterior, agindo sempre no irrestrito cumprimento da lei".


1) Utilizando-se de um artifício psicológico para enaltecer o ego dos membros da igreja logo no início da nota. À partir daqui o membro da Igreja Cristã Maranata que ler a nota já tem sua mente programada para entender-se como parte dos milhares de membros no Brasil. Esquecem que existem outras denominações evangélicas com uma quantidade extremamente maior que a Igreja Cristã Maranata, como por exemplo a Igreja Universal do Reino de Deus, cujo fundador também já foi preso.

2) Por alguns de seus pastores subtende-se: Os principais pastores fundadores da igreja, um deles nada mais é que a peça principal do tabuleiro que a 45 anos descobriu uma forma rentável de se utilizar da religião. Gedelti Gueiros é o principal idealizador das doutrinas e conceitos relativos à parte chamada "espiritual" da igreja, quando algo não foi inventado por ele, foi copiado de teólogos que seus membros desconhecem a origem, ou seja, todos os costumes, rituais e demais sistemáticas utilizados pela igreja hoje, partiram da mente deste, cujo nome é Gedelti Gueiros. Que desde o início utilizou-se do personagem máximo da religião cristã para iludir pessoas simples e humildes, dizendo-se profeta, enviado e alguém que conversava com o próprio deus do cristianismo, a quem denomina-se Jesus Cristo.

3) Justificativa enganosa, caso as acusaçõe sejam comprovadas esta parte será mais uma de suas mentiras.

4) As 6 testemunhas, uma juíza, um promotor e todos envolvidos nas investigações são mentirosos? O que vão dizer? Que são todos caídos desviados da igreja?

5) Estão querendo dizer que a polícia federal e o ministério público estão preocupados com religião? Será que não sabem que uma das responsabilidades do ministério público é defender a população? Estão chamando um trabalho sério realizado por profissionais qualificados de "picuinha religiosa"? Estão querendo chegar onde com isto? Estão achando que todo mundo é imbecil?

6) Como as denúncias iniciais foram todas esclarecidas se o processo ainda está em andamento? Se as investigações não terminaram? Ainda falta muita coisa para acontecer e dizem que foi tudo esclarecido? Só será esclarecido quando as investigações e o trabalho da lei for concluído.

7) E o revólver que foi apreendido? A paz é alcançada e o evangelho é pregado utilizando-se de um três oitão?

8) Novamente trabalhando o ego dos membros para acreditarem que quantidade de seguidores é sinônimo de verdade e honestidade, o que tem se visto na prática é o contrário. Esta reunião foi feita apenas para enaltecer o ego dos que permanecem sem acreditar que foram enganados. Eles trabalharam o ego de seus membros por 45 anos de tal forma que agora não importa o que aconteça os membros não vão assumir que caíram no "conto do vigário", não vão assumir que foram enganados, não vão assumir que o "deus" que falava com eles não se passava de uma ilusão criada em suas mentes que eram alimentadas em seminários com teatros espirituais.

9) Novamente querendo inserir na mente dos membros que são um "grande povo". Se realmente acham que número é o que vale dêem uma olhada abaixo:

NR

Grupos Evangélicos

Total

Homens

Mulheres

1°Igreja  Assembléia de Deus12.314.4105 586 5206 727 891
2°Igreja Evangélica Batista3 723 8531 605 8232 118 029
3°Igreja Congregação Cristã do
Brasil
2 289 6341 060 2181 229 416
4°Igreja Universal do Reino de
Deus
1 873 243756 2031 117 040
5°Igreja Evangelho Quadrangular1 808 389774 6961 033 693
6°Igreja Evangélica Adventista1 561 071704 376856 695
7°Igreja Evangélica Luterana999 498482 382517 116
8°Igreja Evangélica Presbiteriana921 209405 424515 785
9°Igreja Deus é Amor845 383365 250480 133
10°Igreja Maranata356 021156 185199 835

Leia mais em: http://top10mais.org/top-10-maiores-denominacoes-evangelicas-do-brasil-censo-2010/#ixzz2NMz1b088



Eles estão em décimo lugar e se acham grande coisa? E ainda tenho minhas dúvidas se esta Maranata não é outra que não seja a "Igreja Cristã Maranata - PES"

Francamente, isto é pobre com síndrome de rico. Comem ovo e arrotam caviar.


Odlave Sreklow.



PROMOTOR AFIRMA QUE TESTEMUNHAS FORAM COAGIDAS POR MEMBROS DA IGREJA MARANATA

Nesta terça-feira (12) foram presos o atual presidente Elson Pedro dos Reis, o ex-presidente Gedelti Gueiros e outros dois pastores, Amadeu Loureiro e Carlos Itamar Coelho

 

Ao menos seis testemunhas que prestaram depoimento contra as lideranças da Maranata foram ameaçadas nos últimos quatro meses por integrantes ligados diretamente a cúpula da igreja. De acordo com o Ministério Público Estadual, essas testemunhas, com medo de alguma represália, chegaram a mudar a versão do depoimento.
Foram presos na manhã desta terça-feira (12) o atual presidente da Igreja Maranata, Elson Pedro dos Reis, o ex-presidente Gedelti Gueiros e outros dois pastores, Amadeu Loureiro e Carlos Itamar Coelho. Os quatro estão com prisão preventiva decretada.
Defesa
A Igreja Maranata divulgou nota  em que nega as acusações e diz que nunca coagiu testemunhas ou fez ameaças, e se diz vítima de uma cruzada religiosa e moral.  "É sabido que a Igreja Cristã Maranata, como uma instituição de fé, tem se respaldado no respeito aos órgãos públicos e à imprensa em geral, sem, contudo, deixar de tomar as medidas cabíveis e legais no sentido de proteger a sua idoneidade, que foi construída ao longo dos últimos 45 anos, de forma proba e séria", diz a nota.
> Confira a nota  na íntegra
Segundo o promotor Paulo Panaro, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), intimidações também aconteceram contra um promotor e uma juíza que trabalham diretamente no caso.
“Eles chegaram ao cúmulo de tentar convencer membros do Ministério Público e do Judiciário a mudar decisões e a maneira de proceder as investigações. Falavam tudo muito diplomaticamente. Só que os promotores não são ignorantes. São pessoas habituadas a isso que conseguiram detectar a real intenção das visitas que receberam”, destacou o promotor.
Também ficou provado para o Ministério Público que as testemunhas foram claramente coagidas a mudarem o teor do depoimento. Os responsáveis pelas ameaças geralmente se encontravam com testemunhas em reuniões marcadas pessoalmente. Uma delas relatou aos promotores que, em uma ocasião, uma arma foi colocada em cima da mesa, durante a conversa.
“Uma testemunha disse: Se estão fazendo isso com um promotor de Justiça, o que vão fazer comigo? Uma outra nos relatou que foi convidada a conversar e durante essa conversa havia uma arma sobre a mesa. Isso consta em depoimento”, destacou.

Foto: Letícia Cardoso | CBN Vitória (93,5 FM)
Letícia Cardoso
Policial federal recolhe documentos na casa do pastor Amadeu Loureiro. Ao lado, carro com o religioso seguindo para a sede da Polícia Federal

As investigações contra membros da direção da igreja Maranata incluem crimes de estelionato, falsidades, tráfico de influência, desvio de erário, lavagem de dinheiro, dentre outros.
Panaro contou ainda que eles agiam da seguinte forma: ligavam para os fiéis que eram testemunhas de acusação contra a Maranata solicitando uma reunião para tratar de assuntos administrativos referentes a igreja. Confiando na nova cúpula que assumiu a igreja após o afastamento judicial de Gedelti Gueiros, essas testemunhas, aponta o promotor, foram ao encontro. Nessa ocasião eles eram intimidados.
“Se aproveitavam da credulidade dos fiéis. Eles não faziam ameaças diretas, de provocação ou grave futuro. Mas diziam: o que você está fazendo não está bom. Está prejudicando fulano, beltrano e sicrano. Isso é ruim. Ficaria melhor se você pudesse mudar o que está dizendo para não prejudicar mais. Várias pessoas mudaram o depoimento por causa disso”, disse Panaro.
A polícia ainda realizou busca e apreensão na casa dos acusados, escritórios e na Rádio Maanain, local onde acontecia as reuniões com as testemunhas. Além de documentos e computadores, a Polícia Federal apreendeu uma arma.
> Leia mais notícias em Minuto a Minuto

Data: 17/01/2013 - Vila Velha - ES - Igreja Maranata na Praia da Costa, rua Henrique Moscoso - Editoria: Cidades - Foto: Vitor Jubini - GZO poder de influência que a Maranata tem em órgãos federais, estaduais e municipais levam o promotor Paulo Panaro a não acreditar que essas prisões vão perdurar por muito tempo.
“Eu particularmente não acredito que essas prisões vão se sustentar por muito tempo, dado pela influência que essa instituição tem em todos os órgãos a nível federal, estadual e municipal. Queremos que ela dure. Essas prisões não serão revogadas com o aval do Ministério Público", disse.
Para o Procurador-Geral de Justiça, Eder Pontes, essas ameaças afrontam o trabalho do Ministério Público. Segundo ele, o teor das ameaças, mesmo sendo moral, poderia redundar numa situação mais grave para os promotores que trabalham no caso.
“Isso é lamentável. É uma gravidade enorme ameaçar o Ministério Público. Foi uma ameaça moral, mas que poderia redundar em outra espécie de ameaça mais grave. O Ministério Público tem o dever de manter a ordem jurídica e apurar os fatos como devem ser apurados. Não temos nenhum interesse de prejudicar quem quer que seja”, afirmou.
As prisões foram decretadas pelo juiz Marcelo Loureiro, da Central de Inquérito. Ele determinou que o ex-presidente e um dos fundadores da Maranata, Gedelti Gueiros, fique em prisão domiciliar por ter mais de 80 anos. O magistrado determinou ainda que dois policiais militares fiquem dia e noite na residência dele, para garantir que o pastor não saia de casa.
Carlos Itamar Coelho, por ser advogado, ficará detido no Quartel de Maruípe. Já o atual presidente da igreja Maranata, Elson Pedro dos Reis, e o pastor Amadeu Loureiro foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória II de Viana.
O Presbitério da Maranata, onde funciona toda parte administrativa da Igreja, foi fechado nesta terça-feira para atendimento.

Quem são os presos? 
Elson Pedro dos Reis: pastor e atual presidente da igreja Maranata. Ele foi indicado pela própria igreja como interventor, assumiu a presidência no final do ano passado, quando o então presidente Gedelti Gueiros foi afastado do cargo pela Justiça.

Gedelti Gueiros: pastor, ex-presidente e um dos fundadores da igreja Maranata.

Amadeu Loureiro: pastor, médico e faz parte da cúpula da igreja Maranata.

Carlos Itamar Coelho: pastor, advogado e também faz parte da cúpula da Igreja Maranata.

Info - Maranata

Mais informações em instantes.

Fonte: A Gazeta


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Policia federal chegando na residência do presidente da Igreja Maranata Elson Pedro dos Reis, no bairro Praia da Costa , Vila Velha. (Crédito: Ricardo Medeiros)



 Carro saindo do prédio onde reside o presidente da Igreja Maranata Elson Pedro dos Reis, no bairro Praia da Costa, Vila Velha. (Crédito: Ricardo Medeiros)

 

Elson Pedro dos Reis, presidente da Igreja Maranata, preso por policiais federais chegando no Departamento Médico Legal (DML), para exame de corpo delito. (Crédito: Ricardo Medeiros)

 

 

 Elson Pedro dos Reis, presidente da Igreja Maranata, preso por policiais federais saindo do Departamento Médico Legal (DML), após exame de corpo delito. (Crédito: Ricardo Medeiros)

 

 

  Elson Pedro dos Reis, presidente da Igreja Maranata, preso por policiais federais saindo do Departamento Médico Legal (DML), após exame de corpo delito. (Crédito: Ricardo Medeiros)

 

  Elson Pedro dos Reis, presidente da Igreja Maranata, preso por policiais federais saindo do Departamento Médico Legal (DML), após exame de corpo delito. (Crédito: Ricardo Medeiros)

Elson Pedro dos Reis, presidente da Igreja Maranata, preso por policiais federais saindo do Departamento Médico Legal (DML), após exame de corpo delito. (Crédito: Ricardo Medeiros)


Elson Pedro dos Reis, presidente da Igreja Maranata, preso por policiais federais saindo do Departamento Médico Legal (DML), após exame de corpo delito. (Crédito: Ricardo Medeiros)

 

 Policiais federais saindo do prédio onde reside o presidente da Igreja Maranata Elson Pedro dos Reis, no bairro Praia da Costa, Vila Velha. (Crédito: Ricardo Medeiros)

 

 

 Advogado do presidente da Igreja Maranata Elson Pedro dos Reis, saindo do prédio onde reside o pastor, no bairro Praia da Costa, Vila Velha.. (Crédito: Ricardo Medeiros)

 

Carlos Itamar Coelho, pastor da Igreja Maranata, preso por policiais federais, chegando no Departamento Médico Legal (DML), para exame de corpo delito. (Crédito: Ricardo Medeiros




Carlos Itamar Coelho, pastor da Igreja Maranata preso por policiais federais, saindo do Departamento Médico Legal (DML), após exame de corpo delito. (Crédito: Ricardo Medeiros)


 


Carlos Itamar Coelho, pastor da Igreja Maranata preso por policiais federais, saindo do Departamento Médico Legal (DML), após exame de corpo delito. (Crédito: Ricardo Medeiros)










 

 

 

PASTOR BRIGA PARA RETOMAR A LIDERANÇA DA IGREJA MARANATA

Gedelti Gueiros já obteve uma vitória na Justiça Federal para reassumir o comando da igreja, mas uma decisão estadual o mantém afastado

 

Vilmara Fernandes
vfernandes@redegazeta.com.br
Foto: Vitor Jubini - GZ
 Vitor Jubini - GZ
Um total de 26 pessoas são investigadas pelo desvio do dízimo doado à Maranata
Uma briga na Justiça está sendo travada para garantir que Gedelti Victalino Gueiros reassuma o comando da Maranata. Ele e os demais diretores da igreja foram afastados de suas funções no final do ano passado por decisões da Justiça estadual e da federal. Todos tiveram seus bens bloqueados, sigilos bancário e fiscal quebrados e foram impedidos de entrar no Presbitério de Vila Velha, a sede de comando da instituição.
Ao todo 26 pessoas estão sendo investigadas pelo desvio do dinheiro doado pelos fiéis. Na edição deste domingo, A GAZETA revelou com exclusividade detalhes das investigações feitas pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Entre eles está o possível enriquecimento ilícito dos pastores, cujo patrimônio chegou a crescer até seis vezes nos últimos cinco anos. E mais: a movimentação financeira desses pastores chega a ser até dez vezes superior ao rendimento declarado ao Imposto de Renda.

Comando

Na esfera federal a igreja conseguiu reverter o afastamento de Gedelti. No último mês, um habeas corpus assinado pelo desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF da 2ª Região) Raldênio Bonifácio Costa, o autoriza a reassumir suas atividades junto à igreja e ao Conselho Presbiteral, bem como ter acesso à sede administrativa da instituição.

Mas ele continua impedido de retornar ao cargo ou mesmo entrar no Presbitério porque ainda está valendo a decisão da juíza Sayonara Couto Bittencourt Barbosa, da Vara de Inquéritos Criminais de Vitória, que determinou seu afastamento, assim como o dos demais diretores da igreja, no final do ano passado.

O advogado Sérgio Carlos de Souza, que faz a defesa da Maranata, garante que um recurso já foi entregue à Justiça Estadual. "Já apresentamos documentos e fatos que comprovam a lisura da administração da igreja, mas a nossa defesa ainda não foi apreciada", assinalou, acrescentando ainda que já conseguiram uma decisão que garantiu o desbloqueio dos bens.

Na última segunda-feira a Justiça homologou o nome de três pastores para a direção da igreja. A indicação foi feita pela própria Maranata, em documento assinado por sua advogada, Bárbara Valentim. Acatava assim uma decisão da juíza Sayonara Couto Bittencourt Barbosa, que determinou que novos membros assumissem o comando da instituição.

Novos líderes


Para a diretoria administrativa, de Recursos Humanos e Financeira foi apontado o nome de Carlos Manoel de Souza Moraes, assim como o de Elson Pedro dos Reis para o posto de diretor de Engenharia e Construção, e de Izaldino Athayde Lima para o a diretoria de patrimônio. Na mesma lista aparecia o nome do coronel carioca Sérgio Gomes Novo para representar o Conselho Presbiteral.

Na última segunda, porém, uma decisão do juiz Marcelo Menezes Loureiro, da Vara de Inquéritos Criminais de Vitória, homologou os nomes de três diretores. Um dos indicados, Sérgio Novo, foi eliminado. De acordo com o advogado Sérgio Cardoso, o coronel reside no Rio de Janeiro e enfrentaria dificuldades para vir ao Estado com a frequência que o cargo exige, por isso foi feita a retirada de seu nome da lista. Até o momento a igreja não indicou um nome para representar o Conselho Presbiteral, que comanda a Maranata e seus mais de cinco mil templos no Brasil e outros no exterior.

Por intermédio de nota a igreja reafirmou a sua posição de que as acusações serão todas esclarecidas. "A Maranata jamais se insurgiu contra qualquer tipo de investigação que esclareça os fatos. Pelo contrário, sempre mostrou interesse em dirimir todas as eventuais dúvidas e acusações", diz, em nota oficial.

Ao todo, 26 pessoas – a maioria pastores – estão sendo investigadas por sua participação num esquema de corrupção que, segundo as investigações, desviou recursos doados por fiéis, um rombo que pode ultrapassar os R$ 21 milhões, segundo estimativas da própria igreja.

Igreja nega enriquecimento de pastores

Em nota oficial, publicada na edição de A GAZETA deste domingo, a Maranata garante que não há enriquecimento ilícito dos seus pastores. Diz ainda que o pastor Gedelti Gueiros teve uma movimentação financeira atípica nos período de 2008/2011 porque vendeu imóveis e que ingressaram em seus rendimentos recursos de aluguéis e salários que recebe.

A nota oficial afirma ainda que o patrimônio de Gueiros é "fruto do trabalho de toda uma vida", anterior a fundação da igreja e que pode ser comprovado em sua evolução patrimonial e declaração de Imposto de Renda. "A movimentação é totalmente legal pois havia lastro para embasá-la".

A nota é concluída atribuindo as dificuldades às dissidências. A igreja "lamenta que tais leviandades construídas por uma dissidência da igreja atentem contra os pilares firmes que há 45 anos sustentam a instituição", diz o texto.

As investigações do Ministério Público apontam que a movimentação financeira de Gueiros foi sete vezes superior a seu rendimento e que o patrimônio dos pastores cresceu até seis vezes nos últimos cinco anos.

Para o advogado Sérgio Carlos de Souza, que faz a defesa da igreja, outra incoerência vem da citação, nas investigações do patrimônio e movimentação financeira de outros três pastores: Adaísio Fernandes, José de Anchieta Fraga e Alexandre Melo Brasil. "A investigação é de 2007 a 2011, mas eles só passaram a fazer parte da diretoria no final de 2011", argumenta.

Souza, que também é pastor, assinala que as investigações não afetaram a rotina da igreja. Garante que há normalidade, não só administrativa, mas também nos cultos e nas reuniões com os fiéis. "O que temos vivido é um aumento do seu número de fiéis e uma firmeza entre os seus membros, que conhecem a origem dos problemas", disse. Sérgio assinala que uma prova disso foi o ingresso de mais de mil pastores na igreja em 2012.


Fonte: A Gazeta

 

BENS DE PASTORES DA MARANATA CRESCEM 6 VEZES

Foi a quanto chegou o aumento do patrimônio de alguns dos administradores da igreja, segundo investigação do Ministério Público

 

 

Foto: Vitor Jubini - GZ
 Vitor Jubini - GZ
Um total de 26 pessoas, a maioria pastores da Maranata, está sendo investigado pelo desvio de dinheiro do dízimo doado por fiéis
As investigações que apuram o desvio do dinheiro do dízimo doado pelos fiéis da Maranata revelam que os pastores que administravam a igreja podem ter enriquecido de forma ilícita. Um exemplo vem do patrimônio deles, que, nos últimos cinco anos, chegou a engordar até seis vezes. E não fica só aí: a movimentação financeira em suas contas foi até dez vezes maior do que o rendimento declarado ao Imposto de Renda.

A análise das finanças faz parte das investigações que estão sendo conduzidas pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e estão no processo que tramita na Vara de Inquéritos Criminais de Vitória, ao qual A GAZETA teve acesso.

O material serviu de respaldo para que a Justiça autorizasse a busca e a apreensão de documentos e equipamentos na igreja e na casa dos investigados, além do sequestro de bens da instituição e de seus pastores, no final do ano passado.

"Ressaltamos a corrida por retificações nas declarações de Imposto de Renda de boa parte das pessoas físicas alvos do processo, que fizeram acrescer transações, bens e valores até então omitidos para não demonstrar incompatibilidade."

"É possível extrair variadas descrições das práticas ilícitas adotadas por membros da igreja."

Relato dos promotores no processo que tramita na Justiça


Clandestino

Foi a partir da quebra do sigilo fiscal dos investigados que o Laboratório de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro, do Ministério Público Estadual, acabou confirmando as denúncias sobre a destinação clandestina do dinheiro doado pelos fiéis. "Era utilizado por determinados membros para investimento em bens e vantagens particulares", diz o relato dos promotores, no processo.

De acordo com as denúncias, com o dinheiro doado foram comprados apartamentos, casas, sítios, carros, e pagas contas de cartões de crédito. Até dólares foram enviados para o exterior na mala dos fiéis. O resultado, segundo relato dos promotores, é uma evolução patrimonial "considerável e incompatível" com a renda declarada.

Enriquecimento

Para exemplificar a situação à Justiça, foram utilizados cinco casos de pastores e suas respectivas situações patrimonial e financeira. "Há exemplos do súbito, injustificado e suspeito enriquecimento de alguns membros da igreja", relata o texto.

Um dos casos apontados é o de Gedelti Victalino Gueiros, um dos fundadores e presidente da Maranata, afastado do cargo no final do ano passado. A movimentação de dinheiro em sua conta foi sete vezes superior ao seu rendimento, "indicando clara incompatibilidade entre os anos de 2009 e 2011", diz o texto do processo.

Em 2009, por exemplo, seu rendimento bruto declarado foi de R$ 127 mil, mas a movimentação em sua conta superou os R$ 964 mil.

Sem crise

Não é muito diferente a situação de Antonio Angelo Pereira dos Santos, ex-vice-presidente, que foi apontado pela própria igreja como um dos responsáveis pelo esquema de corrupção. Seus bens, assim como sua movimentação financeira, cresceu mais de seis vezes nos último cinco anos.

Um detalhe curioso é que o seu patrimônio continuou aumentando até mesmo nos períodos em que seus vencimentos estavam em queda. De 2009 para 2010, seu rendimento caiu de R$ 77 mil para R$ 45 mil, mas seu patrimônio foi de R$ 349 mil para 375 mil.

Há ainda o caso do pastor Adaíso Fernandes Almeida, cujo patrimônio saltou de R$ 667 mil para R$ 2,97 milhões em cinco anos; do pastor José de Anchieta Fraga Carvalho, cujo patrimônio triplicou, e sua movimentação financeira foi quase dez vezes superior ao seu rendimento declarado; e também do pastor Alexandre Melo Brasil, cujo entra e sai em sua conta foi oito vezes maior do que seus vencimentos.

Boa parte dessa movimentação ocorreu no momento em que o mundo vivia os reflexos da crise financeira que teve início em 2008 e teve repercussões nos governos federal, estaduais e municipais e até nas empresas nos anos que se seguiram.

Infográfico: Pastores mais ricos

Investigados


Ao todo, 26 pessoas estão sendo investigadas pelo Gaeco como responsáveis pelas fraudes. A maioria fazia parte da administração da igreja, grupo destituído pela Justiça no final do ano passado. Entre essas pessoas estão Gedelti Victalino Gueiros e Antonio Angelo Pereira dos Santos.

O esquema de corrupção que desviou o dinheiro doado pelos fiéis foi viabilizado por intermédio de notas fiscais frias que pagavam serviços superfaturados, segundo as denúncias. Elas indicam o envolvimento de pastores, diáconos e até fornecedores do Presbitério de Vila Velha, que concentra a administração dos mais de 5 mil templos no Brasil, além de outros no exterior.

Segundo relato dos promotores do Gaeco, constantes no processo que tramita na Justiça, o dízimo foi usado até em outras vantagens particulares. "E, para acobertar os desvios e as irregularidades, os envolvidos no esquema criminoso se valiam da constituição fraudulenta de empresas e acordavam a emissão de notas fiscais superfaturadas", diz o texto.

Há denúncias ainda de que equipamentos eletrônicos foram adquiridos no exterior e importados de forma ilegal. O material teria sido utilizado na montagem de um sistema de audiovisual para a igreja transmitir seus cultos para templos no Brasil e no exterior.

Entre os crimes que podem ter sido cometidos estão estelionato, falsidade ideológica, formação de quadrilha, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e até formação de curral eleitoral. Há investigações também sendo feitas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal.

Silêncio

O promotor do Gaeco, Lidson Fausto da Silva, não quis se manifestar sobre detalhes do caso, argumentando que as informações são fornecidas por intermédio de nota oficial do Ministério Público Estadual, quando necessárias.

Silêncio semelhante, segundo as poucas informação confirmadas pelo promotor, vem sendo mantido pelos membros da igreja já intimados a depor. Quase todos têm se recusado a falar, sob o argumento de que só comentam o caso em juízo.

Uma preocupação de que essas pessoas poderiam sofrer algum tipo de intimidação está presente no processo. Promotores relatam as dificuldades encontradas para colher novas provas e depoimentos em decorrência até do "receio de sofrer retaliações, perseguições e difamações na igreja", diz o texto do processo judicial.

A juíza Sayonara Couto Bittencourt Barbosa chegou a proibir que as 26 pessoas investigadas, incluindo os pastores, façam contato com qualquer testemunha que já foi ouvida ou que ainda vá prestar depoimento. Há pessoas que têm recorrido à Ouvidoria do Ministério Público Estadual e ao Gaeco para fazer suas denúncias por telefone. "Quem liga para o 127 ou 3145-7150 tem o sigilo garantido", assinala o promotor Lidson.

Resposta


O advogado Rodrigo Horta, que faz a defesa do pastor Adaísio, disse que só fala sobre o assunto em juízo. José Luiz Oliveira de Abreu, advogado de Antonio Angelo, discorda das afirmações dos promotores. Ele garante que o patrimônio de seu cliente é compatível com o rendimento do mesmo e que isso será provado no momento certo, "na Justiça", assinalou.

Foi por intermédio da assessoria de imprensa da Maranata que os demais pastores citados na matéria responderam às denúncias de enriquecimento ilícito. José de Anchieta informou que o aumento de seu patrimônio "se deve ao trabalho prestado por sua empresa a uma multinacional que lhe rendeu um faturamento especial naquele período".

Já Alexandre Mello, que também é advogado, explicou que "recebe quantias em nomes de clientes, faz o saque e repasses, ficando apenas com os honorários, o que justifica sua movimentação bancária".

Convicção

O ex-presidente da Maranata, Gedelti Victalino Gueiros, assinalou que, "de acordo com parecer técnico de auditoria independente, a evolução financeira no período de 2007 a 2011, contrapondo aos dados apresentados pelo Ministério Público Estadual, é compatível com seus rendimentos". Acrescentou ainda que os dados estão à disposição da Justiça.

A Igreja Maranata, por sua vez, assinala que reafirma sua convicção de que as acusações serão esclarecidas. "A igreja jamais se insurgiu contra qualquer tipo de investigação que esclareça os fatos", disse em nota oficial, acrescentando que "é com base na transparência e respeito integral à verdade que a Igreja Cristã Maranata confia no rápido desfecho para esse lamentável episódio".

Entenda o caso

Denúncias
No final de 2011,  circularam informações de que o dízimo doado por fiéis da Maranata estava sendo desviado por pastores, diáconos e fornecedores da igreja

Matérias

Após A GAZETA publicar matérias sobre as fraudes, o Ministério Público Estadual abriu uma investigação criminal em fevereiro do ano passado

Rombo

O prejuízo estimado era de R$ 21 milhões, mas a Maranata recorreu à Justiça, pedindo o ressarcimento de R$ 2,1 milhões

Acusados

O então vice-presidente da igreja, Antônio Angelo Pereira dos Santos, e o diácono e contador Leonardo Alvarenga foram apontados, pela Maranata, como os responsáveis pelo esquema de corrupção que desviou o dízimo. Os dois foram afastados de suas funções e processados na Justiça

Investigações

As investigações conduzidas pelo Gaeco revelaram que outros pastores da cúpula da Maranata, incluindo seu líder, Gedelti Gueiros, estavam envolvidos nas fraudes. Seus sigilos bancário e fiscal foram quebrados

Operações

No fim de 2012, os promotores do Gaeco e a Polícia Federal realizaram uma operação conjunta, denominada “Entre irmãos”, em que  foi feita a busca e a apreensão, além do sequestro de bens da igreja e dos pastores investigados
Fonte: A Gazeta

 

domingo, 9 de dezembro de 2012

DESCULPAS ESFARRAPADAS




 Eu vejo muitos religiosos usando sempre as mesmas desculpas, convictos de estão usando argumentos sólidos, para defender, justificar e/ou explicar determinadas passagens da bíblia. Neste artigo eu vou abordar as mais frequentes destas desculpas.

Você não está interpretando corretamente: Essa desculpa da interpretação é a mais batida de todas. Se os significados dos textos da bíblia (ou do livro sagrado de qualquer outra religião) são apenas uma questão de interpretação, então, em um mundo com 7 bilhões de habitantes, quantas interpretações diferentes existem? E, mais importante que isso, qual é a interpretação correta? Por que a sua interpretação, amigo teísta, esta certa e a interpretação de qualquer outra pessoa, que professe ou não a mesma crença que você, esta errada? Por que até mesmo entre os membros do clero existem divergências quanto a interpretação de determinados trechos da bíblia?
Mas vamos interpretar alguns trechos bíblicos:
“Então subiu dali a Betel; e, subindo ele pelo caminho, uns meninos saíram da cidade, e zombavam dele, e diziam-lhe: Sobe, calvo; sobe, calvo!E, virando-se ele para trás, os viu, e os amaldiçoou no nome do SENHOR; então duas ursas saíram do bosque, e despedaçaram quarenta e dois daqueles meninos.“ 2 Reis 2:23-24
Não sei quanto a vocês, mas a minha interpretação deste texto é de que seu eu chamar alguém de calvo, e esse alguém se ofender, então eu serei punido por deus, que é todo amor e todo bondade, com uma morte violenta, cheia de pavor, sofrimento e desespero, nas garras de animais selvagens. Estou interpretando errado, amigos religiosos? Sim? Então qual é a interpretação correta? Qual interpretação torna este ato tão brutal, injusto e sanguinário em algo agradável, divino, nobre e moral? O que justifica uma carnificina de 42 crianças?
Vamos a outro exemplo:
“E estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam dois ou três almudes. Disse-lhes Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima. E disse-lhes: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E levaram. E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho (não sabendo de onde viera, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água), chamou o mestre-sala ao esposo. E disse-lhe: Todo o homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho.“ João 2:6-10
E então, qual é a interpretação para esse trecho da bíblia? É interessante que em trechos como esse, que não narram atrocidades como a de 2 Reis 2:23-24, os religiosos não alegam que haja alguma interpretação especial. Aqui, muitos cristãos afirmam que é apenas o relato de um milagre de Jesus, sem necessidade de interpretações. Mas, se por um acaso, alguém interpretar que essa passagem significa que, como Jesus transformou a água em vinho, nós não devemos nunca beber água e que, em vez disso, devemos beber apenas vinho? E agora amigos teístas, como fica essa conversa de interpretação?
O fato é que, quando um trecho bíblico narra algo que incomoda os cristãos, como estupro, escravidão, limpezas étnicas, genocídios e por ai a fora, surge a desculpa da interpretação, e geralmente com uma interpretação mirabolante que não explica nada. Fora que nunca nenhum religioso explicou, de forma convincente e embasada, por que a palavra de deus abre margem para interpretações em vez de ir direto ao ponto, como se um deus onisciente não soubesse a quantidade de problemas e confusões que isso gera.

Você está citando esse trecho fora do contexto: Tão frequente quanto a desculpa da interpretação, a desculpa do contexto é usada por muitos cristãos que sequer demonstram saber o que significa uma citação fora do contexto. Então, antes de mais nada, vejamos o que é uma citação fora do contexto: Quando um texto faz uma afirmação que, mais à frente, é refutada pelo mesmo texto, citar a afirmação sem citar a parte do texto que a refuta caracteriza uma citação fora do contexto. Por exemplo:
“Roubar é uma coisa boa se você quiser passar alguns anos na cadeia e conviver o resto da vida com o preconceito de ser ladrão e/ou ex-presidiário”.
Se você pegar a frase acima e citar apenas o trecho que diz que roubar é uma coisa boa e omitir o restante da frase, que refuta a ideia de que roubar é bom, você terá feito uma citação fora do contexto. Agora vejamos uma citação bíblica a qual eu já fui acusado várias vezes de citar fora do contexto:
“Tudo que for achado será transpassado e todo o que for apanhado, cairá à espada. Suas crianças serão despedaçadas diante de seus olhos; as suas casas serão saqueadas e a mulher de cada um estuprada.” Isaías 13: 15-16
Este trecho narra a destruição da Babilônia (que foi ordenada por que os babilônicos eram pagãos). Em nenhum momento do livro de Isaías, ou de qualquer outro livro bíblico, essa passagem, que ordena um verdadeiro genocídio, é refutada. Logo, “pinçar” este trecho da bíblia, como muitos cristãos gostam tanto de dizer, não é, de maneira nenhuma, citá-lo fora do contexto.
Outro exemplo:
“Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. E os que o acharam apanhando lenha trouxeram-no a Moisés e a Arão, e a toda a congregação. E o meteram em prisão, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. Então disse o Senhor a Moisés: certamente será morto o homem toda a congregação o apedrejará fora do arraial. Levaram-no, pois, para fora do arraial, e o apedrejaram, de modo que ele morreu como o Senhor ordenara a Moisés.” Números 15:32-36
Neste trecho, deus decreta a sentença para quem trabalhar aos sábados: Morte por apedrejamento.
Quando eu cito este trecho da bíblia, muitos religiosos me dizem que ele está fora do contexto. Então muito bem, se esta citação está fora do contexto, eu desafio qualquer religioso a me mostrar o trecho da bíblia que refuta a sentença de morte por apedrejamento para quem trabalhar aos sábados.

Você tem que levar em conta a época: Essa é uma das minhas preferidas! Quando cito algum trecho da bíblia que narra alguma coisa que hoje sabemos ser errada, mas que na época em que o determinado trecho foi escrito era normal e aceitável, muitos cristãos alegam que eu tenho que levar em conta o momento histórico e/ou os costumes da época. Filhotes, ao usar essa desculpa o que vocês estão dizendo é algo que eu falo com frequência: Se o que está escrito na bíblia se aplica apenas para a época em que foi escrito, então a bíblia nada mais é do que um livro de história e deve ser tratada como tal.
Se não, vejamos:
“E quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das nações que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas. Também os comprareis dos filhos dos forasteiros que peregrinam entre vós, deles e das suas famílias que estiverem convosco, que tiverem gerado na vossa terra; e vos serão por possessão. E possui-los-eis por herança para vossos filhos depois de vós, para herdarem a possessão; perpetuamente os fareis servir; mas sobre vossos irmãos, os filhos de Israel, não vos assenhoreareis com rigor, uns sobre os outros.” Levítico 25: 44-46
Neste trecho, vemos que deus autoriza a escravidão, contanto que os escravos sejam estrangeiros. Este trecho da bíblia, inclusive, foi muito usado pelos senhores de escravos na América para “provar” aos africanos que eles foram escravizados pela vontade de deus. Perante esta passagem da bíblia, muitos cristãos argumentam que naquela época a escravidão era uma coisa normal e aceitável, mas se deus ama tanto assim as pessoas, então por que ele permitia que fossem escravizadas? Se deus é onisciente, ele não deveria saber, mesmo naquela época, que a escravidão é abominável? E, principalmente, já que naquela época a escravidão era aceitável e hoje não é mais, por que deus não envia um novo profeta para se retratar sobre esse trecho, passando a proibir a escravidão em vez de permiti-la?

Isso era no tempo da lei: Muitos cristãos, principalmente os evangélicos, quando questionados sobre algumas atrocidades do antigo testamento que, segundo a bíblia, foram cometidas ou ordenadas por deus, alegam que isso foi no tempo da lei (de Moisés) e que com o nascimento de Jesus deus firmou uma nova aliança com a humanidade, anulando a lei. Filhotes, como vocês conseguem chamar a si mesmos de evangélicos se nem sequer conhecem o evangelho? E se conhecem o evangelho, como raios alegam essa história de tempo da lei? Vejamos o que seu amigo imaginário, Jesus, fala no evangelho:
“Não penseis que eu vim para abolir a lei ou aos profetas. Não vim abolir, mas cumprir”. Mateus 5:17
Agora eu pergunto aos evangélicos e demais cristãos que usam a desculpa do tempo da lei, por que raios vocês usam essa desculpa se, segundo o evangelho, Jesus, a quem vocês consideram como sendo seu mestre, deixa bem claro que essa conversa do tempo da lei é a mais pura balela?

Mistérios divinos: Essa, com certeza, é a desculpa mais esdrúxula que muitos cristãos usam para defender passagens atrozes da bíblia. Usam frases de efeito como “os desígnios de deus são misteriosos”, “a mente humana não é capaz de compreender os mistérios divinos”, “deus tem um plano para sua vida que só será revelado na hora certa” e várias outras coisas do tipo. Apenas me respondam, se tudo é um mistério divino, como é que vocês simplesmente “sabem” o que são esses mistérios? Ou por acaso o mistério é só pra mim e pra vocês o seu amigo imaginário já revelou? E se ele revelou pra vocês, onde estão as provas de que essa revelação ocorreu? Se lhes foi revelado, por que ainda chamam de mistérios?

Exegese e Hermenêutica: Essas são muito usadas por aqueles que gostam de pagar de intelectuais. Primeiramente, vamos esclarecer, para os que ainda não sabem, o que exatamente isso significa.
Exegese é a interpretação profunda de um texto bíblico, jurídico ou literário. A tarefa da exegese dos textos sagrados da Bíblia tem uma prioridade e anterioridade em relação a outros textos. Isto é, os textos sagrados são os primeiros dos quais se ocuparam os exegetas na tarefa de interpretar e dar seu significado.
Hermenêutica é um ramo da filosofia e estuda a teoria da interpretação, que pode referir-se tanto à arte da interpretação, ou a teoria e treino de interpretação. A hermenêutica tradicional - que inclui hermenêutica Bíblica - se refere ao estudo da interpretação de textos escritos, especialmente nas áreas de literatura, religião e direito.
Muitos cristãos alegam que aqueles que não entendem de Exegese e Hermenêutica não estão qualificados para entender os textos “sagrados”. Como podemos ver acima, nas definições de Exegese e Hermenêutica, isto nos remete a desculpa da interpretação.
Além disso, se uma pessoa questiona um trecho bíblico, ou mesmo a bíblia como um todo, e um cristão alega que aquela pessoa não é qualificada para entender a bíblia, por qualquer motivo que seja, deixando o questionamento sem resposta, isso nada mais é do que a falácia ad hominem, que consiste em atacar e/ou desqualificar o argumentador em vez de contra-argumentar com ele. Também há aqueles que dizem ser especialistas em Exegese e/ou Hermenêutica e que por isso apenas eles é que são qualificados para interpretar a bíblia. Isso nada mais é do a falácia do apelo a autoridade... se uma pessoa é especialista em alguma coisa, parabéns por conquistar isso pelos próprios méritos. Contudo, o fato de alguém ser especialista em alguma coisa não significa que esta pessoa está sempre certa sobre esse assunto, nem tampouco exime essa pessoa de provar a veracidade do que ela afirma.

Deus está acima de nós, por isso não devemos questionar: Falácia da alegação especial.

Atacar a ciência: Quando eu cito alguma teoria científica (e suas provas/evidências) que contradiz a bíblia como, por exemplo, a Teoria do Héliocentrismo (que contradiz o trecho da bíblia que diz que o Sol que gira em torno da Terra) ou a Teoria da Evolução (que contradiz o trecho da bíblia que diz que deus criou o homem e os animais tal qual são hoje) muitos cristãos atacam a ciência.
Alguns dizem que a ciência não explica tudo. De fato, existem coisas que a ciência ainda não sabe explicar, mas isso não significa não haja explicação, significa apenas que a explicação ainda não foi descoberta. Existem muitas coisas que, durante muito tempo, ninguém sabia explicar, mas que acabaram sendo explicadas pela ciência. Por exemplo: por muito tempo as pessoas colocavam um pedaço de pão bolorento sobre as feridas, pois isso ajudava no processo de cura da ferida. Ninguém sabia o motivo e muitos diziam que isso era uma forma de bruxaria, até que, em 1928, Alexander Fleming descobriu que isso era devido a um antibiótico natural, derivado do bolor. Eis que foi descoberta a penicilina. Além disso, atribuir à deus tudo o que não se sabe explicar constitui a falácia do apelo a ignorância.
Outros alegam que “isto é apenas uma teoria”. Para estes falta o mínimo de conhecimento científico! Uma das primeiras coisas que se aprende quando se estuda qualquer ramo da ciência, em níveis acadêmicos, é que uma teoria científica não se trata de uma possibilidade, mas sim de um conjunto de estudos, suportados por evidências, que explica um determinado fato ou fenômeno.
Ainda tem aqueles que afirmam com veemência: “Eu não acredito na ciência!”. Filhotes, se vocês não acreditam na ciência, então parem imediatamente de colher os frutos da ciência. Joguem no lixo seus computadores, celulares, smartphones, tablets, fogões, geladeiras, micro-ondas, carros, motos, rádios, aparelhos de TV, nunca mais viajem de avião e/ou helicóptero e nunca mais usem nada que necessite de eletricidade para funcionar, nem mesmo lâmpadas. Também parem de usar imediatamente qualquer coisa que seja movida por um motor, roda d’água, cata-vento e etc. Além disso, quando adoecerem, nunca mais tomem remédios e nem vão ao médico, pois a medicina também é uma ciência.

Você tem que respeitar a bíblia: Essa não podia faltar. A maioria dos religiosos demonstra uma séria falta de capacidade para entender que o respeito é uma via de mão dupla, querem respeito para eles, seu amigo imaginário e seu livrinho, mas nada de respeitar os outros. A bíblia diz que, por ser ateu, eu sou o que existe de pior na humanidade e me condena sem julgamento e sem direito de defesa. Como raios eu posso respeitar a bíblia se aqueles que a escreveram, o ser que supostamente a inspirou, deixam bem claro que eles não só não me respeitam como também desejam todo o mal para mim?

Eu sinto em meu coração que a bíblia é a palavra viva de deus: Falácia do apelo emocional! Este tipo de afirmação tenta convencer através da comoção, sem apresentar argumentos lógicos, racionais e/ou razoáveis, nem provas ou evidências.

thegodlessman.blogspot.com.br

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

QUANTOS SÃO OS EVANGÉLICOS NO BRASIL?

Recebi um e-mail com este artigo e acredito que deveria ser publicado pelo Jornal A Tribuna aqui do Espírito Santo, porque já saíram duas reportagens pagas por pastores informando sobre este falso crescimento da religião evangélica.
Odlave Sreklow

Segue:




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Para uns somos 20,2%, ou cerca de 40 milhões de pessoas. Outros falam em 51,1 milhões. Os mais otimistas falam que em 2020 seremos mais da metade da população, ou cerca de 105 milhões de almas.

Por Marcos Stefano
A velha máxima de que os números não mentem pode estar com os dias contados.
Pelo menos, no que diz respeito a estatísticas sobre religião no Brasil. Contrariando as últimas pesquisas sobre a fé no país, que apontam os evangélicos como sendo 20,2% da população – ou menos de 40 milhões de pessoas –, diversas denominações apostam em um panorama mais otimista, no qual os crentes já seriam atualmente 51,1 milhões. Dizem mais: que, caso se mantenham as atuais taxas de crescimento do segmento cristão evangélico, os crentes em Jesus serão, já em 2020, mais da metade da população brasileira, o que equivaleria a 105 milhões de almas. Números evangelásticos (termo cunhado para se referir aos constantes exageros dos crentes) à parte,o certo é que organizações que se dedicam a estatísticas religiosas trabalham com números que apontam uma maioria religiosa protestante no Brasil em apenas dez anos.

O cálculo é feito por organizações como o Departamento de Pesquisas da Sepal (Servindo Pastores e Líderes) e o Ministério Apoio com Informação (MAI), levando em conta a taxa de crescimento que os evangélicos tiveram nas últimas décadas, sobretudo a de 1990. As projeções têm como ponto de partida os Censos periódicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pelo levantamento de 1991, por exemplo, sabe-se que os evangélicos eram 13 milhões naquele tempo, ou 8,9% da população brasileira. Nove anos depois, em 2000, já haviam dobrado de tamanho, passando a ser 26, 1 milhões, 15,45%. “Se o crescimento anual se mantiver nesses patamares, de cerca de 7,4% ao ano, poderemos ter, sim, mais de 50% da população brasileira composta por evangélicos”, aponta o pastor Luis André Bruneto, ligado ao Departamento de Pesquisas da Sepal. “Tudo bem que a tendência mais para frente é que esse aumento venha a se estabilizar. Mas, levando-se em conta a taxa de crescimento anual dos evangélicos, que é mais de três vezes o da população do país em geral, podemos dizer que hoje um em cada quatro brasileiros é protestante”, confirma a matemática Eunice Zillner, do MAI.

Em relação às disparidades de números com um dos últimos levantamentos feitos, o Mapa das Religiões da Fundação Getúlio Vargas (FGV), baseado nos dados da Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE, Bruneto aponta que essa classificação pode ser imprecisa. O estudo destaca uma estabilidade do crescimento pentecostal, que fica em 12% do total da população, um pequeno crescimento das denominações históricas, que passam de 5,39% para 7,47%, e um forte aumento daqueles que se dizem evangélicos, mas não estão em nenhuma denominação específica. “Essas nuances já eram esperadas quando comparadas as mesmas curvas estatísticas entre os censos de 1980 e 2000. Por outro lado, o Mapa das Religiões coloca as quase 200 classificações batistas como ‘históricas’, quando a maioria desse grupo deveria ser classificada como ‘pentecostal’. Em contrapartida, a Universal do Reino de Deus, que sofre grande concorrência, é tida também como ‘pentecostal’ – mesmo grupo no qual foram incluídas as Testemunhas de Jeová no estudo”, critica.

Apesar deste e outros notáveis equívocos, o Mapa das Religiões também confirma o que diversos estudiosos do fenômeno religioso brasileiro já vinham falando: o crescimento econômico e as melhores condições sociais e educacionais no Brasil favoreceriam uma migração de fiéis para igrejas históricas, conhecidas pelo ensino bíblico mais profundo e pela organização eclesiástica que favorece maior participação dos membros, inclusive em termos administrativos. Já o aumento explosivo dos evangélicos, hora ou outra, acabaria levando a um processo de secularização, com o surgimento de crentes apenas “nominais”. Ou seja, é gente que se identifica como protestante por ter nascido ou feito parte de uma denominação, mas agora não frequenta mais a igreja.

PADRÕES HISTÓRICOS
Tais nuances fazem com que muita gente fique com a pulga atrás da orelha com previsões muito otimistas neste aspecto. Mesmo trabalhando com os números, o próprio Bruneto é um que recomenda cautela. “Não se tratam de dados reais. São apenas projeções e perigosas”, observa. Como se está lidando com pessoas, e não com uma ciência exata, é bom deixar claro que a dinâmica populacional é muito intensa e que disparidades e mudanças dificultam a concretização de muitas previsões. Um bom exemplo é o surgimento do secularismo e a queda do crescimento de qualquer religião, comuns após a terceira ou quarta gerações dos convertidos. Exemplo disso acontece na Região Sul, justamente onde aportaram os luteranos, primeiros protestantes a chegarem ao Brasil como grupo organizado, a partir de 1824, com a imigração germânica. No Rio Grande do Sul, é possível encontrar a cidade mais evangélica do Brasil, Quinze de Novembro, com 80,4% de crentes, a apenas 20 quilômetros de uma das menos evangélicas, Alto Alegre, com 0,28% de protestantes. Outro caso é Timbó, em Santa Catarina. Lá, a Igreja Luterana tem mais de 15 mil membros, mas apenas 40 pessoas participam de seus cultos a cada domingo.

“Não existem estudos sérios e estatísticas confiáveis que nos permitam acreditar que o Brasil terá maioria evangélica em uma década”, sentencia o sociólogo Paul Freston, professor catedrático de religião e política na Wilfrid Laurier University, no Canadá, e colaborador na pós-graduação em sociologia na Universidade Federal de São Carlos (SP). Ele defende que, para fazer uma conta mais próxima da realidade, é necessário considerar os padrões históricos de crescimento dos evangélicos a partir dos anos 1950 e não somente na década de 90, quando houve um “pulo”. “Tempos atrás, também falaram que alguns países da América Central teriam a maior de parte de suas populações composta por evangélicos ainda antes da virada do milênio. Claro, isso não se confirmou. Se uma religião avança, outras respondem para frear a perda de fieis”, argumenta o estudioso.

Freston, que é evangélico, diz que já foi considerado um homem sem fé por causa de suas posições mais conservadoras, mas prefere optar por estimativas que considera mais realistas. “Se o crescimento não continuar tão acelerado, os evangélicos terão fracassado? De forma alguma”, ressalva. “A se confirmar o maior crescimento dos tradicionais, devemos levar em conta que, durante 25 anos, pentecostais e neopentecostais estiveram na linha de frente do avanço evangélico no Brasil. Mas essa perda de vigor também precisa ser melhor analisada. O processo pode mostrar uma perda de capacidade de diálogo dos evangélicos com a sociedade. E isso pode trazer consequências ruins a longo prazo”, alerta. Até a divulgação dos números definitivos do Censo 2010, que se promete para o ano que vem – e mesmo depois disso, já que eles parecem tão inconclusivos –, muita água vai correr sob essa ponte.


Fonte: http://cristianismohoje.com.br/interna.php?id_conteudo=818 
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