sábado, 5 de setembro de 2009

OLHE PARA JESUS E VOCÊ ENTENDERÁ A PALAVRA!

Retirado do site: http://www.caiofabio.com/2009/conteudonews.asp?codigo=7



 “Vós tendes a unção que vem do Santo,
e não precisam de que ninguém ensine a vocês!”



LEITURA DO NOVO TESTAMENTO: cada pessoa no Caminho deve fazer a leitura do N.T. conforme a seqüência que se segue, sem leitura orientada, a fim de que cada um, de si mesmo, verifique o significado do Evangelho sem as leituras pré-condicionantes aprendidas na religião.

Os livros do Novo Testamento foram escritos na seguinte ordem: 1ª. e 2ª. Tessalonicenses; Gálatas, Efésios, 1ª. e 2ª. Coríntios, e Romanos; Colossenses, Filemom; Filipenses, 1ª. e 2ª. Timóteo e Tito; 1ª. Pedro; Marcos; Mateus; Hebreus; Lucas; Atos; Tiago, Judas, 1ª. 2ª. e 3ª. João; o evangelho de João, 2ª. Pedro; e Apocalipse.

CHAVE HERMENÊUTICA: OLHE PARA JESUS E VOCÊ ENTENDERÁ A PALAVRA. "O Verbo se fez carne...", sendo assim, a Encarnação torna-se nossa única e possível chave hermenêutica para entender a Palavra, a mim mesmo, o próximo e a realidade atual.

1. Deve-se ler existêncialmente a Bíblia como tendo seu espirito realizada em Cristo. Ele veio para cumprir tudo. Cumpriu? Sim! Está consumado! Mas cumpriu de uma maneira legal-aos-sentidos? Não! Prova disso que o cumprimento da Palavra em Jesus era justamente aquilo que os mestres da Lei em Seus dias chamavam de transgressão. Assim, há um espírito até na Lei. Jesus cumpriu esse espírito, não suas materializações!

2. Deve-se ler as "falas" de Jesus e não somente fazer (quando se faz) exegese do texto. Antes disso, deve-se perguntar: qual o significado desse ensino de Jesus para Jesus? E a resposta é uma só: veja como Ele lidou com a vida, com as pessoas, com os fatos! Conferindo uma coisa com a outra fica-se livre da construção de dois seres irreconciliáveis: o Jesus que viveu cheio de amor e graça, e o Jesus que ensinou coisas que só os interpretes autorizados conseguem "captar".

3. Desse modo, então, não se faz jamais uma interpretação textual que não coincida com o comportamento e com a atitude de Jesus na questão, conforme o Evangelho. Eu confiro tudo com o espírito de Jesus, conforme o Evangelho.

4. Só assim Jesus não fica esquizofrênico ante os nossos sentidos: o que Ele disse, Ele viveu; e o que Ele viveu, é o que Ele disse.

"Assim, Jesus é a chave hermenêutica para se discernir a Palavra, mas mesmo assim, eu só a conhecerei como Verdade, se eu mesmo a provar na minha carne; e isto é o que acontece quando a gente anda no Caminho; e assim é mesmo quando a gente tropeça."

O Caminho versus a instituição

Texto retirado do site:
http://ocaminhodagracapublica.blogspot.com/2009/03/o-caminho-versus-instituicao.html


Não carregamos alguma espécie de fobia institucional, como se o simples fato de desviar-se da instituição promovesse o Evangelho. Não é o caso.

Toda instituição que existe para servir aos homens é boa e útil. Porém, quando ela demanda que os homens existam para mantê-la e servi-la como finalidade, então, ela se torna demoníaca e instrumento do congelamento das almas humanas.

Penso que a instituição é sempre algo como o Sábado nas narrativas do Evangelho: pode ser dia de descanso ou pode ser dia de prisão, juízo e morte. Assim como o Sábado foi feito para o homem e não o homem para o Sábado, também a instituição existe para servir ao homem, e não o homem à instituição. Sim, o institucional nos serve.

Veja: reconhecimento e afinidade geram instituição. Instituição é fruto da convicção em comum. Onde quer que pessoas se encontrem em razão de uma convicção em comum, ali há uma instituição, mesmo que seja nos encontros do bar da esquina.

Ora, nesse sentido, até o espaço virtual do portal
www.caiofabio.com, pela convergência de milhares de pessoas que a ele se ligaram pela convicção e em razão de cuja convergência veio a surgir naturalmente o Caminho da Graça, é também uma instituição.

Parece tudo muito simples de entender, mas a história mostra como o poder de perversão humana é facilmente exposto quando a instituição se instala em nós com I maiúsculo. É assim em todos os níveis sociológicos e, naquilo que nos interessa aqui, também é assim no cristianismo protestante do qual descendemos. Ora, isto vai das formalidades e das politicagens dos concílios e das convenções denominacionais e ministeriais até as mais cretinas formas de perversidade praticadas em nome de Jesus, e feitas de intrigas, tiranias, perseguições neuróticas e invenções mirabolantes que tiram a simplicidade do Evangelho e pervertem o sentido de ser evangélico.

Por isso, minha luta nunca foi contra a instituição, pois tal luta é tão inglória e tola quanto correr da própria sombra. Minha luta sempre foi contra
a institucionalização.

A instituição deve ser fruto do que é. Já a institucionalização põe o que é a serviço de algo que já não é, posto que apenas um dia foi. Como assim?

O princípio do Evangelho acerca do que se institui pela realidade e necessidade, em contrapartida àquilo que um dia foi e hoje já não é, nos é apresentado por duas imagens: a dos odres velhos e dos novos e a da veste velha e do pano novo.


A instituição é validada pela sua relevância e pelo seu significado real para a vida hoje. Instituição é um ente vivo se é feito de gente e para gente! Mas Institucionalização é o esforço presente por manter o passado e suas regras humanas de ontem válidas para hoje, mesmo que ninguém consiga ver a sua significação. Logo, é só a ditadura dos defuntos.

Assim, o pano novo e o vinho novo correspondem à instituição do que é — do que é necessário e do que é verdadeiro e sincero com a realidade. Do mesmo modo, a veste velha e o odre velho, com seu vinho velho, correspondem à institucionalização.

Jesus disse que era para não se tentar instituir o novo no velho instituído, pois jamais haveria compatibilidade.

Já o que se faz instituído como algo fixo (institucionalização) deseja vestir para sempre as pessoas com as vestes de ontem e almeja que cada nova geração goste do mesmo vinho produzido num ontem eterno. Assim, o que antes fora vinho novo, tendo sido condicionado por um odre de imutabilidade, pode hoje já não ser nada, além de vinagre. E o perigo é esse: beber vinagre como quem bebe vinho!

O Evangelho Imutável é o Vinho, e o resto tem a ver com o tempo, com a hora, com a ocasião. Só que nós, cristãos, acabamos institucionalizando o Odre, e o Odre ganhou uma importância tão grande que a gente briga, mata e morre pelo Odre, mas são poucos os que estão interessados com a qualidade do Vinho.

Saibam todos: é por ter entregado a alma à "Institucionalização" e as instituições a gente sem alma que a "igreja" carrega as mazelas desse estado de ser. A lei, o orgulho, a vaidade, o mercado, a vanglória, a fama, o culto à imagem, o comportamentalismo, a superficialidade, o formalismo, os ciúmes, a picaretagem, a fixação no controle das pessoas, as jogadas políticas, a venda de votos, as negociatas e a grotesca hipocrisia tornaram os evangélicos insuportáveis até para os evangélicos mais sensíveis!

Portanto, algumas coisas precisam ficar claras:



  1. Não é a instituição que tem o poder de matar as coisas, mas sim o coração que se deixa fixar pela Instituição, fazendo da existência dela um fim em si mesmo — a Institucionalização da Fé! Basta, entretanto, um coração se sentir superior, alguém se sentir dono histórico da casa, sendo sempre um ser mais importante do que os que forem chegando depois, então tudo se perverte! Eu estou me referindo àquelas tentativas de ir fazendo pequenas leis que não são da Palavra, mas que vamos chamando de "sabedoria" no início. Depois muda: "É o nosso costume". Em seguida se torna: "É o nosso modo de ser". E, então, quando os que começaram já não estão, a gente diz: "Não era assim que se fazia" ou "não podemos mudar como era. Se mudar nós perderemos a nossa identidade".

  2. Se mantivermos a alma no Evangelho, com o software da graça e do amor rodando na mente o tempo todo, com a consciência simples, andando no Senhor Jesus, tratando uns aos outros como irmãos — sem se imporem, sem evocarem pedigree, sem dizer: "Eu cheguei aqui primeiro", sem ficar auditando uns aos outros, sem ficar fiscalizando uns aos outros, sem ficar impondo suas próprias decisões pessoais e particulares como sendo leis comunitárias para o outro —, então não há perigo algum!

  3. Não há perigo se o que está instituído é apenas uma referência histórica para o momento de hoje, não sendo o teto, nem a parede, nem o chão do movimento, mas apenas o tabernáculo da viagem, a tenda que se arma enquanto se caminha, e a Estação da jornada.

  4. Não há perigo se cada um de nós souber que o único poder de institucionalizar a coisa é aquele que procede de nós. Porque a instituição como mal e como finalidade só pode acontecer em gente. São as pessoas que projetam o que neles está instituído como algo que a instituição será, com a soma dos interesses e das divisões da média ponderada dos associados e dos interessados na manutenção desse ente. Mas o ente institucional, em si, não é nada. Ela, a Instituição, não acorda e diz: "Bom dia!" Ela não lhe dá boa noite. Se o seu pai morrer, a instituição não lhe diz: "Sinto muito, de todo coração". Se o seu filho nascer, ela não o aplaude. Agora, se o seu filho morrer e ela for solidária, não foi ela que foi solidária; é porque tem gente lá dentro que se solidarizou. E ela não existe, só existem pessoas. Portanto o grande mito a se acabar é essa coisa de que se tiver CNPJ, conta bancária, um nome ou logotipo, aí institucionalizou-se! Um logotipo não vira Instituição. Razão social não vira Instituição. Conta bancária não vira Instituição. Em nosso tempo, para que um encontro comunitário seja legalizado e auditável tem que ser institucional. Mas não há problema nisso, porque eu tenho CPF, RG, título de eleitor, atestado de reservista, certidão de casamento, passaporte e continuo não-institucionalizado. Eu sou "eu" todo dia.
Desse modo, digo: o Caminho da Graça é uma instituição pelo simples fato de milhares de pessoasseja pelo site, seja em razão dos encontros nas dezenas de grupos e Estaçõesafirmarem sua convergência de convicção nas mesmas coisas, confessando os mesmos objetivos no
Evangelho, e que estão, de modo relativo e secundário, expressos de forma atualizada nos conteúdos que publicamos.


Entretanto, o principal conteúdo do Caminho da Graça é sua disposição de existir em metanóia, no permanente encontro entre a Palavra e a Existência. Assim se espera que o processo de se converter ao novo não cesse jamais, conforme a revelação do Evangelho, o qual é Palavra viva, e se re-atualiza a cada nova realidade ou geração.

Saiba-se, contudo, só uma coisa a mais: eu já tomei atitudes deliberadas que puseram abaixo algo que era considerado "muito importante" para milhões; e isso porque eu senti que estava traindo o Chamado de minha existência como homem. Assim, por que achariam que eu tenho dificuldade em ver acabar qualquer coisa que eu tenha ajudado a construir?

Não! Não tenho nenhum compromisso com perdas, padrões de um dia ou com a manutenção do que um dia foi bom. O que é de Deus, sempre é Hoje!

Eu creio que tudo aquilo que vira um fim em si mesmo precisa ser destruído. Sim, qualquer coisa. Ou seja: no Caminho nada é erguido para ser um fim em si mesmo. Se assim for, bem-aventurado é todo aquele que o puser abaixo. Afinal, é assim, ou deveria ser assim, com todas as coisas debaixo do sol.


O Caminho da Graça para Todos

O Encontro no Caminho

Retirado de http://ocaminhodagracapublica.blogspot.com/2009/03/o-encontro-no-caminho.html

Sexta-feira, 20 de Março de 2009

Consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras.
Não deixemos de nos congregar, como é costume de alguns...
Aos Cristãos Hebreus 10:24-25


O que estou dizendo? Que nada valeu a pena? É claro que não! O que estou dizendo é que o mundo ainda não acabou, e que a cada nova geração os discípulos de Jesus têm, outra vez, a chance de viver o Evangelho assim, simples e puro, leve e livre, dissolvido em sabores sentidos, mas sem sede física de poder e sem qualquer mandão entre nós.

A história não acabou ainda e a luz do mundo pode brilhar no mundo, não como uma ação oficial da igreja, mas como fruto da bondade misericordiosa de cada discípulo que não queira ser um agente especial da igreja, mas apenas um filho do Amor de Deus solto nesta terra e irmanado com todos quantos puder caminhar para melhor ainda servir!

"E não nos reuniremos mais"? É a pergunta angustiada de alguns.

É claro que nos reuniremos sempre! Mas tais encontros não têm por objetivo centralizar as forças, organizar as ações de poder, coordenar a produção dos "frutos" e "divinizar" a visão e a pregação do "método", mas apenas renovar as alegrias da fé e da esperança, fortalecer o amor e devolver as pessoas à vida com a simplicidade do sal e da luz. Ou seja: com sabor e boas obras.

De minha parte, quero apenas ver os discípulos de Jesus crescendo em vida com Deus, em amizade clara e respeito uns para com os outros e em saúde relacional na vida. Gente descomplicada e desviciada de "igreja" e livre dos estilhaços das guerras fratricidas, e, assim, comprometidas com plantar sementes por onde for.

O "ajuntamento" a que chamamos igreja deve ser esse encontro, essa estação, esse lugar de bom ânimo, adoração e ensino. O ideal é que tais encontros gerem amizade, e que pela amizade as pessoas se ajudem; e não apenas em razão de um espírito maçônico-comunitário ou ainda porque se deu alguma contribuição financeira no lugar.

Não. A verdadeira igreja não tem sócios ou associados. Tem apenas gente que se reúne e ajuda a manter tudo aquilo que promove a Palavra na Terra. O que promove o Evangelho deve ser sustentado e mantido com propósito apaixonado, e o que não promove o Evangelho não deve receber nossa energia e atenção.

Portanto, não se trata de um movimento "sacerdotal", intimista e fechado, mas sim de um andar profético, contínuo e aberto, que tem nos alegrado muito, pois, dentre tudo, estamos também reaprendendo a chance de termos amizades não-pagãs entre nós.


Isso porque no meio cristão, em geral, existe a forma de amizade mais pagã possível. As amizades cristãs são pagãs! Como assim? Que forma de amizade é esta? É aquela que ama moralmente. Amar moralmente significa amar enquanto a pessoa se comporta "como a gente", e não necessariamente como GENTE. Se ela for diferente ou se tornar diferente, ou mesmo tiver um comportamento diferente, mesmo que tal coisa seja apenas na área particular e privada, nesse dia tal pessoa perderá todos os seus "amados", pois era amada apenas moralmente.
Para esses, o irmão é o igual e o próximo é aquele que é parecido com eles. Ora, Jesus mandou amar até o inimigo, quanto mais o diferente!

Além disso, Ele disse que amar os que nos amam e tratar bem os que nos tratam bem é apenas um comportamento pagão, posto que seja assim que qualquer pagão, minimamente, trata um ao outro.

Jesus considerou que deveríamos buscar amar e ser amigos do jeito do Pai Celeste, que é bom para com maus e bons, e derrama Graça sobre todos.

Acontece que entre os cristãos, em geral, não se alcança nem mesmo o nível pagão. A sociedade pagã é capaz de aceitar e defender o diferente, mas a igreja não é. E enquanto este "pequeno detalhe" for assim, os cristãos não terão o respeito da humanidade, posto que até os bárbaros os superem no trato de uns para com os outros
.

A meu ver, no dia em que prevalecer o modelo do Caminho, conforme Jesus no Evangelho, a vida vai arrebentar em flores e frutos entre nós e no mundo a nossa volta; e as pessoas serão sempre muito mais humanas e sadias.

Mas jamais antes desse dia! E nisto posso dizer que profetizo sobre a certeza das certezas, pois é conforme a Palavra de Jesus.

Porque, se continuar a prevalecer o modelo de "igreja" tal qual aqui tem sido denunciado, jamais se terá nada além do que se teve nesses últimos dois mil anos... Nada diferente disso!


E para isto... para esta coisa, não tenho mais nenhuma energia para doar. Mas para a vida como caminho ofereço meu coração mais jovem do que nunca!


|O Caminho da Graça para Todos|

Está chegando a hora...

Retirado do blog do Caminho da Graça:
http://www.blogdocaminho.com.br/2009/02/esta-chegando-hora.html


Reflexões

Temos que decidir o valor e o significado de Jesus para nós.

Não é mais possível tratar a Deus como Chefe de religião, e Jesus como o Fundador terrestre da Religião de Deus.

Isto é blasfêmia contra o Eterno, e é trazê-Lo para o Panteão de nossos pequenos deuses.

Eu me admiro daqueles que tratam o Evangelho como Religião e se queixam quando Jesus é incluído na mesma lista de Maomé, Buda, Confúcio, Zoroastro e outros. Ora, se o que Jesus fundou é uma Religião, então, não se pode reclamar; afinal, o lugar "dele" seria mesmo entre os "outros".

Quem não gosta de ver Jesus em nenhuma lista dos "cem mais" não pode incluir o que Ele estabeleceu como uma "religião".

Infeliz é a terminologia Calvinista acerca "Das Institutas da Religião Cristã".

Enquanto o Cristianismo for a "Religião de Deus", a Terra não ouvirá a voz de Jesus.

Quem desejar ser fiel ao Evangelho terá que assumir a necessidade de tomar consciência do seu significado.

E não é "perfeição" que se pede do discípulo, mas a transformação do seu entendimento, a fim de que a vida do discípulo tenha alguma chance de mudar e afetar o mundo...como sal e luz.

Os cristãos precisam urgentemente se converter ao Evangelho tanto quanto os hindus e outros.

O Evangelho tem que deixar de ser uma história-informação e se tornar uma Consciência.

O Espírito Santo há de assim se derramar nestes últimos tempos. E o Espírito de Jesus há de visitar os lugares mais remotos e não-alcançados, e dará testemunho da Verdade a todos os homens.

Há um anjo com um Evangelho Eterno para pregar, conforme o Apocalipse.

E a Verdade anunciada não será religiosa—como jamais poderia ser!—, mas tão somente algo simples como uma gota d'água.

Nesse dia quem tem sede compreenderá a Palavra assim como o sedento compreende a água, o sufocado aceita o vento, o afogado a acolhe a corda, o perdido se rejubila com a bússola, e faminto se alegra com o pão!

Eu quero ver esse dia chegar!

Caio Fábio

O DIABO DE DENTRO…


Há pouco escrevi um texto sobre o diabo para fora, no enfrentamento dele na existência e nas muitas dissimulações dessa criatura malévola e sedutora.
Minha mulher, no entanto, chegou aqui e leu o texto, e disse: “Agora tem de mostrar o diabo de dentro”.
Nada disse, mas vi que ela tinha mais do que razão.
Assim decidi escrever o que de mais simples vejo em Jesus sobre o discernimento do diabo de dentro...
Sim, pois um é o diabo que se combate fora; outro é o que se combate dentro!
Sim, dentro; dentro de nós...
Ora, o diabo de dentro é construído pela nossa adesão à natureza do diabo, que é ódio, mentira, sedução, dissimulação, manipulação, ganância, inveja, soberba, e culto a si mesmo.
Quem odeia, se ira e irado permanece, amargura-se e amargurado fica, antipatiza e se tem por certo na manutenção da antipatia gratuita, e quem ama apenas por conveniência e interesse — esse vai se tornar um ser-diabo.
Quem mente, e se alegra em mudar o caminho dos outros pelo engano, que maquina como afirmação de inteligência e poder, que se deleita com o poder do engano e da dissimulação — esse vai se tornar um ser-diabo.
Quem seduz e ludibria pelo prazer de ver o engano e a desilusão no próximo, que usa a boa fé sem piedade, que come e joga fora, que se serve do próximo como um peão tolo no Xadrez do Engano — esse vai se tornar um ser-diabo.
Quem cobiça com a avidez da ganância e da insaciabilidade, quem não se contenta nunca, quem usa de todos os meios para atingir seus fins, quem se alimenta da própria volúpia como nutriente existencial, e que não vê em qualquer limite uma benção, mas apenas uma maldição — esse vai se tornar um ser diabo.  
Quem inveja... e existe para buscar tomar, possuir ou substituir um outro, quem faz da vida uma competição de superação do próximo, quem não se alegra com seu próprio ser, mas só se vê nas coisas que possua — esse vai se tornar um ser-diabo.
Quem não vê nada e ninguém acima de si mesmo, que não teme a Deus, não reverencia a vida e não aceita a existência e a experiência de outros — esse vai se tornar um ser-diabo.
Quem não se arrepende..., quem não pede perdão e não perdoa..., quem nunca admite o erro puro e simples e sem explicação..., quem jamais considera silenciar mesmo tendo razão..., e, sobretudo, quem foge de amar... — esse vai se tornar um ser-diabo.
Sim, especialmente se confessar-se cristão!...
Resista o diabo em você mesmo e ele fugirá de seu ser!
Mais importante, todavia, é saber que somente se resiste ao diabo quando decidimos em nós mesmos nos submetermos à potente mão de Deus, pois, Ele, a Seu tempo, nos exaltará em toda forma de livramento.
Ora, isto não é um advento, nem um evento, nem um dia..., mas um modo de ser e de vigiar, e, sobretudo, deve se tornar o sondar constante do nosso coração.
Somente assim cresceremos na consciência e no fato de que o Príncipe desse mundo nada tem em nós.
Em Jesus, que me ensina a vencer o diabo que quer ser eu em mim,
Caio
4 de setembro de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O DIABO EXISTE… Você tem dúvida?..

Jesus nunca discutiu o diabo, sua existência, sua origem, seu surto narcisista, sua “queda”; e nem tampouco desvendou segredos do diabo, do mal, ou do modo como os homens e os demônios entram em conluios; não fez diferenciações entre tipos e modos de possessão; não julgou útil dedicar-se a nada disso...  

Entretanto, para Ele, o diabo era real, não simbólico, não difuso, não apenas energia, não somente pulsão humana perversa...

O diabo existia... O diabo tentava... O diabo oprimia, possuía, fazia adoecer, matava, roubava, destruía...

Sim, Jesus não disse nada sobre as cogitações impensáveis que teria feito um ser criado em Luz tornar-se um ser rastejante, odiento, malévolo, obstinado, obcecado com a existência humana, tarado pela promoção da desgraça na Terra...
O que Ele disse de tal criatura tinha a ver com sua natureza homicida, mentirosa, enganadora, opositora, divisora, e cheia de poder no mundo dos homens, ao ponto de dizer que o mundo dos homens é dele; do diabo.
Este poder me foi entregue; e o dou a quem eu quiser...” — disse o diabo a Jesus; e Jesus não disse que ele estava mentido, pois, o próprio Jesus viria a dizer: “Eis aí vem o [diabo] Príncipe deste mundo; e ele nada tem em mim”.
Jesus disse ainda que o Inferno era uma categoria posterior na criação, criada para o diabo e seus anjos... Portanto, com isto, Jesus dizia que para um humano ir para o inferno ele tem que virar decidida e voluntariamente um diabo.
Para Jesus o diabo poderia possuir tanto indivíduos como gerações inteiras... Poderia ainda se especializar em demonizar geografias políticas e culturais, como a Legião de demônios que possuíam o “gadareno”, e que pediam a Ele que não os mandasse para fora do país, da região...
É digno de nota que Jesus tenha expulsado demônios de muitos indivíduos na Galileia e alguns outros lugares, mas que tenha sido apenas no ambiente do Templo e da religião que Jesus tenha se referido a certas pessoas como “filhas do diabo”, sendo que elas eram as mais religiosas e orgulhosas de seu pedigree espiritual: descendentes de Abraão.
O fato é que até algumas possessões que pareciam ter elementos de disfunção neurológica ou mental, ainda assim Jesus não curou a mente de tais pessoas sem também mandar que o espírito imundo as deixasse.
Ora, isso me faz pensar que em quase todas as condições mentais que tiveram suas disfunções oriundas de traumas ou de episódios bem posteriores na vida [ou seja: não sendo mal congênito] — de um modo ou de outro os espíritos se aproveitam de tais baixas imunidades mentais a fim de agregar a sua agonia ao problema existente em razão da alma ter ficado magoada, abusada, humilhada ou raivosa...
Então alguém pergunta:
“Mas na Cruz Jesus não venceu os Principados e as Potestades expondo-os ao desprezo, conforme nos garante Paulo?”
Ora, a vitória de Jesus sobre o diabo é apenas para quem crê!
Quem não crê experimenta apenas o “limite” que ainda está imposto sobre o diabo, mas dentro de tal “limite” existe no diabo ainda poder suficiente para ser o príncipe deste mundo, e prova disso é o mundo em si, com todas as suas manifestações de insanidade infernal.
O diabo não pode me tocar, nada tem em mim, não por causa de mim, mas em razão do que Jesus fez por mim; e eu cri.
Sim, é apenas por isto que o maligno não me toca!
E mais: é também por isto que posso expulsa-lo em qualquer lugar; sim, o diabo e qualquer diabo ou demônio; pois Jesus, Jesus mesmo, não um arremedo de Jesus, não uma verdade de Jesus, não!..., mas Jesus mesmo, Ele, o Senhor, o Vitorioso, o Mais Valente; sim, Nele eu venço o diabo porque Jesus vive em mim; e Ele é a minha vitória!
Entretanto, isto é assim porque eu creio de todo o coração; e porque pela fé sei, vejo, sinto, e confio; e, além disso, porque vi muitas vezes e vejo tantas vezes quantas aconteçam, que Jesus é a minha vitória. Portanto, sem fanfarrice, mas apenas com confiança na fidelidade de Deus, não temo diabo algum e nem criatura espiritual alguma.
Entretanto, sei que para quem não crê assim todas as portas estão abertas, pois, o bicho perverso tem poder sobre este mundo!
Não estou nem um pouco preocupado com os intelectuais que me lerão e rirão...; nem com os teólogos do diabo simbólico que me julgarão “místico”...; nem com os filósofos que me ridicularizarão por não aceitarem a existência do diabo em razão de não gostarem da idéia maniqueísta de luta entre o bem e o mal...; nem ainda com os psiquiatras, psicólogos, neurocientistas, ou qualquer outro suposto mestre da mente ou do diabo... — que me julgarão simplista e obscurantista...
Não! Não é hora de pudores...
O diabo existe. E, no que me diz respeito, ele terá o mesmo tratamento que vi Jesus dar a ele...
De súbito outra vez meus olhos se abriram e estou vendo uma invasão de diabos no mundo...
As casas estão cheias de demônios...
Os casamentos estão sendo pastoreados pelos desejos de diabos nem sentidos, disfarçados de necessidades psicológicas e afetivas...
As emoções humanas então!... Meu Deus! Estão ficando possessas do mal...
Afinal, se o diabo além de mentiroso é homicida e vem para matar, roubar e destruir, conforme Jesus garantiu, por que se julgará que havendo oportunidade de enganar ele não o fará? De poder matar... e ele poupar a vida? De roubar e ele deixar isento e intacto? De conseguir destruir e ele preferir preservar?
Quem converteu o diabo?...
Ora, primeiro foi a religião cristã chamada “liberal”...; mas já o fez por cultuar a filosofia e a psicologia... ou a psiquiatria antiga...
Depois os que converteram o diabo foram esses que fizeram demônios se tornarem coadjuvantes de “exorcistas” em expulsões de bobagem... Sim, foi esse pessoal que ganha dinheiro com possessões fajutas [e que o diabo faz acontecer ou emula pela sugestão... apenas para que o “exorcista mercenário” não creia mais em diabo algum] — os que criaram essa atual descrença no diabo real entre as pessoas de bom senso; pois, “esse diabo de crente” é um chaveirinho de diabo, coisa mesmo de amuleto de culto cristão fetichista.
Eu, no entanto, não tenho nada a ver com isto!
Portanto, no que me diz respeito, deixo todos os pudores aqui, e, sem temor algum assumo que sou discípulo de Jesus também no modo como devo tratar o diabo em qualquer situação da vida.
Assim, sem discurso, mas com decisão, assumo para mim a Palavra de Jesus hoje, e que diz: “Eis que vos dei autoridade sobre serpentes e escorpiões, e sobre todo poder do maligno, e nada absolutamente vos causará dano”.
Continuo vendo todos os elementos psicológicos, psiquiátricos e neurológicos de muitos distúrbios humanos, mas, ao mesmo tempo, minhas suspeições acerca do oportunismo maligno em relação a tais coisas é grande; e mais: não apenas em relação a isto, mas a todas as formas de expressão de raiva, ódio, curiosidade mórbida, e ganância por poder, qualquer forma de poder ou de avidez por fama e importância, especialmente espiritual, me cheirará sempre a inhaca de diabo...

Nele, que tratou as coisas como as tratou e que não me deu outra receita,
Caio
4 de setembro de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Cântico dos Cânticos (ou seria “Cantadas de Salomão?”)

Cantares de Salomão, ou seria “Cantadas de Salomão”?

Um irmão, após ter lido em meu blog um texto que prova que eu não aceito a “mentalidade além da letra” como algo válido e, devido ao fato de que ele faz parte da denominação que inventou esta técnica, que para mim não tem nada a ver com “revelação”, mas sim, com técnica, modo ou forma de pensar, ou seja, pensar que as coisas não são como parecem ou como estão, sim, este irmão me enviou um e-mail perguntando qual seria meu parecer acerca do livro de cantares tomando como base dois pensamentos distintos.

Na realidade me desculpe, mas, sinceramente, o que tenho lido destes que inventaram a idéia “além da letra” são viagens tão fraquinhas que não sei como eles não se envergonham destas viagens. Eu tenho certeza que posso viajar muito mais que eles e de uma forma bem mais adulta e racional (e o principal, sem usar o nome de Deus, porque viajar e ficar usando o nome Dele como autor de minha viagem é muito pior), porque as viagens deles fazem até meu filho de nove anos gargalhar.

Mas vamos ao que interessa porque não quero criticar (tem como ficar sem criticar?).

O primeiro pensamento seria baseado na idéia levantada por Silas Malafaia (O vendedor gospel), que utiliza o livro de Cantares em sua mensagem intitulada “O cristão e a sexualidade”, o segundo pensamento seria a maneira como a denominação à qual o irmão que me escreveu pertence ensina dizendo que foi revelado por Deus, como uma “revelação divina”.

Vou comentar sobre os dois conceitos mencionados, e, no final, escreverei o meu conceito sobre isto tudo (que continua sendo o mesmo apesar das pesquisas feitas).

1)Malafaia → Cantares como manual de vida sexual do casal (sem a tal da revelação além da letra).
O texto abaixo é o que o “Mala” diz (fica claro que não é o que o Odlave diz):
Ele mergulha na “profundidade” sexual existente nas poesias escritas no livro de Cantares.
Salomão era um cara de novidade para não transformar o sexo em coisa chata.
A expressão sexual do casamento é um paradigma da união de Deus com o seu povo e o prazer sexual na intimidade do casamento são retratos do prazer e satisfação que Deus quer dar ao seu povo eternamente.
“Está escrito assim!”
Porque Satanás trabalha para perturbar na área da sexualidade? Porque a sexualidade é importante.

2)Igreja que possui a filosofia “além da letra” → Cantares como Declarações entre Jesus e a igreja.
    O texto abaixo é o que tal igreja diz sobre o livro de Cantares:
Os segredos do livro de Cantares não são conhecidos por nenhuma igreja Evangélica, inclusive existem igrejas que proíbem a leitura do livro para os jovens.
Mas nós, alcançamos a “revelação além da letra”, sendo assim, alcançamos por revelação que o diálogo de cantares é o diálogo entre Jesus e a igreja.
Porque a igreja é a amada, haviam muitas esposas, concubinas e virgens, mas, nós somos a igreja escolhida. A igreja que alcançou a revelação.


Bom, agora segue meu parecer sobre as duas formas de avaliar o livro:
O “Mala” entra na carnalidade do livro dizendo que Deus queria através de Salomão nos ensinar como viver na intimidade com nossas esposas, e, também, Deus queria através da Sunamita ensinar como nossas esposas nos deixariam no “ponto” para uma trepada.


Sinceramente, o Silas como um bom “crente assembleiano” se realmente lesse a Bíblia arrancaria o livro de Cantares de sua Bíblia sabe porque? Salomão foi o cara menos crente que podia existir, Salomão caiu em idolatria antes de sua morte, isso mesmo, leia em I Reis 11, não é dito sobre perdão, é dito que ele adorou a outros deuses e Deus incita povos a guerrearem contra Israel, logo depois de sua morte o reino é dividido. Não é mencionado perdão em momento algum.


Então, segundo os crentes, Salomão morreu “desviado”. Então, eles estão lendo um livro de um cara que abandonou Deus, Salomão não caiu da igreja, Salomão abandonou Deus para adorar imagens, você entendeu?
Deus não precisa solicitar a Salomão que escreva um livro dizendo que gosta de beber vinho no umbigo de uma mulher para que eu possa ficar à vontade com minha esposa.
O pior é que no original em Hebraico não é umbigo, é genitália, ou seja, Salomão disse que colocava vinho na vagina da mulher. Mudaram para umbigo para aliviar a barra.
O Silas apenas fez uma viagem oposta, ele não leu Cantares na visão de Salomão, ou dos judeus, ou em uma visão “espiritual”, ele leu Cantares e interpretou para tentar aliviar a barra dos crentes de hoje, sabe porque?
Porque a igreja evangélica endemoninhou a relação sexual.
Sabe o que a “igreja” diz?
Que ver seu parceiro nu é pecado, então tem que transar pelo buraquinho do lençol e no escuro.
Que sexo oral é pecado, então, não pode dar uma chupadinha.
Que se seu marido não é crente não pode deitar com ele (ou mulher).
Que usar perfume é vaidade, que raspar as axilas é vaidade, que depilar as pernas é vaidade.
Eles resumem a vida cristã a isso e só.
A psicose da crentaiada está tão resumida na questão do sexo, que eles ficam tão loucos para transar de verdade, libertos desta loucura, que acabam fugindo das igrejas e entregando-se à vida sexual ilícita, o cara que não tinha tesão pela esposa agora vive na gandaia a noite toda e transa com qualquer mulher que aparece.
Aí fica um bando de gente que preferia não ter casado, o “Mala” deve estar de saco cheio de ouvir reclamação e resolveu pegar o livro de Cantares como “saída pela direita”.

Quanto ao item dois (2) acerca da igreja que espiritualiza totalmente o livro digo o seguinte:
Da mesma maneira que eles dizem que é um diálogo entre Jesus e a igreja os judeus dizem que é um diálogo entre Deus e Israel.
Ou seja, todo mundo quer tirar uma casquinha de cantares.
Os cristãos dividem o cantares entre carnal e espiritual.

Agora entra minha opinião sobre o livro:
a) Existem diversos diálogos acontecendo no livro.
1)Salomão falando à mulher.
2)A mulher falando à Salomão.
3)Também são registradas falas dos irmãos desta mulher.
Este livro para mim é similar ao quadro de Leonardo Da Vinci chamado Mona Lisa.
Sabe qual é o mistério do quadro?
Algumas pessoas acham que a mulher está sorrindo, outras acham que ela está séria.
Então pessoas diferentes conseguem ver de forma diferente.
Você pode ver o livro diferente da forma que eu vejo.
Faço uma pergunta básica ao Silas:
“Se os crentes locassem um filme pornô eles não aprenderiam como transar e satisfazer seu parceiro  no casamento?”

Se o Silas queria um guia de sexo porque não orienta os crentes da sua igreja a irem em uma locadora? Ou então indica algum livro com as técnicas de KamaSutra.


Eu não assisto filme pornô, mas, se eles não sabem como satisfazer o marido/mulher na cama, é uma escola melhor que o livro de Cantares.


Para o outro pessoal que vai de Cantares Além da Letra, digo:

Mesmo que Deus tenha inspirado Salomão, querendo expressar seu amor, não creio que esta expressão tenha sido maior que a Cruz, onde o Cordeiro foi imolado por nossos pecados”.
Sendo assim, Cantares Desencantou, rsrs.

A maior representação do Amor de Deus para nós está na cruz e não no livro de Cantares, o resto é viagem.

Para mim Salomão foi o cara mais louco que podia existir, inclusive alguém fez uma viagem muito maior que a do Silas e muito maior que a viagem desta igreja dentro do livro de Cantares, e se fosse para eu escolher, de todas as viagens eu ficaria com o que foi escrito neste link:

http://miquels007.wordpress.com/2009/06/15/livro-de-cantares-de-salomao-um-caso-a-questionar/

que diz que o amor declarado em Cantares foi um amor proibido.

Finalizando:
Se o livro é para me ensinar a transar com minha esposa, se o livro é uma declaração de amor entre Deus e Israel, se o livro é uma declaração de amor entre Jesus e a igreja, eu pergunto:
E daí? Pergunto novamente: E daí?
A mensagem do Silas, a idéia de que é Deus falando para Israel, a idéia de que é Jesus falando para a igreja, algum destes itens melhorou minha vida?

NÃO MUDOU EM NADA.


O QUE MUDOU MINHA VIDA FOI O SACRIFÍCIO NO CALVÁRIO.

O livro de Cantares para mim não precisaria existir.

Inclusive o Velho Testamento não é para mim, o VT foi escrito para os Judeus, para mim é só história, não posso tomá-lo como base, eu não sou Judeu.




Posso afirmar isto pelo seguinte fato:
Veja em Amós 9:7
Não me sois, vós, ó filhos de Israel, como os filhos dos etíopes? diz o SENHOR: Não fiz eu subir a Israel da terra do Egito, e aos filisteus de Caftor, e aos sírios de Quir?

 

O profeta Amós diz que não aconteceu um Êxodo somente com Israel, mas que também aconteceu o mesmo com outras nações.


Eu lhe pergunto, se a história entre Deus e os filisteus, os etíopes e os sírios não chegou na minha mão, porque a história de Israel me faz diferença?


Muito pelo contrário, o conteúdo do Novo Testamento é para mim, ele contém tudo para que eu possa viver na Graça de Cristo, o Velho Testamento só serve de referência, sim, ele é referenciado no Novo Testamento, só isso.



Bom, acho que é o bastante.

Que Deus nos abençoe.

Odlave Sreklow.